3ª Feira

Se as eleições antecipadas só interessam ao PS, porque anda tanta barata tonta na área mediática cor de rosa a espernear contra as ditas. Não me venham dizer que é por causa de uma atitude de “responsabilidade”, porque a maioria dest@s menin@s o que teme é outra coisa, ter de aumentar o nível de partilha do bolo. Parece que o PCP deixou de achar que um par de arquivos históricos não vale um punhado de câmaras.

(a grande novidade é que, mesmo com a imensa apatia de Cavaco durante o primeiro mandato de Sócrates, nenhum Governo teve um amigo tão afável na Presidência)

Até Vou Votar E Tudo…

… se existirem eleições por causa de um eventual chumbo do Orçamento, apesar de toda a campanha mediático-presidencial para culpar o Bloco e o PCP por isso. E garanto que até voto num deles, porque não é tarde para resolver a situação de criptorquidia que os afecta de há uns anos a esta parte.

Descansem que a “direita” não volta ao poder. E se o PS tiver maioria absoluta, pode ser que acabe de vez este marasmo em que inexistem oposições. se não tiver, fica tudo mais claro. Devem governar, mas com maneiras à mesa.

Já Que Estou Em Maré De Irritações…

… o que dizer daquelas pessoas que não se suportando e dizendo pior umas das outras, mal as apanham pelas costas e fora do alcance dos ouvidos, quando se encontram assim de frente desatam em grandes cumprimentos, beijinhos e estrídulos “querida”, “querido” ou outras variações açucaradas com vinagre. Dizem que é pelo bem das aparências e convivências. eu chamo-lhe outra coisa. E não consigo praticar. Se por acaso é motivo de trabalho, ok, suporta-se o tempo a que a obrigação obriga. Mas não havendo motivo, que meta as queriduchiches lá para bem longe de mim, do sovaco ao dedo grande do pé do judas. E ganhem um pouco de vergonha na cara que já têm idade para isso.

Nem sei porque será que me lembro disto à aproximação da 2ª feira.

Há Por Aí Uns Pedabobos Patchouly…

… que sempre que alguém escreve qualquer coisa reivindicativa para os professores, aparecem (mesmo os que já foram professores, mas agora repousam em outros poisos) logo a dizer que os alunos é que interessam. Sim, aqueles alunos míticos que esta malta raramente atura e muito menos a tempo inteiro. Mesmo agora li uma destas avantesmas com este tipo de intervenção acerca de uma publicação de alguém que reclamava por melhores condições de trabalho para os docentes.

Claro que o homem tem nome, até foi dirigente associativo, até andou a vender manuais com ideias “inovadoras” que outros desenvolveram antes, até é cortesão costista, pensa ele que destacado, quando mais não é do que operacional ocasional. Não lhe dei logo na corneta, porque depois o sensível amofina-se e é mal educado, porque é muito flexível e tolerante desde que não lhe cheguemos umas verdades aos olhos e ouvidos. Claro que eu podia nomeá-lo sem grande mal ao mundo, mas depois ele ainda achava que lhe dou muita importância, quando o que se passa é que acabo por tropeçar nele em virtude de “amizades” cruzadas. Mas como nem é caso único – aqui pela península de Setúbal até há uma espécie de enxame quase geracional com este tipo de discurso ressequido pelo sol das praias – ainda pode ser que o barrete sem identificação sirva a mais carolas.

Se eu podia passar sem escrever isto? Claro que sim, mas nem o domingo tinha tanta graça.

É Feio Ignorar Os Progenitores

(e aquele santo protector com uma aparente dívida de gratidão póstuma para com eles)

“Não sei a que devo a minha longevidade”: grande entrevista a Miguel Sousa Tavares

(lá por isso, o Júlio Dantas também foi longevo… e aquele professor de Coimbra, um tal de António… sem especial ganho para o mundo, apesar da imensa popularidade em seu tempo)

Domingo

Compra em modo de piloto automático do Astérix e o Grifo. Como os últimos, não é mau, mas também não é propriamente bom, porque continua o problema dos guiões, apenas suportáveis q.b. Quanto ao desenho, nada de especial a assinalar. Se olharmos, sem ler, podemos pensar que estamos no período áureo do Uderzo (embora em algumas páginas, surja quase em esboço o segundo plano, como quando os centuriões estão a levar tareia em série). Compra-se por nostalgia e para continuar a ter a colecção completa. A aposta no revivalismo franco-belga continua, porque agora foi a vez de repescarem o Bob Morane, juntando-o ao Ric Hochet. Michel Vaillant, Bruno Brazil, Corto Maltese e os já mais antigos Blake e Mortimer. Matam apenas algumas saudades.