6ª Feira – Dia 5

Até ao momento, tenho conhecimento de menos casos de grave indisciplina digital, embora continuem a acontecer. Mas essa não é a única dimensão de um problema que, de qualquer maneira, ainda tem algum caminho a percorrer. Por parte dos mais novos mas também dos mais velhos, dos adultos que devem compreender o espaço próprio para cada tipo de intervenção.

Continuam a existir situações de incompreensão parental perante o que é uma aula à distância e que uma sala de aula virtual deve merecer uma atitude semelhante a qualquer outra sala e que, se na escola física, os alunos são deixados no portão e vão até às suas salas para trabalhar com o seu grupo de colegas e professores, não é por estarem em casa que essas salas passam a ser espaços públicos, no pior sentido.

Estive A Ver (E Ouvir) O Mário Nogueira…

… na SICN a fazer o resumo da reunião com o secretário que conta, porque o ministro só serve para testa de ferro de disparates, e a secretária de estado que faz de tripé, mas não conta propriamente para muito.

Sobre conclusões, pareceu-me tudo curto, para além de “admitir os problemas”, mas com a sensação de que não estão propriamente a pensar cumprir a lei. Que vão pensar na questão dos professores com filhos pequenos (o mais certo é terem pensado que estamos tão velhos que somos todos apenas avôs e avós), que vão pensar na questão dos equipamentos para quem os não tem (mas o que quer isso dizer? eu posso ter um ou dois computadores, mas como há 3 pessoas a precisar de os usar em simultâneo, conta como não ter?), que vão cumprir finalmente a ordem do Tribunal sobre a lista das escolas com casos de covid (agora? quando já estão fechadas?, porreiro!).

Sobre os critérios para definição da carga horária síncrona/assíncrona, parece-me que irão tentar escapar-se com a “autonomia”.

Em concreto, para já, a tempo, de forma planeada, pareceu-me NADA.

Ou então não é o “momento certo” ou “ideal” para tratar estas questões. Talvez quando e se voltarmos ao presencial.

O Meu “Sentido Profundo De Dever Cívico”… 2

… impede-me de colocar dúvidas de carácter ético, moral ou “cívico” em, relação a classes profissionais inteiras, em especial com base no seu estado de saúde quando estão em grupos de risco de contrair a covid-19. Mas há quem tenha feito outro curso de “Educação Cívica” quando foi à escola.

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Ainda Pelo CNE

Em poucas horas e apenas num punhado de conversas, algumas conclusões que não são de espantar:

  • Perante crenças cristalizadas ao longo das décadas, não há evidências que valham, pois esbarram em plena rocha e duvido que mesmo batendo muito a coisa rache.
  • Um tipo sentado a escrever uma ou duas horas, ao fim de um dia de trabalho ainda consegue chatear muita gente (nomeadamente plataformas).
  • O apreço e admiração pelos professores termina no exacto momento em que eles não fazem exactamente o que lhes é legislado ou não se acomodam, no ritmo adequado, ao modelo universal de qualquer coisa.

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Há Quem Viva Disto

Educação: Como é que uma reunião demorou seis horas?

(…)

Mas afinal o que é que levou a que fosse tão demorada a reunião de terça-feira na DGAEP (Direcção-geral da Administração e Emprego Público)?

A resposta está nas actas da reunião. Fontes presentes no encontro ouvidas pela SÁBADO explicam que foram precisas mais de duas horas só para chegar a um texto final de acta que satisfizesse todas as partes.

É que só do lado dos professores estavam representadas onze estruturas sindicais e foi preciso imprimir várias cópias das actas e esperar que cada um dos intervenientes as lesse e fizesse as suas propostas de alteração antes de conseguir uma acta que pudesse ser aprovada por todos.

Não levaram tablets ou zingarelhos onde fosse possível fazer circular a informação? Assim não chegamos a uma negociação própria do século XXI.

A Ler

Já chegaria que se ficassem pela capacidade de ter e transmitir bom senso e umas regras muito básicas de civilidade.

NÃO PRECISAMOS DE SUPERPAIS!

(…)

Pais atentos, pais confiantes, são pais que educam sem especiais problemas. Curiosamente, alguns “manuais” e alguns discursos “científicos” podem aumentar a insegurança e a ansiedade de alguns pais.

Começo a sentir que está fazer falta alguma tranquilidade e serenidade que devolvam aos pais a confiança em si mesmos e na sua capacidade para exercer bem o papel. Sei que por vezes não é fácil. Ser pai não é mobilizar de forma prescritiva um conjunto de “práticas” receitadas por diferentes especialistas.

(…)

Thumbs

Do Bom Senso (e Boas Maneiras)

 

Adoção de novos manuais escolares
(ano letivo de 2017-2018)

Caro(a) Professor(a)

Em finais de março, a Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGEstE) emitiu um esclarecimento sobre o período de adoção de manuais escolares que se avizinha.

Neste contexto, respeitando as regras definidas pela DGEstE, [nome da editora] gostaria de informar que vai enviar, para cada estabelecimento de ensino, um exemplar-amostra completo de cada projeto editorial sujeito a apreciação – incluindo os respetivos recursos didático-pedagógicos complementares – e um conjunto de exemplares-amostra dos novos manuais para serem entregues aos professores, ficando ao cuidado do órgão responsável pelo processo de adoção em cada estabelecimento de ensino a respetiva distribuição.

De acordo com a prática habitual de há já muitos anos, estamos a desenvolver sessões de apresentação dos manuais dinamizadas, sempre que possível, pelos autores, assegurando assim que todos os professores interessados possam conhecer as novas propostas editoriais através da voz e da presença de quem nelas trabalhou durante longos meses.

É nosso compromisso envidar todos os esforços para garantir que os professores tenham acesso aos manuais escolares a adotar, para que os possam analisar de forma livre e responsável e com o rigor e cuidado que este processo merece, facilitando, assim, a opção por aquele que mais se adapta às suas necessidades, às dos seus alunos e ao projeto educativo em que se inserem.

A Equipa [nome da editora]

Vou acrescentar aqui apenas um princípio básico que usarei (como no passado) nesta coisa da escolha de manuais: recuso-me a optar por manuais que tenham entre os autores pessoas que tenham participado em grupos de trabalho, estruturas de missão, seja o que for relacionados com a definição de metas ou programas da disciplina do manual ou de perfis, flexibilizações e coisas afins. A vida está difícil para todos, mas há que traçar algumas linhas vermelhas claras.

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