Pedrógão, Um Mês Depois

Tudo normal e de acordo com os nossos costumes.

  • Muita conversa sobre o tema e horas de emissão televisiva a propósito.
  • Nada de concreto ou definitivo sobre as causas do sucedido.
  • Nada de concreto ou definitivo em relação a responsabilidades a apurar.
  • Dinheiro e apoios para os necessitados estacionados algures no trajecto (a ver se ainda não acaba tudo num qualquer montepio).

(e parece que o siresp já patinou hoje mais uma vez por Alijó…)

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Imunidades

Existem demasiadas, não apenas as diplomáticas. Rimam com impunidades. Em todo o lamentável caso de Ponte de Sor, julgo perceber o que se tenha passado, mesmo sem recolhas periciais. Até acredito que os iraquianos tivessem razões para se sentir incomodados com eventuais parvoeiras racistas de 3º escalão de frequentadores noctívagos, quase imberbes, de bares de província (ou de cidade).

Agora o que é inaceitável é que queiram fazer passar por “legítima defesa” um acto premeditado de agressão, em que vão buscar um carro para se poderem vingar de um dos elementos do grupo que os terá assediado. A “legítima defesa” corresponde a um defesa, no momento, perante uma agressão. Não a ir buscar, depois das ocorrências, os meios para se vingarem. Tratou-se claramente de uma “vingança”. Mais valia estarem calados se era para nos fazerem passar por estúpidos. Embora seja verdade que, talvez por viverem cá há algum tempo, terem achado que é assim que os “imunes” e impunes actuam por cá.

Alcatrao2