Um Documentado Desmentido Das Declarações Do Ministro Costa Acerca Dos Dados Sobre A Falta De Professores

O artigo no JL/Educação é de Maria Eugénia Ferrão e resulta de uma intervenção no CNE. Trata da questão da falta de professores, na perspectiva dos dados disponíveis há pelo menos uma década na DGEEC. O que revela até que ponto as declarações do ministro Costa ao Expresso sobre a necessidade de fazer um estudo sobre a situação quando chegou ao cargo esta equipa do ME são mistificadoras, assim como demonstra como a actual directora da PORDATA tinha ao seu dispor toda esta informação (quando dirigiu a DGEEC), que só nos últimos meses pareceu interessada em tratar de forma dramática para efeitos mediáticos.

Como é mais do que conhecido, estes dados estão no ME há muito tempo e só uma enorme desonestidade política e intelectual pode apresentar o “problema” como algo novo ou inesperado. Há políticos, especialistas e uns quantos directores amigos da corte costista (como aquele que há um mês escreveu sobre o assunto com um “novo olhar” mais requentado do que sopa da pedra com uma semana, mas sem o apuro do sabor) que produzem verborreia que, mais do que ser inútil ou errada, apenas revela uma vontade de mistificar a opinião pública.

JL/Educação, 15 de Junho de 2022

10 opiniões sobre “Um Documentado Desmentido Das Declarações Do Ministro Costa Acerca Dos Dados Sobre A Falta De Professores

  1. Terão que reunir de emergência, para o próximo ano, tal como aconteceu, ontem, com a chamada ministra da saúde, para decidirem o que fazer, mas a responsabilidade nunca será de quem já conhece a situação há, pelo menos uma década! Mas, está tudo cada vez melhor! 😰

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  2. Arrogânciaaaaaaaaa
    Desgovernoooooooo
    Imediatismo e fabricação mediática para esconder a inoperância durante 6 anos e aparecer agora junto ao grande público (desconhecedor dos pormaiores) como o grande salvador da pátria!

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  3. A limitação das mobilidades docentes disto e daquilo, veio agora colocar a descoberto a má gestão de recursos humanos praticada ao longos dos últimos anos.
    Autorizaram-se milhares de mobilidades com pouco controlo e/ou justificação que se preze.
    Autorizaram-se horas letivas para projetos da treta.
    Para não falar das famosas AEC, da invenção da ex-ministra MLR.
    Etc, etc…
    Antes do problema da falta de professores, há um grande problema de gestão!

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    1. As mobilidades de professores com componente letiva não têm qualquer impacto no número de professores disponíveis.
      Só os que estão sem aulas. Serão assim muitos?
      As aec ocupam professores em ínicio de carreira. Têm impacto zero.

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      1. Referia-me aos professores sem componente letiva, obviamente. São milhares aqueles que estão em mobilidade por doença (mas aptos para o trabalho), em escolas onde não há serviço para atribuir. São também muitos aqueles que estão mobilidade estatutária em fundações/câmaras/juntas de freguesia… em serviços pouco justificativos.
        Não sei os números exatos, mas serão à volta de 8.000/10.000. Só na estatutária vão convidar 2.000 a voltar, mas são mais.
        Os professores das AEC fazem falta para substituir, por exemplo. Embora, isso seja uma opção dos colegas optar pelas AEC e não pelo ensino regular. Na minha opinião estas atividades nem deveriam existir. Não são “essenciais”!

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        1. Há muitos professores em mobilidade fora das escolas, porque estão a prestar serviço de interesse político-partidário. Há quem tenha entrado para o quadro com essa “porta” para outras funções. Não vale a pena pensar que irão regressar, porque quem prometeu isso, sabe bem que é pura demagogia.

          Quanto aos professores sem componente lectiva, por motivos de saúde, sempre existiram. Os “horários zero” foram um problema recorrente e nem por isso faltavam professores para dar aulas.
          Será que as maiores faltas (veja-se o caso de TIC) correspondem a grupos com muitos professores sem componente lectiva?

          A “narrativa” útil a alguns de que a responsabilidade por não haver professores não é propriamente dos decisores políticos é apenas fumaça.

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          1. TIC, Geografia, Inglês… Têm falta de professores, sim. E de futuro haverá falta de professores noutras disciplinas.
            Mas há um problema de gestão de recursos humanos, que agora se tornou evidente, de que poucos falam, e que é preciso resolver. Esbanjaram recursos, só porque havia em excesso e era preciso ganhar eleições, em vez de fazerem uma gestão racional.

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  4. Há falta de professores como há falta de médicos, de agricultores, de artesãos e mais trabalhadores faltarão nos serviços públicos e não só!
    Andaram a travar progressões, a inventar avaliações injustas, a promover concursos com ultrapassagens descaradas, a plantar sistemas de gestão ditatoriais, a subir salários mínimos sem subidas dos intermédios, a promover a precariedade, as más condições de trabalho no setor público e agora querem milagres?
    Tudo foge, pois foge! Ninguém está para ser mal pago, congelado, difamado e trabalhar como um burro de carga sem que se respeitem os períodos de descanso!
    Ou seja, há umas décadas que os políticos portugueses se ocupam a destruir as bases de funcionamento do país para promoverem negociatas!
    Contudo os amigalhaços só estão no país para estender a mão ao Estado e lucrar, lucrar, lucrar. Em situações de crise é vê-los fazer como os ratos num naufrágio. São os primeiros a fugir! Viu-se bem na pandemia, tudo o que cheire a serviço público de facto ou grande risco não atrai.
    Há décadas que se promove a ignorância popular com uma escola cada vez mais facilitista e com os media a vender mentiras para denegrir os serviços públicos e a exaltação do empreendedorismo, que por cá é sempre de encosto estatal.
    Há décadas que se vende a ideia falaciosa do público ser o mundo de direitos sem deveres. Portanto não se valoriza o trabalho! Sim, porque o ideal promovido é o do parasitismo não produtivo de influencers da treta e de jogadores de futebol multimilionários. Também não se disfarçada empatia estatal por oligarcas e profissionais da especulação!
    E então com tanto espertismo saloio querem o quê?
    Vêm com remendos em cima de remendos, chamam gente de fora, escancaravam as portas aos gold e agora a todo o bicho careto, mas tratar bem quem ainda se aguenta e repor justiça atraindo-os para preparar os novos que urge recrutar em condições dignas, nem pensar?
    Nem pensar, porquê? Porque queima neurónios, dá trabalho desfazer o mal que foi feito, chamar à justiça os que perpetraram as maldades e além disso o que importa é governação de selfie e de viagem ao estrangeiro com bujardas auto-elogiosas para continuarmos num mundo do faz de conta. Nada de arregaçar mangas a sério, nada de ondas. Há que manter níveis de popularidade elegíveis.
    Adeus qualidade, adeus democracia, adeus país seguro!

    P.S. É curioso, mas quem governou foi especialmente habilidoso no desenvolvimento de antagonismos fraturantes que viram portugueses contra portugueses, profissionais contra profissionais. Uma sociedade zangada e incapaz de olhar para lá do seu rch/esq.

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  5. #E :muito certo. Excelente caracterização e descrição das causas de toda esta situação 👏👏👏como sair dela? Com que políticos? Com que especialistas? Um desastre 😥

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