E Depois Querem Que Levemos Estas Coisas A Sério?

(parece que ganhou por uma unha negra ao Raul MInh’alma e por duas ao Gustavo Santos)

A comissão da campanha “Leitores da Europa” afirma que um dos livros do autor português é “uma lição extraordinária sobre o que deve estar sempre no centro do que significa ser humano”.

Desmaterializações

Até pode ser uma boa ideia, mas tudo depende do uso que se der à coisa. E nem toda a gente sabe ainda funcionar com isto ou não tem os códigos ou o leitor de cartões. è de uma escola a Norte, que é de onde sopra mais o vento.

No âmbito do nosso PADDE, uma das medidas previstas para o próximo ano letivo é a desmaterialização dos vários documentos que utilizamos diariamente (atas, relatórios, etc..). Para que tal aconteça e que tudo fique legalmente assinado, teremos de recorrer à assinatura digital dos vários intervenientes/responsáveis.
Neste sentido, solicitamos a todos os que ainda não validaram a sua assinatura digital que o façam, aproveitando o momento das férias de verão. Enviamos também um tutorial que poderão consultar como ajuda.
Em setembro, se necessário e para quem precisar, estaremos ao dispor para ajudar.

Gaia Contrata

É um dos casos de “ecossistema” mais desenvolvido em matéria de Educação Municipal. Agora foi a vez do director regional do Norte da DGestE (no cargo há apenas dois anos, para onde transitou de director do mega-agrupamento de Gaia Nascente) ser “nomeado Diretor Municipal de Políticas Sociais do município”, notícia local de ontem, antes mesmo de existir referência ao resultado na página oficial do concurso, que consultei mesmo agora, 2 de agosto pelas 11.45. Não deixa de ser curioso que um dirigente regional do ME prefira ser dirigente municipal, mesmo se a remuneração é mais interessante (3778,97+778.03 de suplemento, relativo cargo de direcção superior de 1º grau, contra pouco mais de 3000+315 de dirigente intermédio de 1º grau). É verdade que o currículo é rico em muita coisa, menos em dar aulas. Já em matéria de auto-avaliação, podemos agora esperar novamente “brilho e entusiasmo”, porque se não formos nós a elogiar-nos, quem será?

A vida é feita de oportunidades, abraçarei outro projeto de maior envergadura, como Delegado Regional de Educação do Norte, facto que muito honra o Agrupamento.

Espero poder desempenhar as funções com o mesmo brilho e entusiasmo com que sempre geri o AEGN.

Parece que a coisa está a dar algum bruá pela zona, mas pensemos assim: agora há um lugar vago a Norte, que com o suplemento remuneratório equivale ao 10º escalão dos docentes. Ponham-se já em fila, em especial quem tiver experiência e saber reconhecido de coisas complexas como a administração e gestão escolar. Nem que seja “só para ver em que lugar fico”.

Apesar da notória inveja, não posso concorrer, porque é fora da minha “área de conforto”, que é mais a sala de aula, e ainda mais das minhas competências, que não passo de soldado raso e ignorante destas transcendências. E já estou velho para estas coisas. Começar um cursus honorum com esta idade já não vale a pena. E nem sequer sou da classe equestre, quanto mais da senatorial. Mas para quem tenha pergaminhos e ambições, nada como começar já a salivar e a verificar os cartões.

3ª Feira

O ministro Costa diz que as escolas sabiam desde Março que haveria uma época especial de exames em pleno Agosto. Claro que se esqueceu de dizer que esta “época” realmente existe há uns tempos, mas destinava-se principalmente a “alunos praticantes desportivos de alto rendimento e de seleções nacionais” como se pode ler nas instruções do JNE para 2019. Nesse ano, o Despacho Normativo 3-A/2019, de 26 de Fevereiro, o último pré-pandemia, contemplava ainda

Outras situações de acesso à época especial

1 – De acordo com a alínea a) do n.º 2 do artigo 3.º da Lei 90/2001, de 20 de agosto, alterada pela Lei 60/2017, de 1 de agosto, as grávidas, mães e pais estudantes podem requerer a realização em época especial de provas finais, exames finais nacionais, provas de equivalência à frequência e exames a nível de escola de língua estrangeira equivalentes a exames nacionais, desde que o parto seja coincidente com a época de realização das provas e exames.

2 – Em conformidade com o previsto no artigo 13.º do Decreto-Lei 76/2018, os alunos militares em regimes de contrato (RC), de contrato especial (RCE) ou de voluntariado (RV) podem realizar exames nacionais na época especial se, pelos motivos previstos nos n.os 3 e 4 do artigo 12.º do mesmo diploma legal, não puderem prestar provas de avaliação nas datas fixadas.

Este ano, o Despacho Normativo n.º 7-A/2022, de 24 de março não contempla nos seus artigos 43 e 44 nada de diferente.

Como é costume nele, sempre que as coisas apertam, o ministro Costa é económico com a verdade. Usa apenas a parte que lhe interessa. É mentira que estivesse previsto, este ano, em 2021 (Despacho Normativo n.º 10-A/2021, de 22 de março) ou 2020 (Despacho Normativo n.º 3-A/2020, de 5 de março) que esta época de exames e provas nacionais se destina “aos alunos que não conseguiram ir às anteriores fases dos exames nacionais ou provas finais porque tiveram Covid-19, estiveram em confinamento por motivo da doença, assim como aos que apresentaram atestado médico para justificar a falta em época anterior”. Isso, pura e simplesmente, não está nos despacho normativos A fase não se destina “também” a desportistas de alto, rendimento, grávidas e militares. destina-se exclusivamente a essas situações. É o que está nos sucessivos despachos e é pena que o actual ministro Costa não seja devidamente confrontado com a sua forma peculiar de relatar os factos. O que ele diz, sendo certo sobre a “época especial”, é falso sobre uma espécie de época suplementar para quem esteve em confinamento. O despacho não diz isso. É falso. E ou ele sabe e mentiu com consciência ou não sabe e é incompetente. Não estou a ver uma terceira possibilidade.