Será Que Vão Ter De Fechar Mais Urgências?

Ou é tudo gente aposentada? É que a 3 profes por Junta Médica dá muito médico ocupado. Não se esqueçam ainda que os atestados “médicos” são passados por… médicos.

O Ministério da Educação vai avançar com 7.500 juntas médicas para avaliar os professores no âmbito da mobilidade por doença.

(sim, eu sei que na prática são muito menos, pois cada uma vê dezenas ou mesmo centenas de professores e que é apenas mais uma manobra mediática do hábil ministro Costa, prontamente amplificada pela comunicação social de serviço)

Está Tudo Bem!

Manuel Pereira não tem conhecimento, mas acha que sim. Ele não esta preocupado e acredito que muit@s director@s o não estejam, pois o seu trajecto diário não @s coloca em qualquer risco.

A avaliar pelo site da ANDE, acabadinho de consultar, a agremiação entrou em paralisia há mais de dois anos e parece ter entrado em estado de coma algo vegetativo.

O presidente da Associação Nacional dos Dirigentes Escolares afirma que as escolas ainda não foram notificadas sobre o arranque do ano escolar sem medidas de prevenção específicas anti-covid, conforme noticiado esta segunda-feira pelo jornal Público. Manuel Pereira diz, no entanto, que as escolas não estão preocupadas com isso e que aprenderam uma lição com a pandemia, introduzindo no quotidiano muitas das medidas de higiene que tinham sido implementadas.

2ª Feira

O Alberto pede “greves a sério” em vez de “palermices”. Fala na necessidade de “congregação” e evoca o que se passou em 2008 e a chamada “Marcha da Indignação” acerca da qual escrevi, depois da recolha de muitos materiais e depoimentos (para além de participar). Talvez por isso mesmo, por ter estado bem dentro do que se passou, de ter conhecido muitos dos activistas de então, nem sempre de forma pacífica com todos, sei o quão é improvável a sua repetição. Não é por acaso que ao longo dos últimos 14 anos se manteve uma sanha contra a “geração” daquela movimentação, ao ponto de grande parte já não estar nas fileiras da docência, não contando com os que mudaram de trincheira e que não foram, com o passar do tempo, assim tão poucos.

É um lugar-comum dizer-se que a classe docente é muito dividida, pela formação, pelo vínculo contratual, pelo trajecto profissional, pelos níveis de escolaridade leccionados, pela posição na carreira. E é verdade, mas em 2008 havia algo a unir a maioria que era a recusa de algo como a divisão adicional entre os “professores titulares”, criados por Maria de Lurdes Rodrigues a mando sabe-se lá de quem (ou até se sabe… a começar pela inspiração do seu mentor político e académico), e os outros, os “zecos”. Claro que havia quem concordasse com a divisão, a começar por umas doutorices que se achavam quase superiores, mas não era algo que se assumisse muito abertamente em público (ainda me lembro da coisa ser defendida por alguém no Expresso, curiosamente casado com professora de cadeirão reservado em “liceu” do topo de então). Mas a larga maioria estava contra, da esquerda a boa parte da direita, passando pelo PS (bem nos lembramos de fotos de gente que então desfilou, mas rapidamente se pirou da carreira, mal foi possível fazer funcionar as conexões políticas). Isso não se passa agora, até porque os movimentos independentes de professores, muito responsáveis por mobilizações locais e regionais, desapareceram quase por completo e porque há quem tenha achado que a melhor maneira de “subir” ou “recuperar” lugares na hierarquia passa por dizer tudo e mais alguma coisa, dependendo do momento e da “posição”, num curioso desdobramento de personalidade. Ora se é contra, porque se está em baixo e não se sobe, ora se faz cumprir, porque “é a lei” e assim sempre se espalha o mal pelo maior número de aldeias.

O Alberto bem pede, mas sabe que “greves a sério” é uma espécie de quimera, algo muito repetido e muito poucas vezes praticado, mesmo quando as condições eram bem mais propícias do que as actuais Não porque tenham melhorado, mas porque o potencial mobilizador se reduziu, pulverizado por micro-causas destinadas a fragmentar uma vontade comum. Algo que foi habilmente – embora de forma mais longa do que desejava parte significativa do poder politico-mediático – promovido pela tutela e amplificado pelos seus agentes (in)voluntários no terreno, em busca de consolidação de feudos pessoais ou de grupo. O Alberto sabe, por exemplo, que por estes dias nem um almoço se consegue organizar com mais de um punhado de cromos, sendo que nem essa quantidade resta dos que em 2008 se reuniam às dezenas em vários pontos do país.

Claro que perante estes “retratos” muito cinzentões se coloca sempre a questão do que fazer, se tantas razões de queixa existem. Essa é a questão do milhão de dólares para a qual eu gostava de ter uma resposta convicta, mas, ao contrário de outros, tenho muitas dúvidas e sei que me engano frequentemente. A começar pelas pessoas a quem dei, desde então, o benefício da dúvida mais tempo do que o bom senso aconselharia. Algumas das quais, em outros momentos, foram bem radicais nas suas propostas, mas que raramente se mantiveram firmes a concretizá-las.