O Arlindo Entra Em Pausa

Prudêncio, pá… qualquer dia ficamos mesmo só nós, os “velhos”. Mesmo que a motivação realmente escasseie em muitas alturas e a inspiração também. Em tempos, pausei seis meses e não me arrependi.

Só um pedido… não vale a pena fazer de câmara de eco de coisas do ME, a menos que seja informação mesmo útil.

A vida muitas vezes não nos deixa espaço ou motivação para continuar a produzir conteúdos diários com a mesma motivação de outros tempos.

Com isto não quero dizer que o blog não irá continuar a produzir conteúdos e informação, muitas vezes seguida pela comunicação social e muitas vezes pelas próprias estruturas do Ministério da Educação, mas que por uns tempos eu irei estar mais ausente, um pouco à espera que a mesma motivação de antigamente regresse.

Preciso talvez de alguma nova iluminação na vida pessoal para que isso aconteça.

Pelos 12 Anos Do Aventar

Agradecendo o convite para assinalar a efeméride.

Aventar vem de longe

O Aventar faz doze anos, o que em idade de blogues é certamente uma idade de respeito. O Aventar é dos tempos em que os blogues serviam para  comunicar algo de diferente, informar mais, esclarecer o que se sentia que não tinha lugar nos meios de comunicação tradicionais e não apenas para vender fraldas, cosméticos ou cera para a ponta dos bigodes. É do tempo – e assim se mantém – em que não se entrava numa página tão carregada de publicidade que dá vontade logo de sair, tamanha a dor nos olhos e na alma.

Regressos Blogosféricos

Nestes tempos singulares, há quem regresse à escrita regular:

António Galrinho:

Palavras em quarentena

Este blogue esteve praticamente inativo por cerca de uma década, e agora permanece nele apenas uma ínfima parte daquilo que o compôs. A ideia é abrir um novo blogue em breve. Mas enquanto isso não acontece, este espaço é dedicado a pequenos textos que desejo partilhar durante o período de quarentena. São colocados pela ordem da numeração, de baixo para cima, como as coisas crescem.

Luís Costa:

Voltei

Voltei. Para já, sem armas, que os tempos clamam por tréguas e união. Voltei, para amainar o frio, rasgar fissuras nesta redoma de tempo incerto e doentio, lançar sâmaras ao vento e ir ao encontro das pessoas, onde elas estão, nas suas incertas ilhas de (ainda serena) inquietação. Voltei. Voltei para vencer distâncias ― quebrar barreiras, galgar muros, beber léguas de macadame, cruzar oceanos ― para estar com as pessoas, dar-me às pessoas e, com elas, exorcizar degredos, antes que os medos cheguem, cavos e sombrios. Ficam arredios quando estamos juntos e unidos. Farei, também, muralha minha dos vossos ombros validos.

Este é, pois, um blogue muito especial, porque será tecido com os meus genes mais íntimos, acalentado com o veludo mais puro da minha alma, com… o melhor do mim: o meu poeta, aquele que, amiúde, as circunstâncias do quotidiano, social e profissional, me obrigam a despir e enclausurar.

Aqui, o tempo e o espaço não serão lineares nem ditarão ordens. Farei deles uma incerta concertina ― ora longa, ora estreita; ora direita, ora encurvada ― e tangerei com ela melodias, escritas com penas minhas e minhas distintas alegrias. Serei eu, inteiro, porque só me sinto inteiro quando me dou às minhas múltiplas famílias, que moram em muitas rodas, que morrem nos confins do mudo, onde o mar chega exausto de tanto ondear.

Serei eu, por aí… a samarar.

Maqescrever2

Interessante

Com algumas propostas de plataformas (em especial para usar com alunos que dominem o inglês) que desconhecia.

Please Stop Teaching Like Everything is Normal

As I sit at home with my 5 1/2 year-old and 2 year-old attempting to figure out some kind of routine and manage my own anxieties, I have been struggling not to cringe as I watch the entire country turn educating kids into a huge social and technological experiment.

The approaches range widely, with some schools and districts switching entirely online, requiring students to submit work for a grade and running daily Zoom “classes” for kids as young as elementary, and some districts, like mine here in Philadelphia, directing teachers not to teach online at all due to FAPE (Free Appropriate Public Education) law and instead providing families with enrichment materials.

Before all of this, a common buzz phrase was “trauma-informed teaching.” For all of the buzz, I have not seen a lot of these specific conversations happening (please prove me wrong). Yes, kids need structure (although, I’m learning that schedules are not for all kids—raises hand) and yes, kids need something to do that feels normal. However, in talking with my students this week through Hangout, the ambiguity of the work they are being given and the potential for it to count later is stressful. The difficulty teachers can have trying to address kids’ individual needs digitally (especially students with IEPs or our ELL population) are also stressful. Students are also finding it hard to focus as things as they watch the SAT they registered for be canceled, as they follow events on social media, are distanced from their friends, feel the stress of their parents, worry about how/if they will graduate or if they will get to wear the prom dress or suit they were so excited to wear.

We have kids whose family members are working in healthcare and at grocery stores who are directly on the front lines. There are kids with parents or other family members with compromised immune systems, or whose own immune systems are compromised. We have families where a parent has lost a job, and families where there is not enough food on the table. Even for families without these issues, often both parents are working from home and trying to balance their own jobs and their kids. Single parent homes are struggling to balance caregiving, remote work, or going to work and attempting to find child care. These are not normal times. Trauma abounds.

(…)

MaryBeth