Agora Imagine, Senhor Presidente, Que Era Um Cidadão Comum Uma Semana À Espera De Ser Testado (E Só Uma Vez)

Ou imagine que casos semelhantes são tratados de forma completamente diferente em concelhos contíguos ou mesmo em escolas quase vizinhas.

É “aguentar”, como dizia aquele seu amigo Ulrico.

Marcelo “irritado” com informações “contraditórias” das autoridades de Saúde, sai de Belém para debate por videoconferência

Estou Cansado De Títulos De Livros Sobre Auschwitz…

… sem praticamente nenhum fundamento ou razão que não seja ganhar dinheiro à conta da desgraça alheia, com recurso a dotes de “imaginação” que vão pouco além das variações do título. Por maioria de razão, abomino quem consegue ser oportunista em duplicado com Auschwitz-Birkenau. Porque ultrapassa a fronteira para uma certa obscenidade “literária”.

Entretanto, O PCP…

… tornou-se um pilar do “arco da governabilidade” e abstém-se de forma “responsável” na votação do OE na generalidade (garantindo, como se esperaria, que na especialidade vai fazer conquistas mil), à espera do que cai da mesa. Parece não ter percebido (e a lição dos Açores fica lá distante) que por cada aljube que cativa para os seus quadros “jovens” perde umas centenas ou milhares de votos. E cada ano de colaboracionismo sem contrapartidas compreensíveis, custa-lhe um par de câmaras. Um destes dias, até @s pet shop boys and girls lhes passam a perna e outro morde-lhes os calcanhares (ok, esgotei os trocadilhos parvos por hoje). Não admira que até os alemães tenham passado a adorar o nosso governo sustentado na nossa velha esquerda “radical”.

No Dia Do Professor…

… não deveria ver anúncios a formações a 160 euros a cabeça por quem se diz de muitos ideais e amores pelos professores (phosga-se… eu comprei parte dos livros, não preciso de pagar para que mos expliquem) ou ler um certo incitamento à revolta contra os normativos por quem vende formação a explicar como se aplicam ou devem aplicar. Isto é apenas um pouco do meu mau feitio, já passa, mas se não me saísse do sistema agora era capaz de sair mais tarde direito à testa dos visados e aquilo do ad hominem é uma chatice e prontossss ……… já desabafei.

(porque todos temos de ganhar a nossa vidinha e isso eu entendo, o que me custa é depois armarem-se em anjinhos… ou santos de pés debruados a “vil” metal, enquanto lhes saem arco-íris e borboletas da pena registadora)

A Vida Está Difícil?

Depende. De obra vasta e desconhecida, por exemplo. Longe vai o tempo em que para se chegar a cargos destes era preciso mais do que micro-estudos para algoritmo ver.

Diretor da Nova SBE tem exclusividade mas ganha 143 mil euros no Santander

Direção da faculdade de Economia da Universidade Nova implica exclusividade mas Daniel Traça é administrador do Banco Santander, um dos mecenas da escola, tendo auferido 143 mil euros em 2019. Reitor permitiu acumulação, mas anuncia agora comissão para avaliar relação com patrocinadores.

Animalfarm

Os Professores É Que São Mesmo Doutores da Mula Ruça

Porque os outros são toda uma outra coisa. Assisti, em postura parental condimentada com comentários rasantes, ao desempenho de uma shôra doutora dentista que de profissionalismo tem zero menos, desde negar ter feito o que a vi fazer a uns 15 minutos de comentários com a assistente sobre as férias, com detalhes dignos de mesa de esplanada,  não esquecendo a arrogância do “eu não faço isso” (aquilo que eu vira fazer) enquanto a petiza ali estava de boca aberta a assistir. Não sendo a primeira vez, foi a última. 

Bigorna

(e nem vale a pena falar no atraso do atendimento… parece que, afinal, há que possa moldar o tempo aos seus interesses e o mexilhão que se lixe, mesmo pagando por inteiro…)

A Necessidade Da Memória Em Tempos Digitais

Regressei ao mundo real e, como seria de esperar, foi duro. Porque há coisas por pagar, outras por levantar, não sei mais o quê por resolver, tudo acrescido do facto do choque térmico de quase 10 graus em poucas horas.

Para começar a resolver algumas coisas ainda hoje, lá fui levantar duas encomendas que estavam em espera (por uma vez não eram nos ctt) e que necessitavam de códigos para ser detectadas, mesmo se uma estava bem visível do balcão onde eu me encontrava. Claro que tudo segue um protocolo e a jovem funcionária (vintes e poucos) deve ter tido formação, mas ai-jesus que não sabia de nada e lá chamou o colega. O colega queria ver a mensagem de confirmação que me tinha sido enviada. Perguntei-lhe se não chegava que eu lhe dissesse o código que lá vinha (7 dígitos, para um tipo arcaico como eu fixam-se em poucos segundos e tinham sido vários os minutos que passaram enquanto observava a funcionária incapaz de lidar com os procedimentos que não soubera memorizar. Claro que saberia clicar nos ícones e até reconhecer palavras, mas ficou evidente que fora incapaz de memorizar a sequência das operações.  Desconfiado, o que a veio auxiliar lá inseriu o código que lhe disse, não sem antes comentar que não lhe parecia normal para uma encomenda online. Azar, estava certo e deu com a coisa. Uns vinte minutos depois de tudo ter começado, lá me deram o que estava à minha vista, num expositor de encomendas com a identificação bem à vista. Ainda bem que pagara previamente ou nem tinha conseguido almoçar em tempo útil e sabeis como isso me incomoda.

No segundo caso, novamente uma jovem funcionária (vintes um pouco mais avançados) capaz de ir buscar o que era necessário onde quer que estava, depois de alguma luta para inserir o meu nome (o raio do apelido é chato para quem só espera por silvas) mas absolutamente incapaz de pelos seus meios produzir a factura do produto para que eu o pudesse pagar. Pedido de ajuda a uma outra colega, mais graduada e despachada, que deixou as coisas mais ou menos alinhavadas até eu perceber que estava a ser facturado o dobro do valor devido por duplicação das quantidades (pelos vistos cada uma terá inserido o produto de forma autónoma). Vai de refazer todo o processo e eu a explicar à minha petiza como a informática ajuda muito (até porque sou utilizador registado, com todos os dados já lá guardados na base) se as pessoas a souberem usar E tiverem capacidade para memorizar os procedimentos correctos a adoptar.

E é no quotidiano que se percebe que a imensa facilidade em descarregar e usar apps no telemóvel ou publicar as férias, festas e felicidades nas redes sociais, podendo corresponder a “competências digitais”, está longe de satisfazer necessidades básicas de um quotidiano laboral que exige, apesar de todas as modernidades, o mínimo dos mínimos de alguma malfadada capacidade de memorização.

Mas eu é que estou velho e não percebo mesmo nada disto.

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Porque @s Professor@s, Em Cima De Todo O Resto E Apesar De Estarem Velhot@s (Dizem A OCDE E O CNE, Como Se Nós Mesmas O Não Soubéssemos E Fosse Preciso Explicarem-nos), Ainda Têm De Ser Excelentes Condutor@s

Do mural da Fátima Inácio Gomes:

Momento de serviço público 

Não sei se a generalidade das pessoas sabe como se processa alguma da logística dos exames nacionais. Sintetizando, os exames são levados no dia da prova, pela polícia, entregues a um responsável único, nomeado, e guardadas num cofre, até à hora da realização. Depois voltam para o cofre, ao fim do dia são levantadas, novamente pela polícia, que as leva para o agrupamento de exames do distrito, onde são guardadas num cofre.

No dia marcado, os corretores vão levantá-las. E levam-nas para casa 

A caminho de casa, com um envelope com 50 exames, voltei a pensar “e se me acontece alguma coisa pelo caminho?”. Não pensei com receio de me magoar a mim, ou no carro, naquele momento pensava “como se resolveria isto se acontecesse algo às provas?”. Sim, acidentes acontecem…

A coisa não é simples, caso acontecesse: aqueles alunos, sem culpa alguma, seriam prejudicados. Mesmo permitindo-lhes repetir a prova, concorrer na mesma à primeira fase, como compensar o desgaste de terem de passar outra vez pelo exame? como garantir que as condições fossem iguais? garantir que não correria pior que o outro? ficar sempre a dúvida de que o “outro” estaria melhor?

Mas é isso… há todo aquele aparato de segurança e, depois, estes exames ficam assim entregues, nas mãos de pessoas que os levam para casa. Eu nunca mais os tiro de casa até à data de os devolver (e lá vou eu no carro a pensar no mesmo). Tenho receio de águas e outros acidentes. Já tive as miúdas pequenas a quererem riscar os mesmo… agirão todos os corretores da mesma maneira?

Sim, poderia resolver-se isto: os corretores corrigiriam nas escolas ou no agrupamento de exames… mas isso implicaria um horário fixo de trabalho. Eu adoraria! não trabalharia à noite nem ao fim de semana e feriados. Mas isso implicaria terem de dar mais tempo para a correção… não poderia estar, como ontem, das dez da manhã até à 1:30 da noite a corrigir, porque me propus corrigir uma questão inteira dos 50 exames (sim, uma! é o que dá ser professora de português…). Isto tem de estar pronto antes da 2ª fase… e assim se ganha tempo…

Gostaria mesmo de saber se nunca aconteceram, neste anos todos, acidentes…

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Atrofia Democrática Ou Apenas Medo De Perder “Espaço”, Negócios, ETC?

Há uns meses que um grupo de professores dinamizado, entre outros, pelo Maurício Brito, tem o projecto de submeter os dados “vendidos” pelo Governo sobre o custo da recuperação integral do tempo de serviço docente a um exame especializado. O próprio Maurício fez os seus cálculos, que funcionam como uma boa base de trabalho (e foram entregues no Parlamento quando da audição da Comissão Representativa da ILC), mas é algo que merecia um aprofundamento maior, por quem tem mais conhecimento deste tipo de meandros.

E então começaram a fazer-se contactos a vários níveis, de empresas reconhecidas na área da auditoria a investigadores universitários na área da Educação, ficando claro que o estudo seria pago e não se estava a pedir uma “borla” fosse a quem fosse. De um modo que não posso dizer inesperado, houve contactos que ficaram sem qualquer resposta e outros que, por esta ou aquela razão, optaram por recusar de forma mais ou menos cortês realizar tal estudo. Claro que se continuará a insistir… até porque os sindicatos neste particular são tão rigorosos na forma de apresentar as contas como o ME (não chega apresentar um número final, sem especificar contas, critérios, metodologias), mas percebe-se que estamos neste momento bem pior do que nos tempos de Sócrates. Porque em 2009, por exemplo, percebia-se um aroma de fim de regime e o Governo de então era uma ilha cercada. Agora, em 2019, com a geringonça a blindar de um lado, um PSD inócuo e um CDS-não-me-comprometam a fazer de muro disfarçado do outro, a fortaleza é quase inatacável.

Mas ainda há gauleses irredutíveis…

 

Asterix-26

5ª Feira

O homem que decidiu que o aeroporto ia para o concelho onde foi vereador recebe a recompensa de ir para o Parlamento Europeu amealhar uns tostões amplos para os tempos futuros que ele ainda tem muita vida pela frente. Razão têm os que vão saindo de um dos pés da geringonça, que era suposto manter alguma moralização nisto tudo mas prefere fazer umas trocas e pedir, após mais de 3 anos, exonerações a 3 meses do fim do mandato.

rapatachos