E As Vagas, Senhores?

Não chega todo o processo da add, ainda tem o ME de reter o despacho sobre o número de vagas para acesso ao 5º e 7º escalão? Não chega termos pelas escolas muitas sadd a atropelar todos os procedimentos administrativos mais básicos, com o beneplácito dos serviços centrais da tutela? Ou a definirem como data de progressão, o dia em que se lembram de reunir para o efeito, mesmo que as pessoas tenham cumprido todos os requisitos muitos meses antes, excepto a reunião d@s sáddic@s? Já não chega o modelo ser a bosta que é, será mesmo preciso deixá-la a fermentar ao sol deste Verão? Só hoje é que se anuncia que está para publicação a dita coisa?

Porque seria mesmo interessante que se fizesse um balanço da aplicação das regras de progressão, não apenas nos escalões com quotas, mas em especial nos casos de reclamações e recursos, porque há de tudo… desde quem tem a decência de fazer a leitura da lei mais adequada aos interesses dos docentes até aos que “esticam” todos os procedimentos e depois consideram que só a data da última reunião do conclave é que conta.

Uma vergonha a céu aberto, à vista de todos, excepto do ministro sonso, suas cortesãs e cortesãos, quantos deles mantidos no poder décadas a fio, indo sempre a favor do vento, ou elevados mais recentemente a capatazes como resultado de um invertebrado “ajustamento” ao que antes denegriam com muito ímpeto. Basta ver as emproadas lideranças de alguns têipes ou “escolas-piloto”, que se exibem nas redes sociais com as suas clientelas particulares, enquanto lixam com ph tudo e tod@s os que ousem contestar as alegdaas “boas práticas” ou as “inovações” que não passam de fancaria, pois o mais que sabem é fazer copy-paste das sebentas à venda.

A Proposta De Despacho Sobre As Habilitações Para A Docência

Lia alguém afirmar que só se pronunciava sobre a proposta do ME quando conhecesse a sua letra. Mas ela existe, vou deixá-la em anexo e é vergonhosa a vários níveis, alguns dos quais não falados, tamanhas as micro-preocupações. Parece que ninguém reparou no facto de no 2º ciclo, os grupos mais ligados às chamadas “disciplinas teóricas” (grupos 200 e 230), serem completamente terraplanados, sendo necessário apenas uma licenciatura generalista em Educação Básica, que serve desde o pré-escolar até ao 6º ano para quase tudo enquanto se alinham até uns requisitos mais ou menos detalhados para leccionar, por exemplo, os grupos 240, 250 e 260 (há clientelas politécnicas e não só a alimentar). Ou seja, na prática, o 2º ciclo quase desaparece como nível autónomo, porque qualquer coisa serve para leccionar as áreas disciplinares (História e Geografia, Português, Matemática e Ciências) que o ministro Costa e os pedabobos do patchouly consideram “tradicionais”, “anacrónicas” ou “enciclopédicas”.

Como algumas associações de professores destas disciplinas são dirigidas principalmente por gente muito “secundária” e pouco ligada aos “básicos”, não se espera grande resistência ou oposição. Em especial, entre quem precisa de mobilidades para ter tempo para fazer manuais e vender formações.

A coisa é assinada pelo actual secretário de estado, que já vai mostrando o mau serviço para que foi recrutado, embora a “produção” do documento tenha outra origem. Mas em devido tempo lá chegaremos.

(por outro lado, parece que posso voltar a leccionar o grupo 400 sem problemas, pois com uma licenciatura de 4 anos e um mestrado pré-bolonhês em História, devo ter umas centenas de créditos para colocar em cima da mesa… pensando bem, mais do que a maioria dos colegas de proximidade e muito mais do que quem tem sido chamado a tapar buracos)

Dúvida Para Especialistas Em Rede Escolar

Há alguma aldeia algarvia com uma Escola Secundária? Nesse caso, apago este post blasfemo, pois não quero corrigir injustamente o nobilíssimo cronista do império comunicacional balsemânico. Só que me quer parecer que a última prosa avinagrada (só essa?) tem aquele aroma indesmentível da pós-verdade.

(o prosador deveria saber que – na eventualidade de não ter sonhado com a ocorrência – há substâncias que dão às pessoas uma aparência de boa disposição… embora nem sempre consigam elevar os cantos da boca de algumas criaturas desesperadamente biliosas)

Dá Para Perceber Que “Promessa” Ia A “Reitora” Pagar Com Aqueles Elogios À Acção Magnifica Do Governo?

Dotação centralizada do Ministério das Finanças garante contrapartida nacional a iniciativas que têm apoio comunitário. MCTES tentou, noutras ocasiões, ter verbas dessa rubrica para projectos do sector, mas levou sempre “nega” de João Leão. Quem o diz é o ex-ministro, Manuel Heitor.

Rodriguices – Maurício Brito

Complementando de forma muito atenta o que escrevi mais abaixo, o Maurício foi em busca da faceta “empreendedora” do Arbusto de Alá e deu com a sua relação muito estreita com a teta do Estado. Claro que @s colegas de programa, tão distint@s, nunca o confrontariam com a hipocrisia. Como já escrevi, em gente desta não se bate com processos, que é o território onde eles ganham créditos junto dos amigos, bate-se é com a verdade de serem uns chupistas que levam do Estado muito mais do que qualquer professor.

O Arbusto De Alá

Rodrigo Moita de Deus pelo próprio. Em tempos ainda lhe achava graça, como tardio marialva beto. Em 2017, quando considerou que os professores eram miseráveis, achei mais interessante ir ver como este empresário pretensamente liberal vive encostadinho ao Estado (sem amigos na Câmara de Cascais, o que seria dele? a avença da RTP3 não deve ser assim tão grande…) para facturar. Os tempos finais do passismo foram-lhe de feição, até que em 2016 mudou de ares.

É por aqui que lhe devem fazer chegar o fogo… um gajo cuja caixa tilinta praticamente só à conta do Estado. Mesmo enquanto ele estava lá pela Next Power onde é que chuchava a sério? No Estado, o grande liberal. Mas agora é Acting CEO at APCC – Associação Portuguesa de Centros Comerciais. Uau!

Quanto ao resto… não adianta chamar-lhe mentiroso (eu sei, já lhe chamei isso há muitos anos, quando sozinho conseguia ter mais leitores do que o “colectivo” de betos armados ao pingarelho) que é dos que não se envergonha e ainda goza com quem fica irritado com as verdades alternativas. Aliás, o que fazer de alguém que diz (claro, não foi ele que escreveu) o seguinte:

Rodrigo publicou o seu primeiro livro aos 23 anos, “Será que as mulheres ainda acreditam em príncipes encantados?[18] um grande sucesso que integrou o Plano Nacional de Leitura português. Aos 25 anos publicou “O Vigarista: o homem do ano”,[19] um romance que antecipava, em 2003, complexas ligações entre negócios e política no início dos anos 2000.

Agora Já Quase Ninguém O Conhece

Levaram anos nas televisões e jornais a elogiar-lhe a obra, pois nada como ter deputados, (ex) governantes, autarcas e mesmo juízes ou futuros czares das comemorações de Abril como comentadores desportivos. Outros a pedir-lhe bilhetes e lugares vip. Pelos vistos, confirma-se que a nossa elite política é dos grupo mais mal informados da população.