Notícias Do Pântano

Porto e Gaia são um mundo. Mas não só.

Ex-secretária de Estado do Turismo terá violado a lei no regresso ao privado. Rita Marques diz-se “absolutamente segura”

No sector do vinho do Porto, a escolha da ex-secretária de Estado Rita Marques para a The Fladgate Partnership foi recebida com “surpresa”, mas o grupo, considerado um colosso no turismo do Douro, Porto e Gaia, está a crescer muito nesta área, complementar do vinho do Porto, e tem novos negócios em mãos, dizem. Obama veio a Portugal pela sua iniciativa

Associação de Carla Alves recebeu 77 mil euros da Câmara de Vinhais (tutelada pelo marido)

Novo Secretário de Estado do Ambiente vendeu empresa a lóbi do lixo

O novo secretário de Estado do Ambiente vendeu, em 2021, o seu ateliê de arquitetura e reabilitação urbana a uma empresa agrícola detida por duas irmãs que também são sócias e irmãs dos dois acionistas principais do grupo Semural – de tratamento de lixo e resíduos.

Companheira de amigo de Costa substitui mulher de Medina na TAP

Manuela Vasconcelos Simões, companheira de João Tiago Silveira, que foi secretário de Estado da Justiça e, depois, da Presidência, no governo de José Sócrates é a nova diretora jurídica da TAP, ocupando o cargo que Stéphanie Silva, mulher de Fernando Medina, atual ministro das Finanças, assumiu até Março do ano passado.

Domingo

A semana que vai começar é crucial para o desfecho deste conflito entre os professores e a tutela. Não apenas a manifestação de dia 14, mas toda a semana, no sentido de puxar a opinião pública definitivamente para o lado dos professores, o que se torna mais simples se a mensagem transmitida for objectiva, concentrada nos pontos de pressão e não se dispersar em modo “lista de supermercado”. Percebo que quando se levanta a tampa de uma panela longamente aquecida e a ferver, o vapor tende a sair todo, mas o outro lado da coisa é uma descompressão demasiado rápida. E há que fazer a coisa mais em modo de fogão a lenha, com paciência e concentrando os esforços.

Até porque é necessário compreender que haverá reacção do outro lado, passando a mesma por activar os seus nichos específicos. Por Gaia, já aparecem a dizer que existe uma “revolta muito grande por parte dos pais contra os professores”, o que a partir do terreno dizem-me ser um manifesto exagero. Curiosamente, estes “pais” não dirigem as suas exigências para a autarquia, que é a directa responsável pela gestão do pré e do 1º ciclo. Se querem que as escolas se mantenham abertas, parecia-me mais razoável que certos “pais” se dirigissem à câmara de Gaia, mas como todos acabam por ter os mesmos manda-chuvas, não ficaria bem, pelo que tentam entalar os directores.

Adicionalmente, há que ter em conta que há “penduras”, “adesivos” de ocasião á causa dos professores, que aparecem agora, mas desaparecerão depressa, se a maré der sinais de abrandar. Mesmo se nos Açores houve uma solução de “direita” que fez recuperar todo o tempo de serviço aos docentes e eliminou os travões à progressão, há que perceber que pelo continente essa aliança improvável não existe e, pior, não tem o mesmo tipo de prioridades. Basta ler alguém como o observador Homem Cristo (antigo assessor do grupo parlamentar do CDS, mas que se move bem entre o PSD e a IL), para perceber que já está em marcha a tentativa de fazer confundir a insatisfação dos professores com a acção “errada” dos sindicatos, na manobra costumeira de desinformação, com que alguns (em busca de um artiguito lá no estaminé, pensando que é sinal de “pluralismo”) acabam por colaborar. Ao dizer que os sindicatos “não têm razão”, o alegado “investigador” (as aspas resultam do facto de um investigador sem elas ter obrigação de perceber que a contestação não parte das cúpulas, mas dos professores), mais não faz do que explicar qual a posição da área política que apoia (repito, no cruzamento do PSD, IL e CDS) quando chegar ao poder. Não vale a pena, mesmo, acreditar que se replicaria por cá o que se passou na Madeira e Açores, se este “arco” chegasse à governação. Quanto ao Chega, mais o seu putativo movimento sindical, dificilmente se sentiria atraído por uma contestação que encarará como “esquerdista”.

Por isso, há que estar preparado para a investida de spin do PS/Governo (aquela de 9 em 10 alunos acabarem o Básico sem chumbar, mais não foi do que uma táctica de desviar atenções e tentativa de apresentação de “obra feita”) e para a hipocrisia dos que aparecem, com ar compungido, a dar fortuitas palmadinhas nas costas, só porque se está a moer o Governo (o Marques Mendes não é caso único).

Por tudo isto, é importante não alienar ou confundir a opinião pública, produzindo prosas que só quem está convertido entende, porque para fora ou se tem tempo para explicar a palermice que é a aplicação acrítica do “maia” ou nem vale muito a pena falar nisso. É mais eficaz mostrar o que certas grelhas demonstram de uma evidente retenção @n@l de quem rejubila com a sua criação, adaptação ou aplicação, sem qualquer ganho real para as aprendizagens dos alunos.

A grelha que se segue foi colhida no mural do Ricardo Pereira, mas já vi coisa pior, só que não quero comprometer quem a teve de preencher. Isto simboliza a total desumanização da Educação. E é verdade que é também contra isto que estamos, mas há que estabelecer algumas prioridades.