Presidenciais – 25

Parece que Marcelo ganha à 1ª volta (só uma das projecções coloca o intervalo fora dos 50%). Excelente resultado, seja como for, de Sampaio da Nóvoa e de Marisa Matias. Maria de Belém reduzida à insignificância de onde nunca deveria ter saído.

Quanto aos comentadores… a fina flor da gravilha na generalidade dos canais.

Minion Sorridente

 

Avaliação

Já temos conhecimento do novo modelo do novo ministro para a avaliação dos alunos do Ensino Básico. Tem coisas interessantes (uma forma de encarar a aferição mais no início do que no fim do ciclo, para corrigir trajectos; a rotatividade das matérias aferidas), outras claramente correctas (suspensão do Cambridge, novo calendário para as provas) e uma obviamente errada (a alteração dos anos sob aferição com o 2º período iniciado). Podia ter ousado mais, já que era para mudar tanta coisa mas em pouco tempo até que foi produzido um documento interessante (MODELO INTEGRADO DE AVALIAÇÃO EXTERNA DAS APRENDIZAGENS NO ENSINO BÁSICO).

De 0 a 20 eu daria 14 ou 15, mas sem o dispensar de prova oral, para explicar tudo com clareza, em especial porque optaram pela ruptura com a possibilidade de continuar a analisar a evolução dos resultados em final de ciclo.

Quer-me parecer que há gente que aplaudirá, mas ficando lá por dentro com algumas reservas por expressar… porque esta é uma espécie de 3ª via que se afasta dos estereotipos mais comuns entre nós… 👿

comboios

 

Presidenciais – 7

É possível que daqui a uns tempos seja mais perceptível que o debate de ontem à noite pode ter sido um momento de viragem na campanha alegre e triunfal de Marcelo Rebelo de Sousa (na sua versão D. João V, o Magnânimo) e de recentragem do debate num plano menos estratosférico.

O maior sinal disso foi a postura do próprio MRSousa que surgiu mais acossado do que combativo, mais irritado do que irónico e mais irritante do que divertido, como se tivesse percebido que se não conseguir ganhar à primeira, perderá à segunda e que Sampaio da Nóvoa é quem lhe poderá travar o caminho para a sua desejada encarnação majestática, de pináculo de carreira.

A importância da existência de uma segunda volta foi claramente intuída por Jorge Coelho, na Quadratura do Círculo, que é apoiante de Maria de Belém mas não gostará de perder seja o que for nem a feijões e soube elogiar a forma como Sampaio da Nóvoa encurralou o seu oponente da noite.

MRSousa, ao tentar colar Sampaio da Nóvoa a uma “parte do país” parece ter desaprendido algo que dava a sensação de ter percebido nos últimos dois anos, ou seja, que essa “parte do país”´é maioritária e foi profundamente maltratada pelos poderes que foram, pelo tempo de um passado recente que se não deseja que volte, nem que seja em vislumbre de ideia. E é uma “parte do país” que, sendo agitada do seu torpor, votará contra MRSousa apesar das suas audiências na TVI (eu posso ver o Porto-Rio ave com todo o interesse, sem ser adepto de qualquer dos clubes, por exemplo, pelo simples prazer de ver um empate ou derrota daquele de que não sou adepto).

Uma falha final… quando MRSousa afirmou que Sampaio da Nóvoa não podia dizer que ele já tinha decidido ser candidato há muito esqueceu-se que, ao longo de meses, ele descreveu a estratégia certa para um candidato presidencial, com cronograma e tudo, e cumpriu essa mesma estratégia, no tempo real da sua enunciação. Por muito que possa negar, até as suas possíveis hesitações foram descritas semanalmente de forma bem detalhada. MRSousa descreveu o seu próprio trajecto e concretizou-o. Não é preciso ter estado na sua cabeça. Basta tê-lo visto e ouvido.

duelo

O Regresso

Retomo no Público de hoje, com ligeiras alterações, um texto que aqui publiquei há menos de uma semana sobre o momento do regresso às aulas, em forma de estado d’alma que constatei estar cada vez mais generalizado.

E quando me dizem que as escolas são para servir os alunos e não os interesses dos professores, percebo que nos comparam, para pior, com cadeiras ou mesas, pois não me parece que alguém defenda material escolar em mau estado como sendo algo que serve bem os alunos.

PG PB

Presidenciais – 1

Contra aquilo que é meu hábito, como me chamaram a atenção diversas pessoas amigas reais ou virtuais, optei por declarar com clareza o meu apoio a António Sampaio da Nóvoa nas eleições presidenciais deste ano. Porque o fiz tem duas razões fundamentais e que não demoram muito a explicar.

Há alguns anos, após a reeleição de Cavaco Silva para o triste mandato que está quase a findar, ao olhar para o panorama de personalidades que poderiam ser dignos do cargo e de o cumprir com todas as qualidades desejáveis, António Nóvoa foi desde logo o que me apareceu como o melhor e desejei que viesse a concorrer. Escrevi isso mesmo na altura e repeti mais recentemente que seria a melhor escolha de sempre. E isto achava-o independentemente de quaisquer outros candidatos que viessem a aparecer.

No momento presente, perante situação que vivemos (no pretérito perfeito e no presente), acho que é ele quem reúne as qualidades de independência, coerência lucidez, humanismo e tolerância que o tornam CAPAZ de trazer de volta à Presidência da República o respeito que lhe é devido, enquanto função maior e máxima de um regime cuja credibilidade tantos outros que se orgulham de currículos levaram anos e décadas a degradar.

A três semanas do dia da eleição para PR, ou da 1ª volta dessa eleição, achei que era tempo de, por aqui, ir fazendo a minha crónica desta (pré-)campanha, mas sem deixar de esclarecer para além de qualquer dúvida qual é o meu registo de interesses, não me refugiando no conforto de falsas neutralidades analíticas.

sampaio_da_novoa_alfredo_cunha_2015