9 opiniões sobre “A Ler – 2

  1. No essencial, subscrevo o texto. Com excepção do título, que se torna equívoco: “Uma afronta aos verdadeiros professores”. O título deveria ser apenas “Uma afronta aos professores” — e nada mais. Um professor ou o é ou não o é! Não há “verdadeiros professores” e professores-outra-coisa-qualquer. Os outra-coisa-qualquer não são verdadeiros nem falsos, são outra-coisa-qualquer-que-não-docentes! Quando é que nos vamos deixar de títulos equívocos ou equivocados?

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    1. Parecem tiques de IGEC. Mesmo que todos percebam (eles também…) apontam sempre um “senão”, apenas para aborrecer os Professores e fazerem “prova de vida”.
      Inutilidades.

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  2. Concordo plenamente com “Na realidade, os bons professores são aqueles que, mandando às favas certas burocracias e floreados, lêem, investigam, comunicam e fascinam com aquilo que sabem.” Identifico-me mais com isso, e sinto-me mais feliz como professora e não como entertainer. Contudo, infelizmente, não são esses os domínios e os parâmetros que mais pesam na hora de avaliar o desempenho do docente. A habilitação profissional para a docência parece resumir-se a uma espécie de certificação dos requisitos mínimos essenciais – podes ser bom como barbeiro ou cabeleireiro, mas se fizeres uma curta “especialização”, poderás ser melhor na escola a ensinar a cortar qualquer coisa e a afiar facas e tesouras. O denominador comum essencial é cortar, a torto e a direito. Desde que os projetos ponham os alunos a cortar alguma coisa, tudo vale para mostrar à comunidade que foram bem amestrados, quero dizer, preparados. E se alguém tiver dúvidas, não faltam evidências no jornal da escola e no Diário da terrinha.

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    1. E o grave, grave, grave é que o domesticação dos catraios anda de mãos dadas com a propaganda. As terrinhas, por intermédio dos senhores do costume, conseguem público escolar para as actividades de corte de fitas e uma amostra de cidadão educado à medida dos folclores locais: daqueles que, quase sem massa crítica, são aplaudidores das encenações políticas da terra e fãs coladores de cartazes.
      Candidatos a um empreguito na câmara, ou no empreiteiro do regime local só têm que, nas actividades flexíveis do currículo, pertencer ao grupo daqueles que são escolhidos para oferecer flores e beijinhos ao presidente. Têm também de, com flexibilidade, assistir aos torneios taberno-escolares de bisca e sueca, dominando como influencers os grupinhos dos cochichos da terra.

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