A Seca

Muita conversa, escassa ou nula acção e ainda menos com alguma consequência. Eu bem posso fechar as torneiras, que ali ao lado criam uma urbanização cheia de tanques a que chamam piscinas e relvados de rega intensiva. Depois de terem “limpado” a zona da desagradável (e perigosa!) vegetação natural, essencial para a retenção da humidade e para reduzir a erosão dos solos. Basta ver como para construir qualquer barracão “empresarial” se dão autorizações vergonhosas para o abate de árvores, enquanto a poucas centenas de metros desfalecem barracões, outrora novos, que faliram quando os subsídios adequados deixaram de correr. Como levar a sério as preocupações com questões ambientais de quem se vende à primeira investida que dê “receita” (formal ou informal) e não me venham dizer que o problema é do Estado central, que os mini-estados de proximidade dão bem mais nas vistas na forma como hipotecma o futuro em troca de uns cobres. A começar pelo modo como agora pululam as ciclovias e afins, criadas a trouxe-mouxe, enquanto os gajos da lycra continuam à mesma nas estradas, ali mesmo ao lado, que as ditas ciclovias são pás meninas.

6 opiniões sobre “A Seca

  1. Há uns meses escrevi esta carta, que nunca teve resposta:

    Exmo. Senhor Ministro do Ambiente

    Estando Portugal a assistir a mais uma confirmação do que vem sendo dito há várias décadas sobre os efeitos das “alterações climáticas”, ouso abeirar-me de Vossa Ilustríssima Pessoa Ministerial para, humildemente, perguntar o que se segue:
    Nos últimos seis anos de governação:

    a) Quantas novas barragens, de dimensão relevante, foram construídas para armazenamento de água?

    b) Quantos quilómetros de transvases foram construídos para transportar, para sul, águas excedentárias na estação de Inverso, das bacias hidrográficas do norte? (por exemplo, do Douro para o Tejo, ou do Guadiana para barragens do sul do Alentejo e do Algarve)?

    c) Quantas centrais de des-salinização (erradamente grafadas como “de dessalinização”) foram construídas no litoral de Portugal continental?

    d) Quantas cisternas novas foram construídas das novas habitações, por imposição legal criada pelo governo de V.ª Ex.ª?

    e) Quantas novas habitações foram construídas com sistemas de poupança/reaproveitamento de água, por imposição legal criada pelo governo de V.ª Ex.ª?

    Com os melhores cumprimentos

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    1. Faz-me lembrar uma carta que enviei ao Sr. PR, Marcelo R. de Sousa, sobre questões relativas aos problemas da Educação/Escola, em Portugal. Foi há quase dois anos, e á qual nunca tive resposta. Minto! Tive uma resposta muito cordial informando que tinham recebido a dita cuja, e á qual iriam dedicar a melhor atenção. A atenção que dedicaram foi só mesmo para me darem essa resposta.
      Se fosse para uma campanha de beijinhos e de selfies, bora lá a fazer número, porque o valor de uma pessoa mede-se pelo número de pato@s que a rodeiam e das selfies que fazem juntos – “Arre, estou farto de semideuses!”; ou para pagar os impostos e as taxas, que para isso também contamos, como números. Já quando lhes batemos à porta, levemente, dirão ” Será chuva, será gente? Gente não é, certamente e a chuva não bate assim.”

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  2. 80% do gasto da água está na agricultura, indústria e rega pública, não adianta fechar a torneira ao lavar os dentes… É ridiculo … É tipo pensar que se está a fazer algo mas não está (tipo máscara).

    Odeio estas notícias todos os anos.
    Resolução estrutural tá quieto .
    Centrais de dessalinização e etar’s com águas recicladas tá quieto… Não dá votos.

    É uma vergonha…parecemos um país do 3 mundo. Depois andamos a pedir ás pessoas para desligar a torneira enquanto lavam os dentes …

    Em Espanha só centrais de dessalinização há 800.

    Em Portugal há 1 na Madeira.

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  3. No mesmo dia, em que um pseudogovernante disse que os portugueses tinham que se habituar a viver com menos água, soube que, no local, onde vivo, vão construir mais um empreendimento de luxo, fabuloso, com piscina e…. É só mais um, entre tantos, numa região de seca constante.

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