Propaganda (De)Formativa

Só me apareceu hoje este post feicebuquiano do SE Costa, que um amigo meu partilhou para justamente discordar desta forma de instrumentalizar a formação contínua, afunilando-a ao serviço dos feudos dos amigos. Como os serviços centrais do ME, os CFAE levam palmadinhas nas costas se forem extensões acríticas da direcção política, com uma autonomia mínima.

Hoje, em Fátima, reunimos os diretores dos Centros de Formação, para apresentar os próximos passos na formação contínua:

Continuidade do projeto MAIA, sob coordenação científica do Prof. Domingos Fernandes.

– Continuidade do programa de capacitação digital dos docentes, integrado no plano de transição digital na educação.

Matemática do Ensino Básico, sob coordenação da Professora Leonor Santos, para capacitação científico-pedagógica para as aprendizagens essenciais da disciplina, que integram novas áreas como o Pensamento Computacional.

Educação Inclusiva, sob coordenação científica do Prof. David Rodrigues, para a capacitação das escolas a nível organizacional e para práticas concretas de inclusão.

– Aprendizagens Essenciais, para atualização científico-pedagógica dos docentes nas suas áreas específicas.

Os CFAE têm desenvolvido uma atividade intensa em muitas frentes, permitindo que as medidas curriculares sejam debatidas, monitorizadas e divulgadas.

Muito obrigado pelo trabalho de todos!

3ª Feira

Haveria que distinguir com clareza o que é formação de professores do que são, em maior ou menor escala, acções de propaganda governamental. Se é para irem ler o que foi legislado, sem qualquer valor acrescentado ou crítica, é pouco mais do que conferência de imprensa, sem sequer dar direito a perguntas em tempo real.

Um Livro Que Transpira (Mesmo Alegando Que É Democracia) É Um Dos Raríssimos Casos Em Que Sou Capaz De Dispensar O Manuseio E Exploração

Caro colega Paulo Jorge Alves Guinote

É com enorme satisfação que anunciamos a publicação de Metodologias, Métodos e Situações de Aprendizagem, uma obra que pretende ajudá-lo a organizar a sua ação pedagógica de forma mais diversificada e desafiante.

Este é um livro que transpira democracia na forma como entende as crianças e os jovens, protagonistas do processo de ensinar, de aprender e de avaliar. (…)

Afinal Há Pelo Menos Outra…

prosa encomiástica quanto à preclara decisão de definir as Aprendizagens Essenciais como o cânone. É de uma professora da Faculdade de Letras do Porto, que pelo que percebo deve dar “formação” a professores do Básico, a partir da sua posição privilegiada. Não sei porque só achou três razões. Ou porque não as limitou a uma.

Eu sei que não é argumento tido como relevante mas, com os autores das duas outras prosas, penso que terão aplicado as suas teorias num valor não muito distante do zero em aulas na última década no Ensino Básico e Secundário.

Amanhã, Choverão Platitudes E Vacuidades

No dia 14 de julho a Comissão de Educação, Ciência, Juventude e Desporto procede à Audição a requerimento do GP PS seguido pela Audição Regimental do Senhor Ministro da Educação Tiago Brandão Rodrigues às 16h00.

Motivo principal da acção de propaganda teleguiada:

Resolução do Conselho de Ministros n.º 90/2021

Aprova o Plano 21|23 Escola+, plano integrado para a recuperação das aprendizagens

Discurso Sobre O Vazio

O plano traz lá uma coisita sobre as disciplinas menores do currículo. Nem sequer disfarça que é apenas conversa fiada, sem nada de concreto, tirando a coordenação, claro, que apresentará um relatório lindo de morrer no final.

o Recuperar com Artes e Humanidades – Desenvolvimento de um repertório de iniciativas, sob coordenação do Plano Nacional das Artes, integrando recursos específicos para recuperação e integração curricular;

Mais Uma Voltinha Virtual Pelo País

Do SE Costa com @s director@s. A partir de hoje. Cheia de afectos, seduções e palmadinhas nas costas. Resta saber se haverá documento a deixar os esclarecimentos em suporte que permita verificação ou se será apenas “aconselhamento”. Quando a generalidade dos Pedagógicos já reuniu para definir horários e etc, parece-me um pouco tarde. Mas para o que se tem passado com a preparação desta nova fase de E@D (manterá a designação?), até que nem está muito mal. Ainda é antes de dia 8, já passa quase por muito bom, se compararmos com os meses de atraso em outras coisas.

Onde? Como? A Sério?

Apesar de ser esperada uma segunda vaga da pandemia para depois do Verão e da necessidade de preparar as escolas para suspensões de aulas presenciais, só a meio do 1.º período começaram a chegar às escolas os primeiros kits da Escola Digital para os alunos que precisem de ter aulas a partir de casa.

O relatório revela que foi durante este estado de emergência que se deu o “início da distribuição dos kits de computadores (computador portátil, auscultador com microfone e mochila) e conectividade (hotspot e cartão SIM) às escolas”. O documento especifica que “começaram a chegar às escolas, na segunda semana de Novembro, os primeiros kits do programa “Escola Digital”, adiantando que, “num primeiro momento, será dada particular atenção aos alunos abrangidos por apoios no âmbito da Acção Social Escolar, iniciando-se com os alunos do escalão A que frequentam o ensino secundário, priorizando aqueles que não têm acesso a equipamentos electrónicos em casa”.