Blogosfera

Quadro Negro 1

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Tecnologias na Sala de Aula

Gosto de algum fundo musical enquanto se fazem os testes (posso chamar-lhes assim?), de acordo com os alunos e, sempre que há essa oportunidade (as aulas de 90 minutos podem ter essa utilidade), começar a fazer a correcção com o pessoal ao redor a ver, no concreto, o que se pretendia, o que é aceitável, o que está manifestamente errado, discutem-se possibilidades (mesmo com os mais pequenos, do 2º ciclo, é bem possível), o que é diferente de “negociar” a avaliação. Podem ser sons da Natureza, mas também pode ser uma selecção de vídeos no Youtube ou mesmo o player de uma rádio, com um volume que não perturbe a vizinhança. Muito melhor do que ter uma ou duas dezenas de fontes de som ou alheamentos atrás dos auriculares. É certamente autonomia, mas não sei se flexibilidade. É transparência e algum bem-estar, na certa. Constrói-se confiança. Ganha-se muito, a vários níveis.

Manifestações

Não sou grande praticante, mas defendo o direito em causa. Parece que hoje há manifestações que têm o condão de ser promovidas por pessoas que, em regra, são activistas anti-manifestações e contra o “poder da rua” e de merecer a oposição de alguns “profissionais da luta”. Só por isso, são divertidas, ver “radicais” a dar uma de conservadores e ver estes a armar-se em contestatários. A vida dá muitas voltas.

Neste caso, só um conselho… não se manifestem apenas DEPOIS das mortes. Tentem manifestar-se de forma preventiva, pró-activa, ANTES das mortes, quando os sinais de alarme já são bem sensíveis na degradação das funções sociais do Estado, aquelas que muita gente considerava serem “gorduras”.

Porque houve quem avisasse… 

Muit’agradecido.

ManifLaerte

(já agora… dizem que para a semana vamos voltar a andar perto dos 30º … já alguém pensou nisso e fez alguma coisa em conformidade?

Sim, É Um Problema Grave

E discordo muito de quem relativiza e diz que basta uma conversa e tudo se resolve. Não é bem assim, a única maneira é quase se estar de plantão, a fiscalizar a coisa todos os dias e mesmo assim os meios eficazes de pressão, depois de assinado o contrato pelo tostão mais barato, são limitados.

Crianças que não comeram frango cru tinham “arroz banhado em sangue”

Presidente da Associação de Pais de escola da Grande Lisboa diz que as refeições têm sido uma preocupação constante nos últimos anos.

Esta é uma área em que a “racionalização financeira” foi feita contra o interesse dos alunos. No papel, as refeições podem ter as calorias ideais para os fanáticos das dietas, podem andar por aí a dizer que até há ementas vegetarianas, mas a verdade é que continuam truques como cozinhar menos tempo a comida para poupar na energia gasta e fazer “esticar” a comida para mais doses do que as que deveriam ser servidas.

Nem tudo pode ser entendido como carpaccio ou bife tártaro.

carpaccio

(mas querem apostar como também aqui o pessoal do ME vai dizer que a culpa é das Finanças, que eles só cá andam para ver as vistas?)

 

Há Sempre a Esperança…

… que uma centelha do génio de Goscinny se reencontre a cada novo álbum do Astérix, ao longo de quase 40 anos. Se é bem verdade que os tempos catastróficos dos últimos álbuns de Uderzo a solo estão claramente ultrapassados, ainda há muito de pastiche bem comportado em vez de verdaeira reinvenção (nem o Uderzo deixaria). Se A Zaragata, Astérix e os Normandos ou O Domínio dos Deuses são 9,5/10 e O Pesadelo de Astérix ou Astérix e Latraviata são 2/10 (com boa vontade e quase só por causa do desenho), este andará pelos 6,5/10, talvez 7 por causa do gozo com os Lusitanos (o Biscatês e o Àsduasportrês) que têm sempre o carro empanadom chegam em último e levam a taça por serem perseverantes (agora diz-se “resilientes”).

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(já agora, uma experiência… se forem a uma fnac, bertrando ou mesmo grande superfície comercial, reparem que ao expositor do novo Astériz praticamente só se chegam tipos acima dos 40 anos…)