4ª Feira

As novas negociações, que se iniciaram há pouco, são demasiado importantes para ser tratadas como as anteriores, que demoraram quase seis meses e deram no que deram, com muitos truques desnecessários à mistura. seria bom que os representantes da tutela e dos sindicatos percebessem que estão a lidar com a vida de mais de uma centena de milhar de professor@s, suas famílias e das próprias escolas. Não é coisa para exibições folclóricas, jogos florais ou disputas mais próprias de eleições para associações de estudantes do secundário. Por uma vez, que os “actores” se levem a sério e tratem das coisas com seriedade. Não é o que tem acontecido sempre, com conferências de imprensa despropositadas, declarações infelizes e/ou repetições até à náusea dos mesmos chavões. Se têm tanta vontade de ficar na História (o governante mais tempo na Educação, o líder sindical mais tempo no cargo, o líder sindical da luta mais longa), não o façam à nossa custa. Porque a História, mais ou menos tempo, não vos perdoará. E nós, muito menos.

15 opiniões sobre “4ª Feira

  1. Se há um líder sindical que se orgulha, e muito justamente, de ter liderado a luta mais longa, tal não se deve a jogos florais coisíssima nenhuma, mas sim à corporização do sentir da classe que sentiu finalmente haver uma estrutura capaz de expressar a sua indignação e revolta, em vez das grevezinhas inócuas de um dia de 3 em meses para ficar bem na foto do situacionismo. Já o dinossauro, nunca o vi orgulhar-se de continuar há mais de 20 anos a dirigir o seu feudo. Não é curial meter os gatos todos no mesmo saco como se fossem tudo igual ao litro.

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  2. O que ouvi hoje à entrada das negociações pareceu-me já do domínio da cassete.
    O facto de ser a luta mais longa tem muito que se lhe diga… porque depende do que se entende por “luta”. Entre Março de 2008 e Maio de 2009 fizeram-se greves, manifestações, vigílias, etc.
    Não eram greves de uma hora por dia, com serviços mínimos?
    Não.
    Mas esteve longe de ser um período “inócuo”, só porque alguém não o viveu ou passou por ele em sonambulismo.
    Acredito que nem todos tenham essa memória, porque não estiveram lá.
    Mas poderiam estudar.
    Pouco curial é fazer comentários sem saber bem do que se fala.

    Uma coisa é que as pessoas enunciam, outra a realidade.
    E se antes havia cassetes, agora há ficheiros mp3 em loop.

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  3. O que ouvi hoje, do sr. Nogueira, é particularmente preocupante. Afirmou, à entrada da reunião, que hoje não era uma reunião de negociação! Apenas um encontro para tentar definir uma agenda negocial e um calendário negocial!!!! Foram beber o café da manhã com o ME, enquanto os zecos consomem o descanso com vigílias e acampamentos!!!! Seis meses depois, devemos preparar-nos para mais seis a “empatar”, agora com a bênção do “dinossauro”.

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  4. Sempre o sr. nogueira. Arre!

    Já deveriam saber há muito que nos corredores e gabinetes do ME a criatura – muito naturalmente -não é levada a sério.
    Que autoridade possui o homem para se imiscuir em assuntos que dizem respeito a uma classe profissional com estas qualificações?

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  5. Haja esperança do verbo “esperançar”…!
    Haja esta tarde ou esta noite, “fumo branco” a sair para o ar, mas descarbonizado. Se sair “fumaça” negra, é sinal de falta de acordo.
    Acredito que o ME, vai atender e compreender que é justíssimo aquilo que os professores e educadores exigem que é o “Reposicionamento na carreira docente” e no índice salarial correspondente, aos tais “6 Anos, 6 Meses e 23 Dias”, em que os docentes trabalharam e descontaram. Relembro que há muitos docentes que gastam mensalmente mais de 500, 600 700 ou 800 Euros do seu salário, só para pagar as despesas com os combustíveis, habitação ou portagens. Não entram aqui, as despesas da alimentação, entre outras.
    O jornal Público de hoje, tem escrito na sua capa, e passo a citar: “Educação – Só 53 estudam para ser professores de Matemática. Vão ser precisos 1500”.
    Estes números, aliados a outras estatísticas “reais” de quem está no ‘terreno’, ilustram como há uma erosão de vontade por parte dos nossos alunos em não querer seguir a profissão de docente.
    Para a opinião pública, os professores estão no ‘top’ das 5 profissões mais respeitadas.
    Logo à noite, se sair “fumo branco” das negociações, é o Ensino+Educação+Defesa da Escola Pública+Justiça laboral e Salarial+Transferência+Transparência+Liberdade+Próximas gerações+Portugal e os Portugueses, que ganharam.
    Querer edificar um país, sem atender ao que os seus profissionais educativos reclamam o que têm direito, é querer começar uma moradia ou um prédio, pelo 2.º ou 3.º andar, ou ainda, pelo telhado.
    São e serão sempre os professores os atores/agentes da transformação de um país, com base na transparência da informação, da verdade e da justiça. Mas a democracia precisa de ser mais “lapidada”, para ser uma “Luz” para outros países, a começar pela separação dos poderes efetiva e real, com a participação direta na escolha d@s Diretores(as) dos Agrupamentos, com o voto de todos os docentes, técnicos administrativos, assistentes operacionais, etc., nessa escolha, em vez de ser só o Conselho Geral das Escolas.
    Um(a) não deve presidir à SADD (Secção de Avaliação de Desempenho Docente)! Alô, separação dos poderes?!
    Os professores abrem as portas ao conhecimento e, “motivam” os alunos a superam-se. Não pode haver uma “Escola Feliz, Com Professores Desmotivados e, Injustiçados Em Termos Salariais, E Muitas Outras Coisas Mais, … “.

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  6. CORREÇÃO:
    – Um(a) Diretor(a) não deve presidir à SADD (Secção de Avaliação de Desempenho Docente)! Alô, separação dos poderes?!

    Texto fundamental:
    Haja esperança do verbo “esperançar”…!
    Haja esta tarde ou esta noite, “fumo branco” a sair para o ar, mas descarbonizado. Se sair “fumaça” negra, é sinal de falta de acordo.
    Acredito que o ME, vai atender e compreender que é justíssimo aquilo que os professores e educadores exigem que é o “Reposicionamento na carreira docente” e no índice salarial correspondente, aos tais “6 Anos, 6 Meses e 23 Dias”, em que os docentes trabalharam e descontaram. Relembro que há muitos docentes que gastam mensalmente mais de 500, 600 700 ou 800 Euros do seu salário, só para pagar as despesas com os combustíveis, habitação ou portagens. Não entram aqui, as despesas da alimentação, entre outras.
    O jornal Público de hoje, tem escrito na sua capa, e passo a citar: “Educação – Só 53 estudam para ser professores de Matemática. Vão ser precisos 1500”.
    Estes números, aliados a outras estatísticas “reais” de quem está no ‘terreno’, ilustram como há uma erosão de vontade por parte dos nossos alunos em não querer seguir a profissão de docente.
    Para a opinião pública, os professores estão no ‘top’ das 5 profissões mais respeitadas.
    Logo à noite, se sair “fumo branco” das negociações, é o Ensino+Educação+Defesa da Escola Pública+Justiça laboral e Salarial+Transferência+Transparência+Liberdade+Próximas gerações+Portugal e os Portugueses, que ganharam.
    Querer edificar um país, sem atender ao que os seus profissionais educativos reclamam o que têm direito, é querer começar uma moradia ou um prédio, pelo 2.º ou 3.º andar, ou ainda, pelo telhado.
    São e serão sempre os professores os atores/agentes da transformação de um país, com base na transparência da informação, da verdade e da justiça. Mas a democracia precisa de ser mais “lapidada”, para ser uma “Luz” para outros países, a começar pela separação dos poderes efetiva e real, com a participação direta na escolha d@s Diretores(as) dos Agrupamentos, com o voto de todos os docentes, técnicos administrativos, assistentes operacionais, etc., nessa escolha, em vez de ser só o Conselho Geral das Escolas.
    Um(a) Diretor(a) não deve presidir à SADD (Secção de Avaliação de Desempenho Docente)! Alô, separação dos poderes?!
    Os professores abrem as portas ao conhecimento e, “motivam” os alunos a superam-se. Não pode haver uma “Escola Feliz, Com Professores Desmotivados e, Injustiçados Em Termos Salariais, E Muitas Outras Coisas Mais, … “.

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  7. Maria, Manuel, João, Joaquina, Zulmira ou Zulmiro,
    As leis devem ser alteradas, para existir mais democracia nas escolas.
    Reclamar que todos (professores, educadores, técnicos, assistentes operacionais,etc.) é impossível?
    Reclamar o reposicionamento salarial e na carreira docente, correspondente ao trabalho realizado e com os descontos para os impostos, dos tais 6 Anos, 6 Meses e 23 dias, é impossível?
    Maria, Manuel, João, Joaquina, Zulmira ou Zulmiro, és aparelhista? Tens o cartão do partido?!
    Quando perderes a próxima eleição, já tens lugar numa câmara ou noutro órgão?
    Em “defesa da (boa) escola pública!” e não de alguns dirigentes apanha-tachos!
    Em defesa dos pais que querem uma boa educação e professores para ensinarem os seus educandos;
    Em defesa ainda, dos dirigentes que saibam dizer “não”, que saibam o que é melhor para a comunidade, para o País e para as próximas “gerações”.

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  8. Mas alguém ainda acredita que alguma coisa se vai conseguir com este governo P.S.?

    Eles sabem muito bem o que está mal e como poderiam fazer para melhorar. Não o fizeram já, porque nos detestam, têm uma maioria absoluta e não vão ceder em absolutamente nada.

    Da nossa parte, é minha opinião que não devemos abdicar de nada.

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  9. Vou vomitar…, acho que estou doente.
    Antes disso, não se esqueçam: estes gajos odeiam-nos e só nos querem dividir.
    Não é boa ideia sermos nós a ajudar este Desgoverno!
    A Luta continua e continuará.

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