Conhecem A Rêverose?

O JMA parece-me claramente um dos Ziroboudons.

Agora que o Ministério da Educação quer atribuir às escolas (aos seus órgãos legítimos e próprios) o poder de escolher um terço dos seus professores, certamente segundo critérios transparentes e publicamente escrutináveis (só pode ser), logo se erguem as forças de bloqueio: porque é a cunha, o favoritismo, o amiguismo, a discriminação, a manipulação. Os órgãos próprios das escolas são incompetentes para escolher uma pequena parte dos seus profissionais. Este juízo é a evidência da desconsideração profissional, um atentado à autonomia organizacional e à liberdade de decidir e responder pelos atos que se praticam. Um sinal claro de menoridade de uma classe que faz da desconfiança dos seus pares uma matriz para a sua intervenção.

Parafraseando-o… há legitimidades e autonomias que são apenas “burocráticas e formais“. Mas ainda bem que temos entre nós sonhadores, místicos, gente que exalta um Portugal Puro e que desdenha quem se limita a apontar quão “desafiante é a “realidade. Embora sejam extremamente pragmáticos em matérias mais concretas e contratualizadas.

Já pensaram que as escolas e agrupamentos (quiçá municípios) até podem pedir a “especialistas” em projectos educativos para os ajudarem na selecção dos candidatos ideais, de forma a “garantir o equilíbrio mental, a capacidade relacional e formativa” dos escolhidos?

3 opiniões sobre “Conhecem A Rêverose?

  1. Li o SEDES, o Matias Alves e só apetece esbofetear esta gente. Em especial o Matias Alves que tem idade e vivência para não se mostrar virgem ofendido, como se nada tivesse aprendido, visto, vivido.

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  2. “Órgãos legítimos”????
    Sem escrutínio e sem eleições????
    Vá bugiar seu avençado (por respeito ao colega Paulo, não o qualifico com o que me vai na alma🤬🤮).
    Dir-lhe-ei se me cruzar consigo algures.

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  3. Li, logo de manhã, quando comprei o jornal.
    Um parvo, diria eu. Só não entendo nesta gente o seguinte: sendo académicos não aprenderam a preservar a mais elementar conduta, a saber, ser reservado perante a sua ignorância. Sempre o parvo poderia discorrer sobre tudo aquilo em que os profissionais abrangidos pelo ECDU estão sujeitos. E muito que haveria para dizer. Mas não, vai precisamente dirimir sobre assuntos que desconhece. Fartinho de parvos…

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