Dias Aos Solavancos

Tanto se pode encontrar gente com bom senso em situações complicadas, como gente com pretensão a não sei quê a complicar coisas simples. Pode começar-se o dia com a necessidade de transmitir calma e alguma experiência a quem vê os seus serem ofendidos sem razão, como se ode ter-se uma tarde em que se resolve de forma simples algo que poderia ser difícil e ainda assistir-se a uma formação com ideias desempoeiradas sobre “inclusão” a sério, em prol das crianças e jovens. E ficar-se bem disposto até ser-se obrigado a ler inquirições despropositadas de quem tem uma ideia muito distante do que é o estabelecimento da confiança no trabalho em sala de aula e com um grupo-turma. A cada nova fornada há sempre quem traga imensas convicções, consolidadas em conversas de café. Ora… eu ando velho e mesmo impaciente para tais bicos de pés.

Isto é um suponhamos, claro… em especial aquela parte que já se percebeu qual é. Ou não.

Inconseguimentos

Até ao momento (mais de 50 fichas vistas, de um total que virá a rondar as 115, daquelas anacrónicas em papel e exigindo escrita manual com caneta), mais de metade da petizada coloca a Península Ibérica no norte ou noroeste da Europa, apesar da hipótese correcta estar escrita na página seguinte, em forma inquestionavelmente afirmativa. Afinal, sempre há quem nos considere os escandinavos de África.

Competência avaliada? A atenção, como é óbvio, que a espacialidade é coisa muito abstracta.

Um mapa é uma representação da Terra em forma esférica, plana ou 3D?

Ganhou bónus o único aluno (em 3 turmas que foram até agora obrigadas a cumprir este ritual rígido e antiquado) que começou a rir quando leu a questão. Alguns responderam em 3D.

Competência avaliada? Propensão para o absurdo.

Não, não pretendo fazer qualquer livro com colagem de inconseguimentos discentes.