Aos(Às) Camaradas, Colegas (?), Senhor@s Director@s (E Cargos Afins, Mesmo Que Menores Na Cadeia Alimentar)…

… que acham que trabalham mais do que os professores “lectivos” e que são uns escravos da função, deixo-vos dois pensamentos, sublinhando que até há quem possa ter a sua razão:

  • Ninguém vos obrigou a irem para esse(s) cargo(s). Pelo que sei da lei, é preciso candidatarem-se e, consta-me, são poucos os que não se recandidatam ou não pedem recondução. E nos que são por nomeação, é porque aceitaram.
  • Se acham mesmo que é injusto o que se passa convosco e que vida boa e descansada é dos “lectivos”, nada vos impede de pedirem a demissão e voltarem a dar aulas. Descansem que o mundo não acabará e não será o caos no dia seguinte. Há uma série de gente mesmo importante que faleceu e a Humanidade continuou.

A todos os outros que desempenham a sua função com dedicação e sentido ético, desculpem-me pelo desabafo, pois não se vos aplica. Aplica-se apenas a quem não dá quaisquer aulas e parece achar que essa é, numa escola, função de esforço e responsabilidade menor. E a quem diz que os professores “lectivos” não podem apenas estar preocupados com a remuneração, mas depois não “deslargam” da sua e ainda querem mais.

Sim, entre 2021 e 2025 irão existir muitos lugares a vagar e ocupar e é possível que @s “nov@s” candidat@s (quiçá já em alguma posição estratégica para serem promovid@s) estejam ainda atrapalhad@s a meio da carreira e queiram ver se conseguem melhorar a sua condição. Mas isto é apenas um suponhamos…

Muit’agradecido pela atenção e disponibilidade.

Bigorna

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O que poderei dizer em relação a isto, que acho de um oportunismo descarado?

A componente curricular de Cidadania e Desenvolvimento, introduzida nas matrizes curriculares dos ensinos Básico e Secundário pelo Decreto-Lei n.º 55/2018, chegou às nossas escolas e lançou novos desafios a toda a comunidade escolar.

Face a esta nova realidade, os autores Rui Trindade e Ariana Cosme prepararam um livro com o objetivo de apoiar os professores no processo de reflexão, tomada de decisão e desenvolvimento de iniciativas relacionadas com a componente curricular de Cidadania e Desenvolvimento.

A obra contém uma primeira parte mais teórica, seguindo-se uma parte que apresenta propostas práticas e estratégias de ação, dando a conhecer alguns projetos e sugerindo outros que permitem partilhar ideias, decisões estratégicas, instrumentos de organização do trabalho, recursos e reflexões no sentido de inspirar e apoiar o trabalho concreto de professores e alunos nas escolas.

A editora faz pela vida, aposta na malta que corre atrás do que deveria ser material oficial e não comercial, produzido por quem esteve ligado à legislação aprovada e do decoro conhecerá a palavra mas vagamente aquilo que significa.

Claro que não é “ilegal”, é apenas “imoral”, mas é toda uma escola deste género que se agrupa em torno de quem acha tudo isto normalíssimo.

Do 1º ao 12º ano, claro.

Alcatrao2

5ª Feira

Um dos temas que mais me diverte nas conversas em off em redes sociais e afins é o da sucessão, em futuro mandato, nas secretarias de Estado da Educação, porque aquilo do Desporto e Juventude é muito mais em circuito fechado de um ou dois lobbys muito particulares. Dando por mais do que adquirido que os actuais titulares prestaram serviços mais do que inestimáveis à causa da Educação Pública e merecem promoção (interna ou externa), alguns de nós, observadores atentos das vaidades humanas, vamos fazendo uma cartografia d@s candidat@s a secretári@s. O ponto forte é o eixo-Gaia-Porto onde se conseguem encher dois ou três governos com facilidade. E se alargarmos a área para sul até Aveiro e a norte pelo Minho adentro, conseguem-se cinco ministérios completos e ainda fica gente à porta. Depois, pelo país, existe uma plêiade (gosto da palavra) de gente que se acha bem posicionad@ para tal cargo, a começar por director@s flexíveis e inovadores que mereceram mais de uma visita de gente importante e que, como ficaram com um mail ou número de telefone para resolverem directamente os seus problemazinhos sem passarem pelas senhoras burocratas da dgae, pensam que o cosmos é já ali e não mais além. Fora outros casos que não vale a pena sequer aflorar, porque depois aparece sempre o do costume a clamar por calúnias e coisas assim. Não se prometeu nada, mas insinuou-se muita coisa. Agora anda meio mundo a salivar por aí e nós é que temos de arregaçar as calças para não nos afogarmos.

Cadeiras

Birras de Gente Por Crescer

A lavagem de roupa suja é deprimente, de parte a parte. Eu gostava de ter gente adulta a tratar destes problemas.

Mário Nogueira criticou Marcelo Rebelo de Sousa por a última coisa que lhe ouviu dizer em Portalegre, na véspera do 10 de Junho, “foi que 9.4.2. para número de telefone ainda faltavam alguns dígitos”, numa referência aos nove anos, quatro meses e dois dias (9.4.2) de tempo de serviço congelado que os sindicatos reclamam de contagem para a sua carreira.

“Este Presidente não é Presidente de todos os portugueses. É uma vergonha o que ele disse sobre os professores e que isso fique registado”, salientou o sindicalista no final do congresso da Fenprof.

“É uma coisa que eu nem sequer percebi. Há coisas que são incompreensíveis na vida”, afirmou o Chefe do Estado em resposta às declarações de Mário Nogueira.

Neste domingo, Marcelo deu a sua versão aos factos em declarações aos jornalistas, antes de visitar, no Hospital das Forças Armadas, em Lisboa, o soldado português ferido, na quinta-feira, num acidente de viação na República Centro-Africana.

O que Mário Nogueira disse que se passou a 9 de junho é “uma história muito mal contada, como diz o povo, mal-amanhada”.

Marcelo Rebelo de Sousa disse ter falado com dirigentes sindicais antes de uma inauguração, em Portalegre, um “encontro cordial”, que “acabou com uma selfie tirada por uma sindicalista” e em que lhe foi perguntado “se não esquece quais sãos os anos, os meses e os dias” de contagem da carreira dos professores.

Ao que respondeu que sim, relatou, e que disse compreender que “a luta continua” por parte dos professores, na próxima legislatura, por esta reivindicação.

Uma hora depois, finda a inauguração, acenaram-lhe de longe e os mesmos dirigentes perguntaram se não esquecia os números, ao que respondeu que não: “Mais complicado é esquecer números de telefone, e eu lembro-me”, disse na altura.

Eu sei que pelo menos um dos intervenientes tem pouco apego pela verdade quando está em causa táctica política. Do outro, em matéria de rigor, lembro-me de uma célebre vichyssoise.

Balde de água fria