Da Mais Completa Irresponsabilidade

Isto, dito por um PR, que para mais andou a passar informações sobre quem andava a ser investigado, é brutalmente grave.

Aguardam-se os silêncios.

“Não me surpreende. Não há limite de tempo para estas queixas, há queixas que vêm de pessoas de 90 ou 80 anos e que fazem denúncias relativamente ao que sofreram há 60 ou 70 anos. Portanto, significa que estamos perante um universo de pessoas que se relacionam com a igreja católica [na ordem] de milhões de jovens ou muitas centenas de milhares de jovens. Haver 400 casos não me parece que seja particularmente elevado porque noutros países com horizontes mais pequenos houve milhares de casos”, disse o Chefe de Estado.

Causas Não Docentes

O assunto não é simples e, pelo que me dizem, apesar de enviado para a comunicação social, não teve especial acolhimento ou tratamento.

Representamos um conjunto de trabalhadores a exercer funções públicas em regime de mobilidade intercategorias no concelho de Vila Nova de Gaia.

No dia que tomamos conhecimento que o Governo assina um acordo com os parceiros sociais, será que a UGT teve em consideração os milhares de trabalhadores que se encontram em mobilidade intercategorias desde 2019 e ainda não auferem a posição remuneratória prevista na legislação ? 

Partilhamos caso real de um colega que tem direito a receber 25000 € e o Estado não paga!!! Acontece que somos milhares a nível nacional – explicação segue em anexo.

Carta Aberta em anexo e quadro demonstrativo de um caso que aguarda desde 2019.Segue também ofício da provedor de justiça sobre o assunto.

Um Parágrafo Cheio De Palavras

Ui… tem “grupos focais”.

E vai dar “início a um trabalho”.

E fala em “procedimentos sem impacto”.

Está no papo!

O Governo acrescenta que “uma das funções com maior carga burocrática é a das direcções de turma” e que, por isso, “será dado início a um trabalho de levantamento de tarefas, identificação de redundâncias e de procedimentos sem impacto.” E promete que “esta avaliação e redução do trabalho burocrático será desenvolvida com o envolvimento de grupos focais de professores com funções de direcção de turma e de coordenação de directores de turma.”

Endogamias

Agora temos por aí uma cascata de “descobertas” acerca dos negócios de familiares de governantes com o Estado. Até há quem já vá atrás de coisas com mais de dez anos, quando me parece óbvio que ninguém – em teoria – poderá adivinhar que @ cara-metade ou @ filh@ vai acabar ministr@ ou secretári@ daí a uns tempos. Nem o pai do Dias Loureiro (lembram-se?) era capaz de prever isso.

O que poderia ser caso para estudo – olha-me a oportunidade de novo negócio para alguém no isczé ou na católica, se for para publicar no Observador – é a situação curiosa de tanta gente com negócios com o Estado conseguir colocar familiares na área executiva ou, de modo menos visível, na estrutura administrativa de apoio aos decisores políticos. Porque o inside knowledge nem sempre é maior nestes, em especial dos meandros técnicos de como concorrer e tal ou a que gabinete recorrer para a consultadoria em matéria das verbas que escorrem da Europa. O que seria interessante era mesmo estudar as linhagens que se estabelecem em torno deste tipo de negócios dependentes do Estado, mesmo depois de se dizer que se privatizou quase tudo.

Brincadeira, como é evidente, porque o que se privatizaram foram os negócios que antes eram assegurados por organismos do Estado e agora se contratualizam fora dele, com lucros não propriamente inesperados, muito pelo contrário. Lucros que não são para o Estado – que somo “todos nós” naquele peculiar linguajar de economistas ou pessoas que falam como se fossem, tipo gones ferreira ou o lourenço, sempre prontos para salvar a Nação com as suas ideias – mas para os “empreendedores privados” que, por pura coincidência, calham ser familiares próximos de decisores, pretéritos, presentes ou futuros.

Mas tudo é sempre legal, graças a pareceres, mais ou menos feitos à medida da encomenda, como se fosse na rua dos fanqueiros de antigamente.

Um estudo sobre estas endogamias, repito, não seria original, mas seria tanto mais interessante, quanto escapasse às generalidades e ao “isto também é assim lá fora”. Porque se os salgados e os rendeiros caíram dos poleiros, os ditos cujos ou outros parecidos não ficaram vazios.

Parece Que Os Rankings, Se Forem De Professores, São Bons Para Aquel@s Que Acham Que São Maus, Mas Só Se Forem Para Alunos Ou Escolas

É o que me ocorre acerca das listas anuais de acesso aos 5º e 7º escalões. Parece que ninguém esfregou isso ainda bem na cara do sonso-mor e da sua corte de sonsinh@s. O mesmo quanto ao discurso do “mérito”. E da competição para se ser “melhor”. Giro, mesmo giro, é ver alguns retóricos a concorrerem ao que acham, em tese, em outros contextos, claro, degradante.

3ª Feira

A “narrativa” está preparada. Apesar da pandemia ser global, pelo que os resultados deveriam evoluir de forma global, por cá prepara-se uma eventual descida, em termos absolutos ou comparativos, com a justificação da dita pandemia. Mas há duas variantes… se a descida for maior do que em outros países, é porque os professores não souberam aplicar devidamente o brilhante plano de E@D, porque estão envelhecidos e não percebem de tecnologias, sendo muito importante a “formação” que não anda a ser dada ou parece formação papagueada de powerpoints. Se, por sorte, os resultados forem melhores do que o esperado, é porque o dito plano foi brilhante e os nossos responsáveis políticos uns génios que merecem elogio e destaque internacional, quiçá ma Unesco, na OCDE ou em qualquer organismo europeu que pague muito bem as deslocações e estadias. Que devem ser variadas.