Por Cá, Esperamos…

… que se faça algo vagamente parecido (seja pela economista Peralta, pelos seus colegas da Nova SBE, pelo ex-ministro Justino que já fez um Atlas e tudo ou pelo CNE), por muitas reservas que tenha quanto à exequibilidade da coisa (e apesar da dimensão do nosso país nem ser vagamente comparável à dos E.U.A.), atendendo ao modo como andamos a tratar a avaliação das aprendizagens, mais do ponto de vista ideológico e com toda a prioridade na legitimação das políticas e nada no sentido de questionar o que foi feito a nível das orientações políticas. fazem-se uns estudos de caso, uns inquéritos quanto á opinião de umas amostras cuidadosamente seleccionadas e as conclusões escrevem-se sozinhas.

Created by experts at Stanford and Harvard, the Education Recovery Scorecard offers the first comparable view of district level losses during COVID

Domingo

Eu sei que me repito, numa espécie de mantra. Só que em crescente desânimo. Apesar de fim de semana, porque o resto do tempo não dá para muito, estive a ler um par de contra-alegações de umas SADD que, claramente, parecem, clubes de menin@s rabin@s que gostam de bater o pé e birrar se lhes parece que estão a contestar-lhes a “aplicação da lei”. Começo a ficar sinceramente farto de ler coisas em que se destratam colegas que, na origem, tiveram classificações de excelência, superiores a 9, mas que por causa das quotas foram atirad@s para o “bom” que as leva para as listas de acesso ao 5º e 7º escalões. Passemos adiante do facto de termos agora a presidir a tais órgãos uma nova vaga de director@s que até podem estar abaixo na carreira das pessoas que foram avaliadas e de quem nem sequer poderiam ser avaliador@s em circunstâncias regulares “de acordo com a lei”. Foquemo-nos no esforço feito para demonstrar que as pessoas não merecem o tal “Excelente” ou “Muito Bom” porque, afinal, apesar de terem 9,2 ou 9,4 ou 9,6 ou mesmo mais, só fizeram a sua obrigação e nada mais. Mesmo se nada aprece registado como negativo nas avaliações internas e externas. O cúmulo do ridículo é ler numas contra-alegações num processo de recurso que a pessoa que teve nove vírgula já não sei quantos, desobedeceu às “ordens” da sua directora. Mas, afinal, sendo assim, tendo isso ocorrido e sido verificado, como não existiu processo disciplinar e a pessoa acabou avaliada quantitativamente no nível de excelência. Esta gente endoidou de vez na defesa do modelo que quase tod@s dizem injusto, mas depois se prontificam para se assumirem seus ferozes defensores? Mais do que desorientação, isto é um grave problema de subida do poder à cabeça de gente muito fraca de carácter.

Ter de lidar com isto, ter e ler estas coisas, enlameia-nos, mesmo quando estamos do lado que quer fazer um mínimo de limpeza em toda esta podridão. A vontade, o ânimo, escasseiam-nos quando se tem de lidar com o que de pior pode ter a natureza humana na sua tentativa o que nem se percebe bem.

Pena é que o sonso ministro não seja confrontado com este nível de analfabetismo cívico quando aparece por aí a regougar balelas sobre cidadania, inclusão e equidade. Até porque em vários casos, emanam de fiéis seguidor@s. Como o outro,