4ª Feira

Tempos confusos, com bombardeamento de recomendações, indicações e sugestões tendem a confundir e tornar inseguras as pessoas que, por isso mesmo, tornam ainda mais confusos procedimentos já de si idiotizantes e produzidos para provocar a dúvida e espalhar a complicação e a redundância. A clareza e a simplicidade surgem, neste contexto, como uma solução paradoxal e por vezes indesejada, em especial por quem se opõe às certezas de quem afirma ter a leitura única legítimas dos preceituários e normativos. O pior é que tudo isto se passa à custa do nosso tempo. E, para que conste, nem comecei as reuniões, pelo que estou a tentar ver mais além.

Labirinto

(porque há sempre quem se ponha em bicos de pés, pensando que eu eu estou a pensar em quem não vale a pena perder tempo a pensar… a menos que seja para aliterar ou anaforar, o que depende do caso)

Promoção da Leitura?

Passa por ter professor@s bibliotecári@s a fazer estatísticas, horas e dias a fio, quase todos os meses, sobre o número de funcionários das escolas, alunos, requisições e etc em plataformas em vez de existir um sistema integrado online em que cada requisição fique registada com identificação do aluno e escola?

Se a promoção da leitura no século XXI implica aumentar para 3 fases o apuramento das estatísticas da leitura (requisições, registo em papel, passagem para plataforma electrónica) que poderia ser feita apenas em uma, estamos falados acerca da imensa inovação tecnológica que vai por aí.

Compreendo o interesse em acompanhar o movimento de leitores e leituras, mas será esta a melhor forma de ocupar o tempo d@s docentes bibliotecári@s?

sheldon-throwspapers

O Hiper-Controle Da Hiper-Burocracia

Publico, após edição cuidada 😉 , o desabafo que me chegou de alguém, algures, nuns serviços administrativos.

Como é que querem que esta porcaria ande para a frente…
15 dias antes a IGEC chegar, envia um email com uma lista de documentos e pastas que deseja numa sala exclusiva para eles.
E uma outra datas de ficheiros em formato excel para se preencher!!!
Dados que são todos exportados para o MISI, IGEFE… todos os meses!!!
Nem se dão ao trabalho de virem acompanhados desses mapas!!! E andamos nós a apaparicar esta gente! No final, temos 30 dias para corrigir tretas de caracácá… sobre instruções que nunca chegaram à escola! E outras situações em que recebemos orientações via nota informativa & email do IGEFE que o IGEC diz que são ordens, mas não são válidas! Isto é engraçado…
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Quero De Volta Os Livros de Ponto

Com computadores da anteantepenúltima geração e a rede a funcionar a vapor, são quase cinco minutos para fazer (sumário e faltas) o que antes demorava um minuto, em papel. Parece que o Progresso é assim e que o velho sou eu.

Ou posso, em nome da flexibilidade e autonomia, da escola sem paredes, portas e disciplinas, lixar-me para tais formalidades? Ou, no fundo, é tudo apenas para provar que eu é que estive lá?

Livro de Ponto

Semestralidades Com Rabo Na Boca

Só dois momentos de avaliação, mais paragens de aulas e menos burocracia? Só na propaganda. Estive agora mesmo a ler um “Plano de Inovação” e a verdade é que existem dois momentos de avaliação quantitativa com pautas, mais três de avaliação qualitativa com fichas a entregar aos encarregados de educação, com reuniões durante as tais “paragens”. Ahpoizé!

Calendario

2ª Feira

Isto é quase como começar o segundo semestre, mas ainda há quem ache que deve ser necessário fazer mais um decretozinho ou um despacho maneiro, para acrescentar mais excrescências à docência. Se é isto ser professor do século XXI, parece mais um futuro distópico imaginado ali numa tripe marada dos anos 60 ou 70.

Mad doctor

Ainda Não Percebi Bem…

… se a lei 116/2019, com as alterações cirúrgicas que introduziu em algo procedimentos inclusivos, implica a necessidade de alterar novamente os impressos que estavam preenchidos e assinados. Porque pode faltar um quadradinho, uma cruz, uma rubrica e sabemos o que isso é importante para o bem-estar de qualquer aluno e para a qualidade das suas aprendizagens.

Duvida