Ideia Em Desenvolvimento

Já não vai a tempo desta edição do JL, mas pode ficar para a próxima: a “escola costista” das aprendizagens “essenciais” e do currículo “local” como regresso ao ideal do Estado Novo de uma Escola Mínima para a plebe, em que os pobres aprendessem apenas o “essencial” para a sua vida tradicional, no seu lugarejo ou vilória.

Estou apenas a “registar” a ideia, não vá alguém ter falta de ideias para alguma prosa quinzenal.

11 opiniões sobre “Ideia Em Desenvolvimento

  1. Quando temos de dar razão a este senhor…
    “A política educativa também mereceu uma crítica do antigo primeiro-ministro e Presidente da República. Durante esta iniciativa realizada no Teatro Cinema de Fafe, moderada por Marques Mendes, lamentou que a escola pública esteja a “revelar dificuldades em atrair professores e a sua qualidade [esteja] a ser posta em causa”.”
    https://eco.sapo.pt/2022/06/14/cavaco-dramatiza-aplicacao-inteligente-dos-fundos-europeus/

    Gostar

  2. Resumindo: estamos outra vez de “tanga”, submissos, de mão estendida e casacos cheios de algibeiras, vendidos, dependentes da Europa para tapar antigos e novos buracos, para nos ensinar como nos devemos comportar e o que temos de fazer, e, se nada mudar, lá virá a Troika II para nos puxar as orelhas, humilhar (malandros, bebedolas e mulherengos?!) e cobrar-nos os altos juros para compensar os baixos que nos cobram agora. Onde é que eu já vi este filme patético?! Mas juro que tenho feito um grande esforço para perceber onde é que não falhamos e somos mesmo bons (pelo menos é o que o PR tanto apregoa). Talvez a achar que somos mesmo bons….

    Liked by 1 person

  3. Começo a gostar do Cavaco! Num país com um povo anestesiado por uma Comunicação Social submissa e inundado por elites políticas e económicas cínicas e hipócritas, tem sido o único a mandar umas “bojardas” à Torre de Babel socialista e ao Império do mao tse tuncosta. Dá-lhe Cavaco!

    Gostar

  4. Escola mínima para a plebe porque só precisa de saber assinar de cruz, de se divertir e de dar lustro ao poder local para obter umas borlas à pala da câmara (um favorzinho no licenciamento do curral clandestino, um empreguinho na piscina, no campo de jogos, ou na ecopista da terra).
    Não faltarão agrupamentos de escolas concelhias com Planos Anuais de Actividades a transbordar de popularidade com cópias baratas de reality shows como o irmão mais velho e o caça talentos. Em muitos sites escolares figurarão abundantes fotografias do presidente da câmara e da primeira dama. Ora corta fita, ora iça bandeira, ora beija ranhosinhos, ora recebe ramo de flores…Fatiotas de gala com o grupo coral e o cura e ainda concursos de sueca, de malha, da bisca mais longa e do pum mais sonoro!
    Também haverá medalhas para o maior engolidor de canecos e para o maior engolidor de rojões!
    Viva a escola mínimo à escala mínima local!

    Liked by 1 person

  5. Curto e claro. Nem mais. O pior é que esse fenómeno à escala local alastrou à escala regional e nacional (ou ao contrário?). O essencial a reter é esta atual ideia de divertimento populista e bairrista que acaba quase sempre por redundar em práticas folclóricas e parangonas propagandistas dos projetos educativos (podendo por vezes trair os melhores objetivos dos próprios projetos educativos dos agrupamentos), sobretudo nas festas/comemorações no último dia de aulas. E há modelos que atingem o máximo na escala dos objetivos mínimos. Quanto mais folclórico, ruidoso e ao rubro (100 ou mais decibéis), maiores serão as ondas sonoras e as vibrações enviadas ao município/à comunidade. Muito ao estilo bairrista, tudo se reduz ao lema “a minha escola é mais fixe do que a tua!”
    Feedback nos relatórios das atividades cumpridas que a inspeção há de ver: correu tudo bem e os objetivos foram cumpridos – os alunos não faltaram, gostaram muito e divertiram-se (mais do que nas aulas!). Como evidências, o jornal local faz a cobertura do evento e não faltarão fotografias no álbum das famílias agrupadas para memória futura. Resta saber qual será o efeito das atuais ondas sonoras e vibrações na capacidade de ouvir, reconhecer e distinguir os “sons” ou os “ruídos” que nos rodeiam.

    Gostar

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.