O Primeiro Passo

O Conselho de Escolas “recomenda” algumas coisas sensatas, como a realização de exames no Secundário apenas nas disciplinas ligadas ao acesso Ensino Superior. O resto, em especial quanto ao Ensino Básico, oscila entre alguma sensatez e a abertura da porta para o fim das provas de avaliação externa com algum impacto na progressão dos alunos. Porque as provas de aferição, como existem, são apenas um pretexto para manter algumas equipas de trabalho no IAVÉ. Se tanta gente aparece por aí a dizer que está tudo “normal”, que as escolas estavam preparadas para isto, aquilo e aqueloutro, que lógica tem eliminar as provas finais de 9º ano? Será que é apenas um véu para acabar com os rankings que tanto incomodam certas sumidades?

Pena que não tenha ainda tudo tempo para recomendar nada acerca da situação da escassez de docentes. Afinal, os professores não passam de auxiliares dos directores na implementação dos normativos centrais, certo? Sem provas finais ou qualquer outra avaliação externa, ainda se torna mais fácil produzir sucesso até aos 103,2%.

Auto-Avaliação

A Equipa Técnica da Autonomia e Flexibilidade Curricular produziu um relatório em que avalia muito bem a sua própria actividade.

Merece claramente um Excelente, sem necessidade de aulas observadas.

Ao longo do processo de acompanhamento e monitorização das escolas, continua a verificar-se a concretização da Autonomia e Flexibilidade Curricular a nível nacional, conduzindo à ambicionada Escola autónoma que gera uma Educação de qualidade para os seus alunos, conhecedora da confiança depositada em si, com a assunção da responsabilidade inerente à sua missão. O reforço da autonomia da escola e dos seus profissionais relativamente ao desenvolvimento curricular colocam-na como detentora de instrumentos que possibilitam a gestão do currículo, de forma a integrar estratégias promotoras de melhores aprendizagens, em contextos específicos e perante as necessidades de diferentes alunos, assim como estabelecendo prioridades na sua apropriação e assumindo a diversidade nas opções que melhor se adequam aos desafios do seu projeto educativo.
Continuamos a percorrer um caminho para uma Escola inclusiva, que respeita a heterogeneidade dos alunos, elimina obstáculos no acesso às aprendizagens, contemplando a diversidade e garantindo a aquisição de múltiplas literacias necessárias ao cidadão do Século XXI, na sua formação integral ao mesmo tempo que valoriza os alunos, lhes dá voz e possibilita a construção do seu projeto de vida, ao traçar um percurso formativo próprio.

Ou Não!

Os professores e funcionários das escolas vão ser testados ao vírus SARS-CoV-2 no início do 2.º período, de acordo com informação divulgada pelo Ministério da Educação que antecipa que o processo esteja concluído até ao final da segunda semana de aulas.

Isto faz lembrar aquelas obras que são anunciadas… depois anuncia-se o concurso… depois lança-se o concurso… depois anunciam-se os resutados do concurso… depois lança.se a primeira pedra… depois…

Pelas minhas bandas ainda só soubemos do anúncio, portanto… lá para o Carnaval levaremos com a pedra.

Propaganda (De)Formativa

Só me apareceu hoje este post feicebuquiano do SE Costa, que um amigo meu partilhou para justamente discordar desta forma de instrumentalizar a formação contínua, afunilando-a ao serviço dos feudos dos amigos. Como os serviços centrais do ME, os CFAE levam palmadinhas nas costas se forem extensões acríticas da direcção política, com uma autonomia mínima.

Hoje, em Fátima, reunimos os diretores dos Centros de Formação, para apresentar os próximos passos na formação contínua:

Continuidade do projeto MAIA, sob coordenação científica do Prof. Domingos Fernandes.

– Continuidade do programa de capacitação digital dos docentes, integrado no plano de transição digital na educação.

Matemática do Ensino Básico, sob coordenação da Professora Leonor Santos, para capacitação científico-pedagógica para as aprendizagens essenciais da disciplina, que integram novas áreas como o Pensamento Computacional.

Educação Inclusiva, sob coordenação científica do Prof. David Rodrigues, para a capacitação das escolas a nível organizacional e para práticas concretas de inclusão.

– Aprendizagens Essenciais, para atualização científico-pedagógica dos docentes nas suas áreas específicas.

Os CFAE têm desenvolvido uma atividade intensa em muitas frentes, permitindo que as medidas curriculares sejam debatidas, monitorizadas e divulgadas.

Muito obrigado pelo trabalho de todos!

3ª Feira

Haveria que distinguir com clareza o que é formação de professores do que são, em maior ou menor escala, acções de propaganda governamental. Se é para irem ler o que foi legislado, sem qualquer valor acrescentado ou crítica, é pouco mais do que conferência de imprensa, sem sequer dar direito a perguntas em tempo real.

Um Livro Que Transpira (Mesmo Alegando Que É Democracia) É Um Dos Raríssimos Casos Em Que Sou Capaz De Dispensar O Manuseio E Exploração

Caro colega Paulo Jorge Alves Guinote

É com enorme satisfação que anunciamos a publicação de Metodologias, Métodos e Situações de Aprendizagem, uma obra que pretende ajudá-lo a organizar a sua ação pedagógica de forma mais diversificada e desafiante.

Este é um livro que transpira democracia na forma como entende as crianças e os jovens, protagonistas do processo de ensinar, de aprender e de avaliar. (…)

Afinal Há Pelo Menos Outra…

prosa encomiástica quanto à preclara decisão de definir as Aprendizagens Essenciais como o cânone. É de uma professora da Faculdade de Letras do Porto, que pelo que percebo deve dar “formação” a professores do Básico, a partir da sua posição privilegiada. Não sei porque só achou três razões. Ou porque não as limitou a uma.

Eu sei que não é argumento tido como relevante mas, com os autores das duas outras prosas, penso que terão aplicado as suas teorias num valor não muito distante do zero em aulas na última década no Ensino Básico e Secundário.

Amanhã, Choverão Platitudes E Vacuidades

No dia 14 de julho a Comissão de Educação, Ciência, Juventude e Desporto procede à Audição a requerimento do GP PS seguido pela Audição Regimental do Senhor Ministro da Educação Tiago Brandão Rodrigues às 16h00.

Motivo principal da acção de propaganda teleguiada:

Resolução do Conselho de Ministros n.º 90/2021

Aprova o Plano 21|23 Escola+, plano integrado para a recuperação das aprendizagens

Discurso Sobre O Vazio

O plano traz lá uma coisita sobre as disciplinas menores do currículo. Nem sequer disfarça que é apenas conversa fiada, sem nada de concreto, tirando a coordenação, claro, que apresentará um relatório lindo de morrer no final.

o Recuperar com Artes e Humanidades – Desenvolvimento de um repertório de iniciativas, sob coordenação do Plano Nacional das Artes, integrando recursos específicos para recuperação e integração curricular;