E O Prémio “A Primeira Criatura A Chegar-se À Frente Para Uma Comenda – Versão Pandemia” Vai Para…

Margarida Marrucho Mota Amador, coach e ex-directora do Colégio do Sagrado Coração de Maria e do Externato O Beiral com a seguinte argumentação de cariz profundamente humanista e claramente centrada no interesse maior do país e das crianças. Deve ter batido o JMTavares ou o Baldaia por umas horas.

Além de possibilitar a actividade económica de todos os seus fornecedores, e são muitos, desde o sector alimentar, aos produtos de limpeza e higiene, permite que as famílias que se encontram em teletrabalho, desenvolvam a sua actividade profissional a horas de expediente e com a devida concentração.

Quem Diz Que Não Há “Cientistas” Idiotas?

A notícia original está aqui, mas eu não sou assinante. Fica o resumo. Reparem que é o Tiaguito a opor-se ao fecho. Taqlvez porque saiba tudo o que não fez durante estes meses. Em vez de andar em inaugurações pelo seu santo torrão, talvez pudesse ter-se preocupado um bocadinho mais – só um bocadinho – em fazer chegar computadores às escolas, a alunos e professores.

Repito… não me importo de ir à escola para assegurar o ensino remoto (enquanto o empregador insistir em não me fornecer os meios para o tele-trabalho), agora ter cerca de dois milhões de alunos e encarregados de educação por aí só pode ser um confinamento a brincar. Parece que os cientistas que não optaram pela carreira de yesboys concordam.

Os ministros da Educação e da Saúde estão a medir forças no conselho de ministros quanto à possibilidade de encerramento das escolas no próximo período do estado de emergência, em que irá vigorar um novo confinamento geral do país.

Escreve o CM esta segunda-feira, 11 de janeiro, que, além do primeiro-ministro, que já defendeu a hipótese de manter abertas as escolas, ao lado de Tiago Brandão Rodrigues estão ainda os ministros da Economia, Pedro Siza Vieira, e da Presidência, Mariana Vieira da Silva.

Por outro lado, a ministra da Saúde, Marta Temido, é uma das vozes do Executivo socialista que defende o encerramento dos estabelecimentos de ensino devido ao aumento dos casos de covid-19. A decisão será tomada esta quarta-feira, um dia depois de serem ouvidos os especialistas na habitual reunião na sede do Infarmed, em Lisboa.

E Se Fosses “Empacotar” Alguma Coisa?

Não é fácil ser mais balofo na argumentação do que o deputado Silva, Porfírio de sua graça, numa intervenção mediática, mas um tipo engomado de investigador em “economia da saúde”, de sua gracinha Mário Amorim Lopes estava a conseguir há pouco na SICN, ao dizer que uma paragem das aulas presenciais irá “impactar” por diversos anos na vida escolar dos alunos porque estamos numa era em que existe uma “economia do conhecimento”. Um tipo ouve isto e tem um imediato AVC – Acesso Veloz de Comichão.

(e o tipo está mesmo naquela faixa etária e social dos raposos e tavares… parece que engoliram todos o mesmo ficheiro…)

Um Concurso À Portuguesa

Isto desperta-me memórias de idos dos anos 90, ainda a década ia na sua primeira metade. Há muitos, mas mesmo muitos anos, entrei num “concurso” para um lugar numa instituição pública (fiquemo-nos assim) em que se passou exactamente isto. Fiquei em 2º lugar, depois dos “critérios” serem “ajustados” (e ainda há pouco tempo me lembrei da pseudo-entrevista feita aos vários candidatos) e comunicados só depois de apresentadas as candidaturas. O concurso acabou anulado, porque outras pessoas não alinharam na palhaçada. No meu caso, se não me querem num dado lugar, não insisto e vou dar uma volta. Até porque sei que acabam quase sempre por arranjar um subterfúgio para meter a pessoa “certa” no lugar destinado.

Júri nacional de procurador europeu decidiu valor dos critérios depois de saber quem eram os candidatos

(será que o “escolhido” terá a falta de vergonha de aceitar a nomeação feita desta forma? é bem verdade que os tempos andam para todo o tipo de gente assim… ou melhor… nada mudou excepto o facto do PCP ter deixado de pedir a demissão seja de quem for…)

Domingo

Há assuntos que o são apenas porque é paupérrimo o cenário noticioso por estas bandas. É por isso que me espanta que Pacheco Pereira – que tanto gosta de criticar epifenómenos mediáticos fabricados – se (pre)ocupe tanto com o livro em que Cristina Ferreira se queixa das ofensas que lhe são dirigidas nas redes sociais, apresentando-o como acto de coragem por replicar nas suas páginas essas mesmas ofensas. O livro não é extenso e isso até ajuda a preenchê-lo. Quanto à “covardia” que PP identifica nos ofensores anónimos nas redes sociais, nada a a dizer, apenas acrescentando que é equivalente à de outros que, de modo anónimo, a partir de gabinetes oficiais fizeram e fazem espalhar frequentemente para as redacções da comunicação social “séria” insinuações mais ou menos difamatórias, quartos de verdades truncadas e outras habilidades assim para desacreditar quem lhes desagrada. Por vezes, a partir do recurso a informações a que só de forma muito peculiar teriam acesso. Nada disso parou com a saída do engenheiro, o desfalecer dos “corporativos” ou outros avençados ou apenas “amigos”. Já por aqui escrevi que quanto a identidades falsas há as que existem a partir de meios oficiais a lançarem isco. Não falo do assunto por ouvir dizer. Quanto á Cristina Ferreira, infelizmente, é o mundo que temos e não é apenas em quem surge todas as semanas na capa de 2 ou 3 revistas e nem sempre contra a sua estratégia de comunicação e promoção.

Já o assunto da presença de Ljubomir Stanisic naquela greve da fome dos representantes da restauração diante do Parlamento em que o autarca Medina serviu de intermediário com o Governo, apenas acho curioso o facto de ter ouvido a gente que se diz da esquerda tolerante e multicultural coisas como “isto aqui não é a Bósnia”. O que me parece uma variante do “e se voltasses para a Guiné”. Independentemente de o homem ter sido mais ou menos bruto com o Chicão que agora já é um símbolo da democracia depois de lhe terem chamado de forma mais ou menos explícita fascista.