Aquilo É Mesmo A Sério?

O “partido” do menino guerreiro? O que é que lhe aconteceu? Efeitos retardados da laca, gel e bronzeador?

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(se for a votos ganhará ao tavares? ou ao marinho pinto? ou à joana amaral dias? Ou faz uma aliança com ela?)

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Vão Ser Uns Meses Bem Rasgadinhos

A avaliar pela aliança Costa/Balsemão em relação aos professores e ao tipo de “combate político” nas redes sociais a este respeito. Não temos os abrantes d’outrora financiados pelo engenheiro, mas temos um monte de trolhas para quem a política é como o futebol, na sua versão mais trolha possível (bdc incluído, claro).

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Pela Suécia

A versão final está aqui, mas o draft tem acesso livre. Vale a pena ler, até para se ter a noção que o “sucesso” em algumas paragens nem sempre se constrói da forma que se pensa.

The discourse of special education in Sweden – history and trends in in policy and practice

(…)

Thus, the narrative of the Swedish school- system taken for granted is that only an extremely low proportion of children are being in need of special support, since there is no categorization system in the official statistics. However, the results from the interviews of a number of key informants in the Swedish school system and several research studies described above show the opposite; the proportion of children categorized in practice as being in need of special support has increased dramatically, especially the group of children assigned with neuropsychiatric diagnoses such as for example ADHD or ASD (about 10%).

The widespread acceptance of neuropsychiatric categories as viable means of understanding children’s problems suggests the grip of a diagnostic culture on the school system. The individualization – and medicalization – of problems implies that the focus is on the child and his or her alleged shortcomings. This has obvious implications for the child, the school and for society.

For the school, established practices and structures may be left more or less as they are, since the consequences that follow imply that children are taken out of their regular classroom and placed somewhere where their problems are seen as expressions of their condition and diagnosis.

Hence, in the analysis, there is a gap between policy and practice and this has always been the case historically. The question is what implication this will have on the inclusive education system in the future?

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Nestas Matérias, Concordo Comigo

Durante cerca de 10 anos, o professor do 2.º ciclo Paulo Guinote, um dos docentes mais activos na blogosfera, deu também aulas a turmas dos PCA. Defende que “as escolas devem ter liberdade para definir o que consideram ser as respostas mais adequadas para os seus problemas de insucesso e abandono escolar”, que é mesmo “indispensável” que essa possibilidade exista, mas que tal só terá hipóteses de sucesso se for “construído um currículo mesmo alternativo”, o que passará por encarar estas turmas de modo diferente e por atribuir mais recursos às escolas.

“É errado definir os currículos destas turmas com base nos meios humanos que as escolas têm disponíveis, porque em muitas situações é indispensável a contratação de docentes com um perfil diferente”, defende Guinote, acrescentando que na situação actual a autonomia de que as escolas dispõem “é a mesma que tem um prisioneiro na forma de organizar o mobiliário da sua cela”.

Por outro lado, aponta, “é também necessário que as turmas dos PCA deixem de ser encaradas como sendo quase em exclusivo para alunos problemáticos, a quem é necessário garantir a qualquer preço o sucesso, mesmo que seja reduzindo drasticamente os níveis de exigência académica”. Até porque esta “simplificação”, alerta Guinote, põe em causa a possibilidade destes estudantes terem êxito no ensino secundário, já que as aprendizagens que obtiveram “não têm correspondência com o que é exigido” neste nível de ensino.

CatAlice