A Pocilga

E ninguém ainda divulgou quanto o comentador Medina embolsou à conta da TVI? O “sistema” está podre e com esta maioria neste estado, com mais quatro anos pela frente, vai ser um fartote de esmifrar e encobrir. E na CML, com muitas conivências à mistura.

Portugal continua a saque, mas a culpa é dos professores que alegadamente estão velhos, mas sãos como maçãs de Alcobaça acabadinhas de apanhar.

Será que a culpa disto ainda é da troika?

Em poucos meses, Figueiredo saiu da TVI, criou uma empresa e recebeu uma adjudicação relâmpago – sem contrato escrito – do mesmo autarca que contratara para ser comentador no canal. Diz à SÁBADO que foi ele a propor a ideia a Medina, mas a CML registou no portal Base que houve uma Consulta Prévia ao mercado.

O ministério das Finanças confirma que o antigo diretor de informação da TVI vai auferir um salário bruto superior a 5800 euros para a função de consultor de políticas públicas. O valor previamente noticiado era de 4767 euros, o vencimento base para um ministro.

E Podem Processar-Se As Juntas Médicas À La Minute?

Isto é apenas intimidação. Vão proceder disciplinarmente contra os professores com que base?

A “reitora” deixou-nos um belo discípulo. Ou melhor, ficaram até muitos, mas há uns que são mais iguais do que os outros.

Se juntas médicas detetarem irregularidades, Ministério Público é informado e é aberto procedimento disciplinar.

E Os Outros?

Pelo que se pode ler no blogue do Arlindo, irão regressar às escolas 547 dos cerca de 2100 docentes em mobilidade em serviços de outros ministérios. Mas parece que ainda não saíram as listas que me motivam maior curiosidade, as da malta dos fretes e das negociações. E não estou só a falar de sindicatos mais ou menos amigos, mais amarelos, rosados, alaranjados, lilases ou vermelhões. Falo daquela malta que aproveita a mobilidade para andar a fazer pela vidinha, a dar formações e a fazer manuais. Ainda me lembro que quando tive equiparação a bolseiro, não podia ter outros rendimentos. O que tinha alguma lógica.

5ª Feira

De volta à add, na sequência de um par de reclamações de colegas, que revelam a que ponto algumas sadd não aprendem nada com o tempo ou então há quem as deixe escapar, com receio de mais consequências, mas isso fica para depois. Por agora, na falta da definição de vagas para o acesso ao 5º e 7º escalões, de regresso às consequências da aplicação das quotas para o mérito que, em tantos casos,, conduzem a uma dupla penalização de quem é relegado para o mero “Bom”, que parece ser insuficiente para os decisores considerarem que a pessoa pode (e deveria) progredir. Não é apenas o “ir para a lista” e, eventualmente, ficar estacionada à espera de vaga. É o facto de que quem progride ainda ganha bonificação no tempo de acesso ao escalão seguinte. O que significa que, mesmo tendo a pessoa classificação quantitativa correspondente a MBom ou Excelente, para além de poder não progredir, ainda vê os outros ganharem-lhe, em termos relativos, seis ou doze meses de progressão na carreira ou que reforça a injustiça.

Como já percebemos que o secretário Costa, muito amigo dos professores, não corresponde exactamente ao ministro Costa, governante pleno de sentido de Estado e etc e tal, não terá a coragem de acabar com as quotas, ao menos poderia ter a “boa vontade” de acabar com a dupla penalização e permitir que quem tem classificação quantitativa de MBom ou Excelente possa, quando consiga progredir, ter a bonificação correspondente a essa mesma classificação. Porque não faz qualquer sentido que alguém tenha “Bom” com 9,6 numa escola (e garanto-vos que não são excepções) e fique sem progredir ou bonificação e alguém com 8,8 ou 9,1 em outra possa progredir (ainda acontece) e ter a dita bonificação.

Há quem se fixe na questão do acesso ao escalão seguinte e ignore a parte das ultrapassagens que a atribuição sucessiva de classificações de “mérito” tem permitido desde o “descongelamento”, em especial quando existe a estratégia informal de favorecer ou prejudicar sempre os mesmos. Como alguém que já ouviu, de viva voz, uma espécie de combinação deste tipo, envolvendo alguém de uma sadd e pessoas de fora da dita com interesse em bloquear terceiros, nem me poderão dizer que isto não passam de boatos. Porque a coisa se concretizou mesmo no ano seguinte e não foi pior porque houve quem se mexesse (e quem de tamanho desânimo, desistisse). Para além das “evidências” que tenho colhido ao longo dos últimos anos a partir dos materiais que me têm sido enviados, nomeadamente das contra-alegações de algumas sadd que deixam o gato gordo todo de fora porque só lhes ocorre esconder o rabo mais remexido.

Por isso, no mínimo, seria de exigir que quem apresentou desempenho muito bom ou excelente não tivesse essa dupla penalização. Mas como “equidade” e “justiça” são palavras vãs em gente sonsa, muito inclusiva na retórica, mas praticante da exclusão no concreto, não tenho grande esperança em qualquer tipo de mudança que pelo menos reduziria a indignidade disto tudo.