Aleluia! Completamente De Acordo!

O secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, desafiou esta terça-feira “todos os sindicatos a revelarem as atas” das reuniões negociais com o Governo, porque “os professores têm o direito de saber o que se diz”.

Mário Nogueira falava numa concentração que reuniu, na Praça Joaquim de Melo Freitas, em Aveiro, centenas de professores afetos a diferentes sindicatos, naquela que o próprio classificou como “uma das maiores manifestações de sempre em Aveiro”.

“Vamos divulgar as atas das reuniões negociais com o Governo e lançamos o desafio às outras forças sindicais a fazerem o mesmo”, disse Mário Nogueira, justificando que “não é por desconfiança, mas porque os professores têm direito a saber o que ali se diz”.

O dirigente da Federação Nacional de Professores (Fenprof) salientou que defendeu “uma mesa única na ronda negocial, mas nem todos o quiseram”.

Quem é que não quis? Só o ME ou mais alguém, recentemente ressuscitado, de tal modo que até precisou de legendas na SICN?

Já Não Há Mesmo Pachorra!

Agora, todas as noites, saem coelh@s brav@s da toca, com declarações mirabolantes. Agora é Helena Matos que despeja na CNNP que as reformas dos professores que estão a “sair” são em média de 2300-2400 euros. Esqueceu-se de dizer que, mesmo que seja assim e duvido que ela faça contas muito bem, são valores brutos e que, líquido, o valor é pouco acima dos 1500. Mas é assim que se ganha a vida na opinião paga nos canais noticiosos. Verificação de factos? Cuidado em apresentar as coisas de forma completa? Isso agora não interessa nada.

Quanto ao custo dos alunos no público e privado, basta ir ver as propinas de boa parte dos privados e é fácil perceber que 6000 euros não dá para chegar ao fim de um ano lectivo.. em alguns casos é capaz de nem dar para chegar à Páscoa.

A lista das aposentações de Janeiro de 2023 fica mais abaixo e até posso dizer que conheço quem tem o valor mais alto, mas são muitos, muitos anos com suplementos remuneratórios, na recta final na base de alguns meios dias por semana de cadeirão, se é que me entendem. O problema é que ajuda para as “médias”.

Opiniões – Filipe Do Paulo

Em acesso livre, no Expresso, mas o autor mandou-me o “original”, caso deixe de estar.

Além das questões de carreira e salariais, o mal-estar docente resulta também da burocracia com que os professores se confrontam nas escolas e de ser uma profissão muito desgastante, pelo que a paz social só voltará às escolas quando os governos satisfizerem de forma plena e completa as reivindicações de todo o corpo docente

Da “Imoralidade”

Defenders of the status quo painted women as superficial and inherently immoral, while the emerging feminists produced long lists of women of courage and accomplishment and proclaimed that women would be the intellectual equals of men if they were given equal access to education.

Mas não foi só no passado que a luta pelos direitos das mulheres foi algo considerado “ioral”.

Feminismo é um aparato progressista de imoralidade

Ocorreu-me isto (mais há tantos exemplos na literatura e ensaística anti-feminista) quando ouvi ontem a Isabel Moreira falar de “moral” em relação às greves de professores.

O mesmo se pode encontrar em relação às “classes perigosas”, a começar pelo proletariado oitocentista, visto como inerentemente imoral e pecaminoso pela “moral” burguesa dos tempos vitorianos, para a qual a greve era um atentado à ordem pública, quiçá “desproporcional” e mesmo de efeitos “imprevisíveis” para a economia e o equilíbrio social.

O Melhor Assessor De Imprensa Do Ministro Costa E Do Governo Entrou Em Acção

Eu bem disse que a equipa de comunicação do ME estava a precisar de uma renovação. Entrou Marcelo Rebelo de Sousa, que não deve ter bem a noção de quanto tempo dura o 2º período.

Para além de que a “avaliação”, como prática muito redutora de classificação e seriação dos alunos, deve ser encarada de um modo holístico e com umas pitadas de ubuntu À volta da fogueira do Dia das Cinzas.

Presidente alerta que avaliação pode ficar em causa se greves durarem até ao Carnaval

Marcelo Rebelo de Sousa retira responsabilidades ao ministro da Educação e pede solução rápida para impasse.

(…) Assumindo que a greve é motivada por questões mais simples e outras mais complicadas, como a da contagem do tempo de serviço, porque têm “implicações financeiras”, Marcelo disse desconhecer se o Governo tem “algum espaço de manobra” para ir avançando “de forma faseada”. O Presidente acabou por assumir a questão do tempo de serviço como a “mais difícil” porque “implica muito dinheiro”, embora exista uma solução “possível”.

De qualquer maneira, o Presidente segurou o ministro da Educação João Costa. “Não penso que seja um problema do ministro A, B ou C, a posição é do Governo”, defendeu, considerando que “muitas das soluções implicam decisões de vários ministérios, nomeadamente o das Finanças”.

Curiosamente… esta intervenção até bate certo com um par de mensagens que recebi acerca do “cansaço” que esta greve está a acusar entre os professores. Curiosamente, com origem num sector que só agora começou…

Imagens Do Dia – 17 de Janeiro – Parte 2

Estas, acho que são todas da recolha do Paulo Fazenda.

Agualva (Matias Aires), Almeirim, Arco do Baúlhe, Arouca, Castanheira do Ribatejo, Castelo de Paiva, Coruche, Esmoriz (F. Espanca), Faro (S. António), Mealhada (Antes), Olhão, Oliveira de Azeméis (F, Castro), Penacova, Penafiel, Ponte de Lima (Correlhã), Póvoa do Varzim (F. Gonçalves), Viseu (J. Barros e Mundão, esta encerrada), Vila Nova Foz Côa, Vila Real de Santo António, Murtosa.