Nota Informativa Da DGAE Com 11 Páginas Sobre Avaliação Do Desempenho E A Formação Contínua

Parece-me estranho que seja preciso repetir matérias por demais legisladas, mesmo se esquecidas por muita gente. Acho interessante, por outro lado, o espaço ocupado pela questão dos recursos para o Conselho Geral (há uns anos, a DGAE não se dignava sequer em esclarecer estas matérias) e aquela espécie de apostilha final sobre a formação contínua.

Fica por aqui a dita cuja: nota-informativa-add-e-formacao, que nas propriedades tem umas informações divertidas. É mais um daqueles documentos feitos em cima de outros (neste caso um de 2016/17???).

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Já Começaram A “Equipar” A DGAE PAra Fazer Uma Limpeza Aos Envelhecidos Mais “Frágeis”?

Há sinais muito, mas mesmo muito preocupantes acerca de uma coligação de interesses para ser aproveitada a actual “oportunidade” para avançarem medidas (ao nível dos concursos e da carreira docente) para que o “rejuvenescimento” seja feito de um modo bem mais “radical” do que qualquer troikismo. Não é teoria da conspiração, basta ver os “sinais” nas redes sociais, em alguns espaços de info-opinião digital, saber as ligações e fidelidades pessoais nem sempre assumidas às claras e perceber-se-á que uma estirpe mutante do complexo de Édipo está quase a ser lançada sobre a “peste grisalha”. Isto é que vai ser ver algumas figurinhas deprimentes e a defender o que há meia dúzia de anos considerariam medidas absolutamente inaceitáveis “da Direita”.

Eu ainda não me esqueci da ameaça pouco velada que foi deixada há um par de meses por aí, em ambiente mais ou menos público e retransmitida por via “privada”. Algo do tipo… ou fazem o que queremos, como queremos ou passarão a ser professores de segunda, porque para os de primeira há poucas vagas e é preciso saber que escolhemos a gente “certa”.

Outro dos temas abordados na comissão por vários deputados foi sobre a disponibilidade de professores para garantir as aulas presenciais, uma vez que esta é uma classe bastante envelhecida e com algumas morbilidades.

Tiago Brandão Rodrigues garantiu que o Ministério está a trabalhar para “ter um corpo docente robusto”, sublinhando que neste processo de regresso às aulas presenciais serão em breve ouvidas as estruturas sindicais.

Em algumas escolas, as turmas poderão ficar divididas por várias salas de aula para garantir o distanciamento social e nesses casos serão precisos mais professores.

Goodfellas

(é possível colocar o nome a cada um destes “bons rapazes”… a quem só falta terem visto o final do filme)

#EstudoEmQualquerLado – TIC – Lição 1

Porque muitos alunos, pelo que confirmei junto de colegas de várias escolas e níveis de escolaridade, precisam de umas noções básicas prévias, antes da abordagem dos componentes do hardware e das funcionalidades das app/do software.

  • Nem sempre, em tempos de forte afluxo à net, tudo abre ao fim de 3 segundos. Controlem a impaciência, não precisam mandar logo um mail a dizer “setor@, dá erro/setor@, não consigo”. às vezes basta esperar, em outras carregar de novo a página.
  • O underscore/sublinhado “_”  não é o mesmo que o hífen “-“, embora possa parecer. Os pontos finais nos endereços de mail não estão ali apenas para enfeitar. Há palavras-passe em que é necessário colocar as letras maiúsculas mesmo em MAIÚSCULAS. O argumento “é o mesmo/é parecido” comove pouco os equipamentos.
  • Em várias plataformas, há uns ícones muito simples (como se fossem uns jogos antigos) que permitem aceder a mais funcionalidades (pode ser um conjunto com 3 ou 9 pontos todos juntinhos, um sinal “+”). Não é necessário acharem logo que não dá para fazer o que lhes pediram ou as instruções que vos enviaram estão erradas. @s professor@s podem estar velh@s, mas não são tod@s parvos.

Em resumo, respirem fundo, não queiram tudo feito a correr porque, em regra, só perdem mais tempo e – pior – levam os outros a perder tempo a responder-vos a coisas muito simples.

Muit’agradecid@s.

Assinado: grupo de docentes arcaic@s.

up+main

 

 

 

Dia 24 – O Professor Toca Sempre Duas Vezes

Quanto à operacionalização, tivemos direito a um documento que apresenta os 9 princípios orientadores para acompanhamento dos alunos que recorrem ao #EstudoEmCasa que contém directrizes que trazem toda uma nova dimensão à docência que ainda não percebi bem se é do tipo “porta a porta”, se é mais da ordem do voluntariado para situações de risco acrescido, se foi considerada a possibilidade de professores do Ensino Básico também leccionarem Secundário, o que, se forem retomadas aulas presenciais, abre todo o caminho para uma enorme confusão.

diario

Tem A Sua Razão…

… embora, em princípio, não gosto que me chamem cabra/bode.

Why teachers are like mountain goats

There are five reasons why teachers will get through the coronavirus crisis, says primary school leader Susan Ward.

(…)

5. Teachers play the long game. Ours is not a quick-win profession. Sometimes it takes months or years to see the impact of our work with a child or family. Sometimes we never see it. But we know our actions affect people’s lives and the choices they make for years to come. This new and terrible crisis will pass, and when it does, people will remember how you made them feel when the days were darkest. Teachers are perfectly placed to offer a candle against the dark, its flame unwavering. What we do now will define us as a profession for a very long time to come. We know this and it gives us strength.

teacher

E No Meio Disto Tudo, Até Me Escapou A Abertura Do Concurso

Concurso Externo/Contratação Inicial e Reserva de Recrutamento

Aplicação eletrónica disponível entre o dia 26 de março e as 18:00 horas de 3 de abril de 2020 (hora de Portugal continental) para efetuar candidatura ao Concurso Externo/Contratação Inicial e Reserva de Recrutamento, destinados a Educadores de Infância e a Professores dos Ensinos Básico e Secundário.

Finger

A Ler Ou… Como Certas Rebeldias Não Passam De Preconceitos Neo-Conformistas

Why age is the new dividing line in politics

(…)

Old people are stereotyped as backward and ignorant. They have been cast in the role of narrow-minded bigots who possess archaic prejudices. Their attitude and behaviour are unfavourably contrasted with the enlightened, cosmopolitan and caring outlook of the young. This positive representation of young people is promoted by the authors of Cultural Backlash, who insist that enlightened and socially liberal values are gaining greater and greater traction among the young. These young people are supposedly digging the graves of the nasty, authoritarian, xenophobic politics of their elders.

Numerous commentators appear to believe that the political behaviour of young people constitutes an important act of rebellion against the values of the older generations. Such commentaries often suggest that the young have become more and more politically engaged, politicised, and even radicalised. But what defines the voting behaviour of young people is not so much radicalism as the politics of conformism.

Young people’s politics are strongly influenced by the values and attitudes that they have internalised through the dominant institutions of culture – such as the media, schools and universities. The current pattern of socialisation has relegated the role of the family to a secondary, supporting role. A shift away from the family socialising young people to schools and universities socialising young people has encouraged generational estrangement.

(…)

It is not that university-educated people think they are smarter than the rest of the electorate, and that in voting for Labour they are demonstrating their superiority. Rather, they have internalised the anti-traditionalist and anti-conservative values to which they were exposed on campus. Unlike student radicals of the past, who often rebelled against university authorities, the recent cohorts of undergraduates have internalised and conformed to the prevailing ethos. It is also difficult for students seriously to question this ethos, and most of them feel they have no choice but to adopt it.

The so-called post-materialist and anti-traditional values upheld by many young voters is sometimes portrayed as a form of radical defiance. It is nothing of the sort. The conformist script that many young people have internalised was written by a small section of their elders, those within the cultural elite. Like the children led by their teachers to join a school strike for the planet, many young people vote against their elders because that is what they have been taught to do.

Velho

Eu Já Fui Novo

E consultar o meu registo biográfico é um exercício quase doloroso quando se percebe que nos primeiros quatro anos em que concorri, sem profissionalização, ao 10º A, (actual 400) nem consegui acumular um ano de serviço para efeitos de concurso. Tudo contadinho ao dia consegui 286 dias em substituições. Infelizmente, agora a situação é semelhante e não tenho muita dificuldade em compreender o que se passa porque já passei por isso e gostava muito que as coisas tivessem melhorado. Pelo meio, um ano em que fiz a cruzinha para ter apenas horário nocturno (para ir às aulas de mestrado de Descobrimentos de dia, mas lixei-me e não fiquei colocado) e quinze meses de serviço numa câmara que lá contarão para a aposentação (espero).

O primeiro ano em que concorri ao 1º grupo (actual 200) estive desde 9 de Outubro com 21 horas e nunca me completaram o horário. No ano seguinte, fui colocado apenas em Novembro com 18 horas, que mantive até final do ano, pois a colega substituída renovava mensalmente o atestado e só o dizia ao Conselho Directivo mesmo na véspera (foi onde conheci o “velho” comentador “motta” dos tempos do Umbigo), pelo que nos primeiros meses as duas colegas do CD (o presidente limitava-se a sorrir por trás da farfalhuda barba) me chamavam com um ar muito compungido como se me fossem mandar embora, para depois dizerem que ficava mais um mês. A meio dos anos 90 lá a coisa estabilizou. Mas cada um deve aguentar com as consequências das suas decisões e eu aproveitava para ir de Fiat 127 até à Nova ter aulas ou à Biblioteca Nacional da parte da tarde acabar as pesquisas para o mestrado (nesta altura, já trocara os séculos XV e XVI pelo século XX).

Se por passar por isto, gostaria que outros passassem pelo mesmo? Nem por sombras. Lamento muito que as coisas se tenham revertido no pior sentido. E também não invejo quem tem a folha limpinha sempre com 365/366 e quem, tendo começado depois de mim, me tenha ultrapassado em pouco tempo. Foram opções. Não quis estrear o Ramo de Formação Educacional à saída da licenciatura, não tenho de apontar o dedo a ninguém, agora que sou praticamente um matusalém no 6º escalão,

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