Se O Professor Marcelo Disse…

… que não haverá aulas presenciais em Abril, não vale muito a pena insistir em provas de aferição em Maio.

Se amanhã acrescentar mais alguma coisinha, as decisões de dia 9 ficam quase esvaziadas e serão apenas a formalização da suspensão e/ou recalendarização das provas finais do Básico e dos exames do Secundário.

profmartelo (1)

Recomendo Vivamente A Leitura

ProvaAferEF5

Não sei se anseie muito pela criação deste Português Novo, algo imbecilizado, mas atlético.

As “informações complementares” têm pouco mais de uma semana e acredito que existirá uma corrida às sportzones e decathlons que existem pelo país.

Sou Mesmo Bruxo!

Eis o projecto do próximo mandato da geringonça. O PS não adere já apenas por achar que o assunto ainda não está maduro, mas é só achar que o povo já engole tudo.

Bloco vai propor fim dos exames do 9.º ano

Deputada Joana Mortágua fez o anúncio durante o debate das recomendações do CDS e do PCP para que o Governo estude a reorganização dos vários ciclos de ensino, desde o básico ao secundário. O PS alega que o assunto não está no programa de Governo.

Já o tinha previsto esta semana e enviei ontem um texto para sair daqui a dois sábados sobre rankings e transparência em que falo disto mesmo. Prepara-se o fim de tudo que permita uma avaliação externa do desempenho dos alunos e das escolas no Ensino Básico, num salto espectacular para o passado, directamente para meados dos anos 90, a época dourada de alguns. Que não percebem que, mesmo sem aquela obsessão do “século XXI” os tempos mudaram e medidas destas só servem para retirar credibilidade à tão amada Escola Pública. Ficarão as provas de aferição que, vamos lá ser sinceros, só têm servido para alguns reclamarem mais horas no currículo do 1º ciclo.

zandinga

Agora É (Demasiado) Tarde

Foram avisados em devido tempo que o barrete estava a ser enfiado. É estimável terem aberto os olhos, diz o santo povo que mais vale tarde do que nunca, mas neste caso estamos para lá do ser tarde. Subscreveram documentos que abriam a porta para todas as “flexibilidades” e para ficarem bem na fotografia das modernidades e inovações pedagógicas e só agora deram pelo engodo?

Será que ao menos já perceberam que, com a semestralização, irão existir alunos a fazer provas 4 ou 5 meses depois de terem deixado de ter a disciplina?

Santa Pachorra que é preciso ter para malta com faróis sempre nos mínimos. E é interessante como culpam apenas o IAVÉ mesmo quando lhes é dito de forma clara que as indicações são de cima…

From: APH – Informação <informacao@aph.pt>
Date: ter, 5 de fev de 2019 às 13:40
Subject: História: provas de aferição do 5º e 8º anos
To: APH – Informação <informacao@aph.pt>

Caros associados:

A autonomia e flexibilidade curriculares estabelecem que o currículo seja equacionado como um instrumento que as escolas podem gerir e desenvolver localmente (…) A assunção do papel decisivo das escolas e dos professores no processo educativo dos alunos leva o Ministério da Educação a assumir um papel subsidiário do trabalho das escolas (Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho).

A APH vem reivindicando, desde o início da definição das AE, que sejam estabelecidos tempos mínimos de lecionação em História – nunca inferiores a seis tempos para o 2º ciclo e a nove para o 3º ciclo – considerando que não devem ser as escolas a fazê-lo. Esta reivindicação encontra-se explanada no nosso sítio, sendo objeto de uma petição online: http://www.aph.pt/.

E, porque considera a APH que a distribuição dos tempos letivos não deve ser entregue ao juízo arbitrário das escolas?

Porque tal pode originar injustiças tais como as que se adivinham aquando da realização das provas de aferição do 5º e do 8º ano de escolaridade para 2019. O quadro de autonomia atual torna a realidade muito diversificada. Há escolas a optarem por atribuírem dois tempos letivos a HGP no 5º ano e outras a optarem por três. Situação semelhante verifica-se no 3º ciclo. Ora, como se pode constatar na informação das provas de avaliação externa publicada pelo IAVE, este instituto não acautelou estas diferentes situações de atribuição de tempos letivos, colocando como sendo passíveis de avaliação todos os conteúdos constantes nos documentos curriculares em vigor, quer para o 5º ano quer para o 8º ano. Neste último caso são ainda passíveis de ser avaliados todos os conteúdos do 7º ano.

A APH alertou o IAVE para esta situação, mas o referido instituto justificou-se com o facto de se ter limitado a seguir as orientações legais emanadas pela tutela para a definição do referencial e do objeto de avaliação, nomeadamente através de um documento denominado Carta de Solicitação. Além desta justificação, o IAVE achou por bem acrescentar que as provas de aferição não produzem resultados na classificação dos alunos, depreendendo-se que não têm, como tal, grande importância. Ora, consideramos grave que o IAVE considere estas provas como coisa de somenos. Como poderemos justificar perante os nossos alunos e respetivos encarregados de educação a realização de tais provas se o referido instituto, que as produz, não as considera importantes?

O Presidente da APH,

Miguel Monteiro de Barros

Barrete

(sim, as provas de aferição não servem para positivamente nada, a não ser alimentar o ego das “equipas” e de uma estrutura que assim sempre escapa à triste sina da sala de aula)