Balanços de 2017 – Política(s)

Why 2017 was a Philip K. Dick dystopia

Dick was terrified by things like Photoshop that could obscure the barrier between truth and fiction.

74 Things That Blew Our Minds in 2017

The Atlantic’s science, technology, and health reporters learned a lot this year.

The Best New Yorker Visual and Interactive Stories of 2017

The 2017 Progressive Honor Roll

Resistance was the watchword this year. These honorees not only refused to go backward; they challenged old orthodoxies.

In Case You Missed Them, Here Are Some Cool Environmental Stories from 2017

The Paris Climate Agreement, the Keystone XL pipeline, and, of course, Trump.

The Best of 2017

 

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Autárquicas: Os Perdedores

Claro quer teremos de colocar o PSD em primeiro lugar, não tanto por terem perdido uma imensa massa de votos e percentagem em relação a 2013 ou mesmo de câmaras, mas pelo facto de se terem tornado uma espécie de partido de província, completamente cilindrado nas zonas urbanas e em especial nas grandes cidades, se exceptuarmos em Cascais com o dinheiro do seu casino. O PSD profundo e conservador, sobrevive, já o PSD das zonas mais dinâmicas é quase pulverizado. Se é por causa da liderança nacional ou das más escolhas locais (do género, se é para perder que se queimem est@s), não interessa muito. A verdade é que o PSD deixou de ser uma alternativa ao PS e mesmo à direita vai ter muitos problemas em controlar um CDS acima do esperado. E o seu pessoal político é, em regra, de uma mediocridade confrangedora, mesmo quando está auto-convencido do contrário.

Mas se formos analisar a questão de peso relativo em relação às posições anteriores, é impossível não constatar que o PCP foi o parente pobre da geringonça nestas eleições, perdendo 9 câmaras para o PS, algumas delas emblemáticas na margem sul: o Barreiro que parecia segura e Almada que nunca tinham perdido. No Alentejo, mais perdas. Mais de 60..000 votos perdidos, acredito que muitos de parte de eleitorado que antes era fiel, mas que percebeu que o PCP tem sido o pilar mais útil mas menos relevante da geringonça nacional, até porque não tem conseguido que se notasse a sua influência decisiva na governação. A maioria das reversões passam ao lado do seu eleitorado, por muito que se diga o contrário, Já o Bloco tem as matérias fracturantes a seu favor. Para mim, é pena que a relação de forças na área metropolitana de Lisboa se altere de forma tão radical, pois esta era uma zona onde o PS não tem conseguido fazer avançar a municipalização da Educação e agora corre-se seriamente esse risco. A menos que o PCP/CDU tenha coragem em assumir por completo o que diz serem as suas convicções.

Outro Caso de Escassez de Decoro…

… é o da secretária de Estado da Educação com a sua hipócrita definição de “melhores horários” (perto dos 3’00 deste vídeo) para esconder o incumprimento das leis que o seu próprio ministério produziu. A questão não é de “qualidade”, mas de legalidade e ela deveria ser a especialista do ME nessas matérias e não mais uma pessoa ao serviço de coisas manhosas como mudança de regras a meio do concurso. Percebe-se, pelo próprio sorriso, que a vontade dela com a conversa da “qualidade” era dizer que haveria professores que querem horários de “má qualidade”… só que a verdade é que a lei não foi cumprida quanto à satisfação das necessidades temporárias de acordo com a graduação profissional e tudo o que ela diga (ou alguns agentes gritadores nas redes sociais) não consegue esconder esse facto. Se acham que este modelo (com ou sem RR antes do início das aulas – anunciada perto do fim da intervenção) é melhor porque não o legislaram assim?

Aleitao