Mas Aquele Senhor Árbitro, Ou Juiz, Não Nomeado Pela Fenprof Mas Pelas Organizações de Trabalhadores Não Concordou Com Os Serviços Mínimos Agora Considerados Desproporcionados?

Estas coisas chegam a ser deprimentes.

Como é possível que alguém que tem a função de defender a posição dos “trabalhadores” alinha com o “patronato” para se verem todos desautorizados por um Tribunal a sério?

O que poderão fazer certos aparelhistas da ortodoxia sindical que andaram por aqui e nas “redes sociais” a defender a atitude do “juiz”? Não há buraco fundo onde se possam meter?

Tribunal diz que imposição de serviços mínimos sobre a greve dos professores “não foi razoável”

Em causa as greves convocadas às reuniões de avaliação do 9º, 11º e 12. Sindicatos recorreram e o Tribunal da Relação de Lisboa deu-lhes razão: houve “violação do princípio da proporcionalidade”. A decisão do colégio arbitral é assim revogada.

Alcatrao2

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Há Quem Anseie Por 300 Realidades

Contagem do tempo congelado: três realidades no país

Governo da Madeira decidiu contar os nove anos, quatro meses e dois dias do tempo congelado à classe docente. FENPROF refere que esta decisão coloca por terra toda a argumentação do Governo do Continente sobre a matéria.

twilightzone

Pela Blogosfera

Até porque não assisti ao programa, tendo ouvido apenas uns excertos aterradores, não apenas do cromo em causa.

Crianças, Avós E A Singela Imbecilidade…

Stupid2

(parece que o programa teve uma espécie de wrestling entre a isabel moreira e a raquel varela, duas das pessoas com timbres de voz que mais violência exercem sobre a minha sensibilidade, já para não falar no facto de, estando em posições opostas, me sentir incapaz de apoiar qualquer das posições)

Educação Hiper-Realista: Casos

Paulo

(…)

Esta luta, que caminha para 30 anos (farei para o próximo ano), tem-me arruinado a saúde. Depois de uma gravíssima depressão major, durante 10 meses, regressei ao trabalho (porque gosto de ensinar Física e Química), mas os tempos são cada vez mais difíceis. É hercúleo o esforço que faço para me aguentar.

Este ano tenho uma turma de 10º de FQA e duas de Física 12º. Na turma de 10º tenho 2 alunos de baixíssima visão:

– um com visão tubular que se matriculou no curso de CT porque os pais e eles acharam que sim, pese embora o relatório dos profs do ensino especial o ter encaminhado para um curso profissional;

– outro com glaucoma degenerativo que, tendo uma enorme capacidade de cálculo mental é uma memória elefantina, só consegue percepcionar visualmente algo com uma lupa digital, e com um olho encostado ao monitor, não conseguindo percepcionar o conjunto de uma imagem de uma célula, de um modelo atómico, de um gráfico.

Ao que parece, de nada servem os relatórios feitos pelos professores do ensino especial.

A vontade dos meninos e dos pais prevalece, até prova do contrário, sendo certo que, posteriormente, os professores serão questionados, de forma exaustiva, se ajustaram e adequaram todos os instrumentos do processo ensino aprendizagem e de avaliação. Como se isso não bastasse, ainda tenho um aluno com baixo ou quase inexistente nível cognitivo.

E tudo isto numa turma com um total de 24 alunos, irrequietos, com poucos hábitos de trabalho, e outras nuances associadas aos alunos ditos normais, mascou carências relevantes. Uma das alunas tem dificuldade em ver para o quadro porque não muda de óculos há 3 anos. Tem escalão A, apesar de ser filha de dois engenheiros. Que merda de país este…

Estou a tentar dar o meu melhor. Mas sei que não vou conseguir. Estou cansado. Estou desgastado. Não vi nunca o meu trabalho valorizado, a não ser quando me encontro com ex-alunos que se lembram de mim. Não consigo dormir bem. Não consigo descansar. Em 2019 farei 60 anos de idade e 30 de serviço. Estou no 4º escalão.

Abraço e obrigado por tudo.

[professor devidamente identificado e, já agora, que conheço pessoalmente]

Burnout

Metê-l@s No Bolso

A vaidade é um traço muito humano. A capacidade para resistir aos cantos de sereias e tritões muito reduzida.

A propósito do Galamba ouvi alguém (não me digam que foi mesmo o MST!) dizer que foi “metido no bolso” pelo Costa, pois há pouco tempo tinha criticado o Centeno e agora vai para secretário de Estado da Energia, com uma margem mínima de acção (quanto a isso, tenho sérias reservas, atendendo ao muito que se move nessa área da governação, tão querida do engenheiro-mentor do novo SE).

Mas o Galamba é apenas a confirmação da decadência ética da nossa política. Quanto um e-toupeira chega ao poder executivo, ficamos a pensar o que virá a seguir como novo desnível.

Mais complicado é o caso da Saúde, para onde entram duas novas governantes (em especial a nova ministra) que se destacaram por criticar as opções orçamentais de um sector que vão agora dirigir com um orçamento definido pelo ministro anterior cujas opções criticaram. O que faz Marta Temido aceitar ser ministra? Achar que vai conseguir fazer mais ou melhor do que o seu antecessor? A sério? Com as cartas já baralhadas e distribuídas? Isto faz-me lembrar alguns “vultos” da “luta docente” que aceitaram a correr ser avaliadores ainda nos tempos da MLR na base do argumento “antes eu do que outro”.

Não chega.

Como não chega, deixar-se ir na conversa do “criticar é fácil, mais difícil é fazer”, por isso deve colaborar com quem faz e aceitar cargos. A verdade é que em muitas situações é muito difícil criticar um poder quase absoluto e não é nada difícil fazer mal. Ou deixar fazer. Ou colaborar com.

Há quem não resista a mais uma linha no currículo. A questão do acréscimo de “prestígio” é que é muito relativa.

Vanitas