Outras Degenerescências

Alguém me enviou a ligação para as intervenções do ministro Costa na Comissão de Educação, divulgadas oficialmente pelo Partido Socialista. Aquilo é de ir às lágrimas, em particular a resposta ao seu camarada silva, porfirio de sua graça (e nossa desgraça), deputado desta pobre Nação, que faz uma “caracterização certa das questões relacionadas, sobretudo, com a falta de professores”. A sério, a coisa dificilmente poderia ser mais deprimente, pelo que não coloco os vídeos mas apenas as ligações para a questão do dupond epistemólogo e a resposta do dupont linguista. Se aquilo ficar com muitas visualizações, ainda são capazes de pensar que levou a sério tão triste encenação.

Só Hoje Dei Com Este Tesourinho Deprimente

Que está em acesso público no fbook, deade dia 20 de Dezembro, acompanhado do seguinte texto:

O novo presidente do SPZN, recentemente empossado, juntou a sua voz à do Ministro da Educação, para denunciar a campanha de desinformação levada a cabo pela Fenprof e restantes sindicatos. Nesta sua primeira intervenção pública já demonstrou que, tal como a sua antecessora, continuará na senda de um sindicalismo sério e rigoroso.

(agradecendo ao Ricardo Santos a chamada de atenção)

Que Irresponsabilidade!

A Fenprof em correria, atrás do prejuízo. Isto é quase mais do que por prazo indeterminado! E bem que hoje me pareceu ouvir que em Janeiro já há quem queira uma pré-manifestação de dezenas de milhar no dia da reabertura das negociações, que ninguém sabe quando será.

O Secretário-geral da FENPROF encerrou esta quinta-feira em Lisboa o ciclo de vigílias que se realizaram ao longo da semana em 19 localidades de todos o país.

Coincidências

Com poucos dias de diferença, o ministro Costa e o sindicalista Nogueira fizeram enérgicas intervenções mediáticas, revelando evidente agastamento com as redes sociais e blogues e coisas assim, tipo, más-más-más. Do pior. Tipo… mentiras, que não o são bem, mas agastam. Como estão formalmente de lados diferentes da “luta político-sindical”, quase parece estranho esta semelhança de atitude agastada.

Os Cartilheiros

Agradeço ao R. Santos o envio das belas imagens. Acho especialmente patusca a sugestão do CIP (esse grande vulto da “luta” até arranjar poiso) para “densificarmos” os nossos conhecimentos. Quanto ao deputado epistemólogo, é mais meia bola em força e sem jeito. Cartilha pura e dura. Meteram a pata alarvemente no buraco e agora querem desenterrar-se.

João De Lourdes

Quem conhecer a autoria, agradeço que me comunique, pois gostava de agradecer a inspiração (deixaram-me mais abaixo a indicação que é do Luís Costa, a quem dirijo então o cumprimento, até porque já fui visado por ele no passado). Faz-me lembrar os bons tempos do WeHaveKaosintheGarden. Só falta o arrotinho.

A Descoberta Tardia De Uma Vocação

Não sei se de pasteleira, se de crítica de pastelaria. Lá que sempre a achei um pastel mal amanhado, não tenho dúvidas.

O bolo-rei está em todas as pastelarias e padarias, mas é preciso ter critério. São poucos os que se recomendam. Sei do que falo porque não perco uma oportunidade para procurar o melhor. E tenho a minha pequena lista de preferências e de discussões com os amigos a propósito do melhor bolo-rei de Lisboa. Bem sei que há concursos, mas gosto de fazer eu própria a avaliação, e, no limite, nem sequer preciso de os provar. Aliás, o primeiro critério cumpre-se com o olhar: é a cor dos frutos cristalizados. Pedaços de abóbora da cor do tomate, não. Figos pintados de verde bandeira, não. Tiras de casca de laranja secos e em demasia, não. Açúcar branco em pó cobrindo todo o bolo, não. Frutos secos lascados ou moídos, não. O bolo-rei da minha preferência tem pera cristalizada, pêssego, tiras de casca de laranja e cerejas cristalizadas e macias. Tem amêndoas inteiras, nozes e passas. E há anos e anos que não muda o padrão, não cede a tentações de simplificar ou variar na decoração.