Outros Abusos

Quer-me parecer que estes “pareceres” sob encomenda são mais para as aparências. No fundo, este, como o Pizarro e o marido da mulher de “César” o que pretendem é ter um pé lá dentro, para poderem sacar tudo o que é possível para fora, enquanto minguam as “margens orçamentais” para a larga maioria.

Empresa detida pelo pai de Pedro Nuno Santos e pelo próprio fez um contrato público. Lei prevê demissão. Ministro defende-se com parecer da Procuradoria sobre lei anterior.

Abusos Na Igreja

Até parece que quem denuncia as situações – de que se fala há tanto tempo, mas parece que só se apuram verdadeiramente depois de falecidos os abusadores ou quando já não é mesmo possível esconder mais tempo – é que deve pedir desculpa publicamente. Ou dizer que não é nada “pessoal”, como se fosse a contra-gosto que se pede que se investigue. Grande m&rd@, mas então uma coisa destas não é “pessoal”? Então é o quê?

Especialidade De Chefias Locais E Tutelas Centrais Que Preferem A Sonsice à Honestidade

Não deixa de ser uma modalidade de assédio moral no local de trabalho.

O conceito de “quiet firing” passa pela atitude passivo-agressiva dos empregadores que impedem intencionalmente um funcionário de progredir na carreira, não o deixando participar em projetos especiais ou boicotando hipóteses de promoção ou aumento de salário – em Portugal, a expressão “pôr alguém na prateleira” parece ter algumas semelhanças. A ideia é que o trabalhador se canse do destrato e saia sozinho.

6ª Feira

Começou a obscena coreografia do orçamento. Que, como bem destaca André Freire, se limita a continuar a proletarização da nossa incipiente classe média. Claro que por “classe média”, entende-se uma realidade dual, nunca se devendo confundir com ela, os que a ela pertenceriam, caso não fossem portadores de cartão e muito pouca vergonha cara, porque têm sempre almofadas onde se ajeitar quando são obrigados a afastar-se do “palco”. Dual é também aquilo a que chamamos “Estado”, porque há liberais de curtas leituras que confundem esse Estado com aqueles que o servem, desempenhando uma função reconhecível e essencial, quando muito pouco une um professor ou enfermeiro de carreira ao director-geral de ascensão oportunista ou ao chefe de gabinete ou assessor aparelhista, que tem um nulo sentido de serviço público, mas um extremoso afecto pelos interesses partidários que podem servir-lhe um ganha-pão que, sem essa muleta, nunca conseguiria. Por vezes, quem anda por aí tanto a criticar a “meritocracia” tende a ignorar que por “mérito” podemos ter uma definição geral, mas que se pratica é a meramente instrumental.