O Nosso Tempo

E o mais importante para mim… que essas pausas sejam em ambiente calmo, não com o ruído ambiente em níveis insuportáveis. No meu caso, por “administradores” penso mesmo nos teorizadores (arianas, matiasalves, cert@s director@s que podem fechar a porta do seu gabinete quando acham por bem, secretários de gabinete e motorista à porta para as digressões) que consideram que os intervalos e tempos não ocupados em aulas devem ser só para planificar, cooperar, avaliar, balancear e todo o raio que os parta.

Dear School Administrators, Please Stop Taking Away Teacher Planning Periods

Dear School Administrators,

I realize that it’s been a while since you’ve been in the classroom, and you may have forgotten the sacred nature of teacher planning time. You’ve most likely buried the memory of having only 20–30 minutes of free time during the day. You know, the time used to plan lessons, go to the bathroom, eat lunch, call parents, cry if you need to, and clean out your inbox.

So I’m writing to remind you that teacher planning time is our lifeline to surviving the teaching day. Taking it away is like draining the oxygen from our lungs. When it’s stolen regularly, oxygen depletion settles in, and you’ll find yourself with frazzled, fatigued, and frustrated teachers.

As teachers, we feel disrespected when you take this time from us. It communicates that you don’t think we have anything better to do or that this time is optional—which it isn’t. Maybe if you knew how much this planning time contributed to the quality of our teaching, student assessment, professional development, relationships, extracurricular participation, and personal health, you’d feel differently about asking us to skip it or cut it short. Here are some of the vital reasons we need this time.

Burnout

Falar E Ser Ouvido

Sinto uma enorme falta de terapia em quem em vez de tratar as questões dos educandos tem toda uma vida por resolver e partilhar. Compreendo, até porque profissionais de qualidade dessa área da saúde são raros (há muitos, mas funcionam em automático) e fazem-se pagar muito bem. Já a hora de atendimento é de borla. Nem falo muito por mim, que quase tudo é tratado por via digital. Mas observo. O burnout é geral, não é apenas docente. O poder tornou-se surdo e fala apenas de lá para cá. Mas desde que sejamos centeno e costas, está tudo bééém. Botem mindfulness nisso.

Burnout

Casos

Testemunho de um colega – bem mais novo do que eu – que não chegou a tempo de entrar no artigo deste mês para o JL com o título Educação Hiper-Realista. Entretanto já sofreu uma “edição” depois da publicação inicial, para evitar detalhes mais específicos que revelassem a autoria. Os tempos andam complicados…

Colega,

Escrevo-lhe para denunciar, tentar perceber, desabafar…. Nem sei! Trabalho numa TEIP super conhecida (pelas piores razões, diga-se) onde, diariamente, travo lutas inglórias!

Trabalho no grupo 220, tento (sim…tento), lecionar português a turmas de 5º e 6º…. A turma de 5º, composta exclusivamente por alunos de etnia, totalmente desinteressados, dizem os entendidos, por questões culturais, absentistas, indisciplinados, sem bases mínimas…

Dividir palavras em sílabas, por exemplo, é um drama! Outra turma, 6º ano, quase exclusivamente frequentada por alunos com retenções, que acham “a escola uma seca”, que escrevem (copiam) dois parágrafos e se cansam….. Que proferem, sem o mínimo pudor, que não escrevem para não gastar cadernos…

A realidade é esta! Perante queixas, sugestões, ouvimos apenas que “é tudo para passar, ordens do ME e do Ministro!” Pergunto: e as turmas (poucas) que não se deixam contagiar por esta negligência total??? Mais: fiz licenciatura, pós graduação, mestrado, na área da educação/aprendizagem/desenvolvimento para…..????

São os docentes animadores, palhaços??? Quem põe travão nisto? De que forma???

Grato!

(professor devidamente identificado, bem como o agrupamento onde lecciona)

Burnout

A Transnacionalização da Proletarização Docente

Será que ninguém, por exemplo num Departamento de Ciências de Educação, se interessa em fazer tese sobre o tema, sem ser reverente aos poderes e à lógica das economias de escala?

Teaching has always been a demanding job. Performing for five hours a day in front of a class is tiring, but add to that lesson preparation, marking, meetings and admin and most teachers clock up 55-60 hours a week – and have been doing so for decades.

But over the past 15 years, there has been one significant change. Today, teaching is no longer a private endeavour that takes place in a classroom. Now teachers are required to create a paper trail that proves learning has happened, for people who were not present in the room at the time.

This audit culture means that, in many schools, the teacher no longer is able to decide how to prepare and deliver lessons, mark pupils’ work, and assess and record learning. This is dictated by school policy.

KeepCalm

An estimated 15,000 teachers are snapped up overseas each year, driven away by the stress in British schools.