2019 – Balanço (Ficção – 2: Em Língua Materna)

Pois, não comprei nenhum Chico Buarque, nem Lobo Antunes. Dos expostos, gosto muito de quase tudo, excepção ao João Tordo, que me parece demasiado não sei quê a querer demonstrar que é mesmo literatura muito séria e pouco divertimento. Li, mas custou. Pelo contrário, o Rentes de Carvalho parece um miúdo alegre por contar as suas histórias.

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2019 – Balanço (Ficção – 1: Traduções)

Aplica-se o que já escrevi. Nem tudo foi necessariamente comprado este ano, mas foi o ano de leitura. Da mesma forma, há o que tenha sido comprado, mas tenha sido lido até à fase em que deixou de ser, porque outras coisas apareceram e estava a demorar (A Cidade em Chamas). E há a certeza de que há alguns (thrillers, em especial) que terão de fazer parte doutro post, porque andam algures. Maior surpresa? As Quinze Vidas de Harry August. Compra automática para ter a séria completa, mas sem entusiasmo, tipo Astérix? O 6º volume da série Millenium, que continua a anos-luz dos três originais.

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2019 – Balanço (Não Ficção, Inglês)

Já expliquei que a opção pela compra regular das edições em paperback alia a poupança na carteira à do espaço nas estantes, mesmo se ameaça a longevidade do cartapácio.  Fica aqui o melhor do que fui acumulando este ano em matéria de leituras, não necessariamente comprados ou publicados este ano, como é fácil constatar, nem sempre lidos na totalidade (casos do The Spy and the Traitor ou do Homo Deus), porque há momentos em que apetece “saltar” para outros. Neste aspecto, gosto de seguir em parte a lógica do Nick Hornby na sua coluna no The Believer. Há coisas que se compram e vão ficando à espera para serem lidas.

Entre todos, recomendo o 24/7 de que existe edição nacional da Antígona (descontando uma parte do final, que se torna irrelevante para a tese nuclear), o Everybody Lies (que permite umas inesperadas boas gargalhadas à custa dos dados sobre as pesquisas no google) e o The Establishment.

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O Panorama Das Sondagens À Boca Das Urnas

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  • Vitória clara do PS, mas sem maioria absoluta.
  • PSD com resultado baixo, embora não catastrófico, até porque o Aliança e o Iniciativa Liberal lhe roubaram, pelo menos, uns 3%.
  • Bloco a garantir um 3º lugar claro.
  • CDU a confirmar que foi o parente pobre da geringonça, sendo o único a perder em relação a 2015.
  • CDS quase pulverizado.
  • PAN a garantir lugar no Parlamento aos pet shop boys and girls, fazendo figas para que o PS precise de uns 4 ou 5 deputados.
  • Vários pequenos partidos (Livre, Iniciativa Liberal, Chega, Aliança) a cativarem franjas do eleitorado e a ter poucas razões para se queixar da pequenez.

A Semiótica Da Coisa – 3

Falha minha. O Partido Aliança é mais conhecido (?) apenas por Aliança, pelo que eu deveria ter começado pela letra A com ele, mas estava convencido que era o Partido do Santava assim como o Livre sempre me pareceu o Partido do Tavares. Nem é bom falar no Partido do Ventura.

Mas voltemos ao Aliança. No site oficial, népias, é preciso ir à rede social dos menos novos para se arranjar um cartaz em condições. A não ser nas cores, parece um cartaz da JSD em 2016, com o trio de bichos-papões a tentar assustar o eleitorado.

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O problema básico é: mas se “acordarmos”, queremos acordar em 2004? E passar por tudo aquilo em que Pedro nos lançou com o seu amadorismo, enquanto gozava os seus meses de sonhos como PM?

A sério que queremos isso de volta e tudo o resto?

Santana está mais experiente» Aprendeu alguma coisa? Não se sabe, apenas que se percebe bem que está mais velho e criou o seu próprio clube de fãs, não percebendo que isto dos partidos unipessoais tem os seus limites e um tempo de validade muito curtinho.

A realidade é que o Aliança é apenas a forma do Santana tentar ser eleito sem prestar satisfações a ninguém. Talvez por isso mesmo é que os cartazes a apelar ao voto não tenham conteúdo perceptível. “Por um país como deve ser!”? A sério? Será que Santana não percebe que, por muito que lhe achemos graça, por isso mesmo, nunca conseguiria que levássemos a sério um país governado por ele?

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A Semiótica Da Coisa – 2

No site oficial do CDS não consigo encontrar os cartazes da campanha em decurso, pelo que tive de recorrer ao Ephemera do JPPereira para encontrar algum material de nível distrital, o qual segue a lógica do Bloco que é a de colocar cabeças de lista ao lado da líder nacional, enquanto se afirma que “Votar assim faz sentido”.

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Mas… faz sentido porquê? O candidato é bom? Será de confiança como os do Bloco? Apenas porque sim?

Ao nível dos cartazes mais pequenos, o de Setúbal traz uma razão para se votar CDS, que é descer o IRS 15% para toda a gente, algo que acho demasiado igualitário para esta chancela política.

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E faz mesmo sentido descer 15% para todos? Não me parece… o Mexia, o Balsemão, os Amorins e esse pessoal deveria ficar com o mesmo IRS que tem, até porque aposto que têm consultores que conseguem fazê-los escapar por todos os alçapões possíveis. A mim bastava que me descessem a carga fiscal para 15 anos atrás. Ou só o IRS.