Minhas Senhoras…

… por favor, eu sei que estou a ir contra as questões da igualdade de género e a reforçar estereótipos, mas não mandem maridos, namorados, pais, filhos, etc, sem experiência em aquisição de mercearias aos supermercados. Em tempos em que há filas para entrar e o espaço e o tempo contam, a existência de um grupo de baratas tontas a circular entre as prateleiras, secções de frescos e frios, etc, sem saber muito bem o que querem, em que quantidade, como se paga uma conta e a perguntar tudo e nada aos funcionários, é uma calamidade dentro de outra calamidade.O mesmo é válido para senhoras of a certain age ou divas de idade incerta que se vêem na necessidade de descer ao quotidiano das pessoas comuns. A sério, a civilização, tal como a conhecemos, está em risco.

Mais depressa atingimos o ponto de inflexão da contaminação do que el@s aprendem o mínimo dos mínimos.

Muit’agradecido.

Idiot

Mas, Mas, Mas… Continuam Parvos?

Apesar da interrupção da aulas, cada agrupamento de escolhas [sic] tem de garantir o acolhimento dos filhos de trabalhadores de serviços essenciais, como os profissionais de saúde ou das forças de segurança. A medida está prevista no decreto-lei que estabelece as medidas excecionais e temporárias relativas à situação epidemiológica do novo Coronavírus – COVID 19, publicado esta sexta-feira à noite em Diário da República.

De acordo com o decreto, em cada agrupamento de escolas tem de ser identificado um estabelecimento de ensino que promova o acolhimento de filhos e outros dependentes dos “trabalhadores de serviços essenciais”. Quanto a quem são esses trabalhadores, a definição é alargada: “profissionais de saúde, das forças e serviços de segurança e de socorro, incluindo os bombeiros voluntários, e das forças armadas, os trabalhadores dos serviços públicos essenciais, de gestão e manutenção de infraestruturas essenciais, bem como outros serviços essenciais, cuja mobilização para o serviço ou prontidão obste a que prestem assistência aos mesmos, na sequência da suspensão” das atividades letivas.

Mas, sendo de anos e turmas diferentes, o que se faz? Ficam a jogar à bisca não lambida numa sala?

ed-bang-head-o

6ª Feira

Uma visita matinal a um supermercado com intuitos antropológicos foi altamente divertida. Como não ia buscar papel higiénico, mas apenas umas coisitas para o almoço familiar, hoje alargado pelas circunstâncias, deu para ficar a observar os vários tipos em presença, desde o marido que foi mandado comprar farinha, ovos e mais uns essenciais e que se percebe facilmente que nunca tinha feito tal coisa, à idosa que verberava a televisão por ser a culpada de tudo e incitar as pessoas a irem a correr aos supermercados (como ela estava a fazer, atafulhada de coisas até uma semana antes do apocalipse). Sem esquecer o activista que aproveitou para considerar que o “trump é um porco” por causa do bloqueio às viagens de europeus. Tudo misturado com caixas a não funcionar, por causa do afluxo de gente no dia anterior. Isto promete.

HermanAttenb

Pequena Antologia Acerca Da Senhora Que Tem Um Amigo Com Uma Horta

15 de Janeiro:

11 de Março:

Em resposta a uma pergunta sobre recomendações específicas para as creches, Graça Freitas indicou as medidas de higiene básicas para todas as educadoras de infância e depois acrescentou: “Temos de ter muita sensibilidade nestas coisas. Vou-vos dizer: tenho duas netas num estabelecimento de ensino enorme. São pequeninas, têm 3 anos. Houve um caso de uma jovem, creio que de 17 anos, doente nesse estabelecimento de ensino, que tomou a decisão de encerrar. Ora, pois, as minhas netas, que nunca viram ninguém de 17 anos lá desse estabelecimento de ensino, estão em quarentena em casa, com uma mãe médica, que está em casa para ficar com as duas gémeas.”

Prosseguiu depois criticando a escola das netas por ter encerrado na totalidade, em vez de fechar apenas a parte frequentada pelos colegas da aluna doente. E por ter tomado essa decisão sem se articular com a própria Direção-Geral de Saúde, liderada por Graça Freitas.