Coincidências

Governo volta a contratar Guilherme Dray para negociar com sindicatos da TAP

(…) Guilherme Dray foi Chefe de Gabinete de José Sócrates e, antes disso, Chefe de Gabinete do ex-ministro das Obras Públicas, Mário Lino. No ano passado foi nomeado pelo Ministério do Trabalho, a par com Teresa Coelho Moreira, para coordenar a preparação do Livro Verde sobre o Futuro do Trabalho.

Paulo Silva, ao que o Observador apurou, terá mesmo escrito que José Sócrates e Guilherme Dray, ex-chefe de gabinete de Sócrates em São Bento que tem contactos privilegiados com a entourage de Lula da Silva, terão promovido uma alegada tentativa de influência internacional em proveito das sociedades de Paulo Lalanda Castro – então patrão de Sócrates enquanto líder da Octapharma Portugal. 

Claro que o Manuel Carvalho não tem qualquer obrigação de pedir declarações de interesses a quem escreve “opinião” no Público. Muito menos quando falta à verdade sem problemas “éticos”. Mas é fruta da época e há que nos habituarmos a isto.

A greve dos professores e o exercício abusivo do direito à greve

Os professores faltam aos primeiros tempos. As escolas dão indicações aos alunos para regressarem a casa. Quando já não há alunos, os professores aparecem e reclamam o pagamento do resto do dia.

Ao menos, quando para la mandava textos, sempre deixei claro o que era e sou. Mas agora, nos tempos da pós-verdade, tudo parece valer o mesmo.

Entretanto, No Reino Do Polvo

Galamba é ministro das Infra-estruturas e Marina Gonçalves é ministra da Habitação

Este Galamba?

Pedro Siza Vieira e João Galamba investigados pelo Ministério Público

Ex-adjunto de João Galamba vai ganhar mais de 10 mil euros mensais no regulador da energia

Operação Marquês. João Galamba avisou José Sócrates da investigação

Ajustes directos para Galamba

Deputado que liderou o blogue Simplex, de apoio a José Sócrates, recebeu do Governo verbas pagas através de contratos de serviços por ajuste directo.

Este? A sério?

O deputado e porta-voz socialista João Galamba acusou o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, de ser tão responsável quanto Mário Centeno na polémica sobre a Caixa Geral de Depósitos e a necessidade de os administradores apresentarem ou não declaração de património.

“O Presidente da República está profundamente implicado nisto. O que ele tentou fazer, na segunda-feira, político hábil como é, foi tentar demarcar-se e desresponsabiliza-se de algo que é responsabilidade sua”, afirmou João Galamba no programa do Canal Q e da TSF “Sem Moderação”.

“Tudo aquilo de que é acusado Mário Centeno pode Marcelo Rebelo de Sousa, o Presidente da República, ‘ipsis verbis’, ser acusado da mesma coisa”, acrescentou o deputado socialista.

Este mesmo?

Os Cartilheiros

Agradeço ao R. Santos o envio das belas imagens. Acho especialmente patusca a sugestão do CIP (esse grande vulto da “luta” até arranjar poiso) para “densificarmos” os nossos conhecimentos. Quanto ao deputado epistemólogo, é mais meia bola em força e sem jeito. Cartilha pura e dura. Meteram a pata alarvemente no buraco e agora querem desenterrar-se.

E As Vagas, Senhores?

Não chega todo o processo da add, ainda tem o ME de reter o despacho sobre o número de vagas para acesso ao 5º e 7º escalão? Não chega termos pelas escolas muitas sadd a atropelar todos os procedimentos administrativos mais básicos, com o beneplácito dos serviços centrais da tutela? Ou a definirem como data de progressão, o dia em que se lembram de reunir para o efeito, mesmo que as pessoas tenham cumprido todos os requisitos muitos meses antes, excepto a reunião d@s sáddic@s? Já não chega o modelo ser a bosta que é, será mesmo preciso deixá-la a fermentar ao sol deste Verão? Só hoje é que se anuncia que está para publicação a dita coisa?

Porque seria mesmo interessante que se fizesse um balanço da aplicação das regras de progressão, não apenas nos escalões com quotas, mas em especial nos casos de reclamações e recursos, porque há de tudo… desde quem tem a decência de fazer a leitura da lei mais adequada aos interesses dos docentes até aos que “esticam” todos os procedimentos e depois consideram que só a data da última reunião do conclave é que conta.

Uma vergonha a céu aberto, à vista de todos, excepto do ministro sonso, suas cortesãs e cortesãos, quantos deles mantidos no poder décadas a fio, indo sempre a favor do vento, ou elevados mais recentemente a capatazes como resultado de um invertebrado “ajustamento” ao que antes denegriam com muito ímpeto. Basta ver as emproadas lideranças de alguns têipes ou “escolas-piloto”, que se exibem nas redes sociais com as suas clientelas particulares, enquanto lixam com ph tudo e tod@s os que ousem contestar as alegdaas “boas práticas” ou as “inovações” que não passam de fancaria, pois o mais que sabem é fazer copy-paste das sebentas à venda.

A Proposta De Despacho Sobre As Habilitações Para A Docência

Lia alguém afirmar que só se pronunciava sobre a proposta do ME quando conhecesse a sua letra. Mas ela existe, vou deixá-la em anexo e é vergonhosa a vários níveis, alguns dos quais não falados, tamanhas as micro-preocupações. Parece que ninguém reparou no facto de no 2º ciclo, os grupos mais ligados às chamadas “disciplinas teóricas” (grupos 200 e 230), serem completamente terraplanados, sendo necessário apenas uma licenciatura generalista em Educação Básica, que serve desde o pré-escolar até ao 6º ano para quase tudo enquanto se alinham até uns requisitos mais ou menos detalhados para leccionar, por exemplo, os grupos 240, 250 e 260 (há clientelas politécnicas e não só a alimentar). Ou seja, na prática, o 2º ciclo quase desaparece como nível autónomo, porque qualquer coisa serve para leccionar as áreas disciplinares (História e Geografia, Português, Matemática e Ciências) que o ministro Costa e os pedabobos do patchouly consideram “tradicionais”, “anacrónicas” ou “enciclopédicas”.

Como algumas associações de professores destas disciplinas são dirigidas principalmente por gente muito “secundária” e pouco ligada aos “básicos”, não se espera grande resistência ou oposição. Em especial, entre quem precisa de mobilidades para ter tempo para fazer manuais e vender formações.

A coisa é assinada pelo actual secretário de estado, que já vai mostrando o mau serviço para que foi recrutado, embora a “produção” do documento tenha outra origem. Mas em devido tempo lá chegaremos.

(por outro lado, parece que posso voltar a leccionar o grupo 400 sem problemas, pois com uma licenciatura de 4 anos e um mestrado pré-bolonhês em História, devo ter umas centenas de créditos para colocar em cima da mesa… pensando bem, mais do que a maioria dos colegas de proximidade e muito mais do que quem tem sido chamado a tapar buracos)

Dúvida Para Especialistas Em Rede Escolar

Há alguma aldeia algarvia com uma Escola Secundária? Nesse caso, apago este post blasfemo, pois não quero corrigir injustamente o nobilíssimo cronista do império comunicacional balsemânico. Só que me quer parecer que a última prosa avinagrada (só essa?) tem aquele aroma indesmentível da pós-verdade.

(o prosador deveria saber que – na eventualidade de não ter sonhado com a ocorrência – há substâncias que dão às pessoas uma aparência de boa disposição… embora nem sempre consigam elevar os cantos da boca de algumas criaturas desesperadamente biliosas)

Dá Para Perceber Que “Promessa” Ia A “Reitora” Pagar Com Aqueles Elogios À Acção Magnifica Do Governo?

Dotação centralizada do Ministério das Finanças garante contrapartida nacional a iniciativas que têm apoio comunitário. MCTES tentou, noutras ocasiões, ter verbas dessa rubrica para projectos do sector, mas levou sempre “nega” de João Leão. Quem o diz é o ex-ministro, Manuel Heitor.

Rodriguices – Maurício Brito

Complementando de forma muito atenta o que escrevi mais abaixo, o Maurício foi em busca da faceta “empreendedora” do Arbusto de Alá e deu com a sua relação muito estreita com a teta do Estado. Claro que @s colegas de programa, tão distint@s, nunca o confrontariam com a hipocrisia. Como já escrevi, em gente desta não se bate com processos, que é o território onde eles ganham créditos junto dos amigos, bate-se é com a verdade de serem uns chupistas que levam do Estado muito mais do que qualquer professor.