2ª Feira

A estratégia de contra-ataque e intimidação está longe de ser nova. Qualquer grupo profissional que, no “perímetro” da intervenção directa do Estado, ouse levantar problemas, leva com uma sucessão de jogadas mediáticas para a denegrir. Os médicos até têm estado algo protegidos neste contexto, mas parece que isso acabou. Há urgências a fechar, queixas sobre o funcionamento do SNS, com denúncias por parte de sindicatos e da Ordem dos Médicos? Então, surgem pouco depois notícias sobre os incumprimentos dos profissionais em causa. Hoje é que mais de 20 médicos terão feito tramóia ao picar o ponto. Está errado e eu concordo que se investigue. Não tenho é a certeza de, caso fossem deputados, a investigação dar em qualquer coisa que não o arquivamento.

10 opiniões sobre “2ª Feira

  1. É a governação Sócrates-Costa a funcionar!

    Há quem não se convença de que Costa é o dilecto herdeiro de Sócrates, agindo aparentemente por outros meios… mais até indo mais longe do que aquele nos fins!…

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  2. Lembram-se da guerra psicológica da Maria de Lurdes Rodrigues?
    Sempre que pretendiam mudar as regras, mandavam para os jornais contra informação descontextualizada.

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  3. Deputados, médicos… não são todos funcionários públicos? Estes esquemas fraudulentos, do tipo “presença não-presença”, nunca acontecem com os professores. A sua vigilância e “supervisão” são de grande proximidade, não só pelo pessoal auxiliar que, em primeira linha, é quem anota as suas faltas se não aparecem na sala de aula, mas também pelo controle das estruturas intermédias e superiores através da avaliação do seu desempenho, obrigatória por lei, mas cuja progressão na carreira foi “congelada”,(sub)traída, baseada em cotas e sujeita a vagas. Nem tão pouco a assiduidade exemplar é recompensada (não incluo aqui os que faltam por motivos que não lhes podem ser imputados, e que estão previstos na lei). Para além disso, também sofrem intimidações e perseguições/assédios se ousam abrir a boca para questionar ou contestar, e ainda retaliações por meio do serviço e da própria avaliação.

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  4. É, sobretudo, mau jornalismo. Dar relevância mediática ao comportamento, ainda que eventualmente injustificável, de 20 médicos, é puro sensacionalismo!

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  5. metendo a foice em seara allheia, neste caso na História, na qual o administrador do blogue é um perito com evidências demonstradas [embora não tenham relevância num relatório de autoavaliação… 😉 ], recordo que nos tempos idos de 2008, no auge da batalha fratricida dos profs com o ME, os jornais eram inundados de noticias a denegrir a classe docente (por exemplo, uma 1ª pág. do JN a anunciar os milhões de faltas anuais…!). Portanto, essa foi sempre a estratégia comunicacional de qualquer governo quando quer denegrir uma classe profissional que reivindica direitos, porque infelizmente temos uma população politicamente inculta que acata essa desinformação.

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