2ª Feira

Como subavaliar fortemente os casos positivos nas escolas, entre os alunos? Simples… por um lado, há os que tendo familiares positivos, se estiverem assintomáticos, nem sequer são testados, devendo ficar apenas uns dias em casa por precaução, mas não entrando em quaisquer estatísticas; por outro, há os, que tendo sintomas, só conseguem ter o teste prescrito para uma semana ou depois do aparecimento dos ditos cujos, o que dá uma margem de possibilidade elevada de já estarem negativos quando forem testados.

Que Raios Quer Isto Dizer?

Tiago Brandão Rodrigues: “Se olharmos para o sistema de ensino como se fosse uma região, o número de casos positivos nas escolas é o mais baixo do País”

E se considerássemos os Tribunais como uma região? Ou a rede de farmácias? Ou as esquadras de polícia? Ou o conjunto dos supermercados do falecido engenheiro Belmiro? Como seria a coisa?

Se há coisa que os “cientistas” sabem é que as analogias têm uma analogia muito limitada e que o seu valor explicativo depende bastante da incorporação da variável “disparate”.

Até porque, se olhássemos para o Ministério da Educação como se fosse um programa cómico, o shôr ministro era capaz de ser um dos protagonistas de uma nova edição d’Os Malucos do Riso ou um secundário mirone num reboot do Maré Alta.

Terreno Escorregadio

Cerca de um terço dos funcionários públicos tem mais de 55 anos e a classe docente, dos primeiros ciclos até ao Ensino Secundário, é uma das que apresentam maiores índices de envelhecimento. A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económicos (OCDE) indicou, num relatório do ano passado, que “Portugal terá de substituir um em cada dois professores na próxima década”.

MAIS JOVENS E PRÉMIOS

O objetivo é rejuvenescer o pessoal, não só através do incentivo às pré-reformas com renovação dos quadros, mas também com os salários de acordo com a formação e a qualificação.

“O Governo irá contribuir para o rejuvenescimento da Administração Pública, através de percursos profissionais com futuro, alteração da política de baixos salários, reposição da atualização anual dos salários e, valorização da remuneração dos trabalhadores de acordo com as suas qualificações e reconhecimento do mérito”, refere o documento que seguiu para consulta dos parceiros sociais.

Há por aqui terrenos sinuosos para serem trilhados com aquela “elegância” a que Alexandra Leitão nos habituou. O que está na notícia, não é bem o que o Arlindo “ensaiou” há uns tempos, naquela polémica novos/velhos. Embora a lógica do aplainamento deva ser uma das linhas orientadoras.

A minha curiosidade está naquela da valorização das “qualificações”. O que quererá dizer? Que se terão em conta os graus académicos, pois a malta mais nova já sai toda com mestrado e ainda não há muito se negou a equivalência das velhas licenciaturas com profissionalização a esse grau?

(mas quase aposto que depois há graus “bons”, que dão bónus, e graus “maus”, que não interessam à tutela domesticadora…)

Quanto aos “prémios”… ui… nas escolas, a avaliar pelo “circo” instalado nos últimos tempos e reforçado com as circunstâncias da pandemia, nem quero ver como será feita a recompensa de métodos “inovadores” de gestão. Em especial, quando depender de gente que está nos cadeirões desde o tempo da pedra mal polida e que acham que o cúmulo da inovação é forrar as almofadas e colocar cortinas com florzinhas.

(já agora… desculpem-me a “lembrança”, a talhe de foice romba, mas se as provas do Desporto Escolar estão suspensas, o que vão coordenar os coordenadores do dito que, em algumas escolas, têm mais reduções à pala do crédito respectivo do que o mais matusalém dos colegas?)

Uma Coisa É Um Conjunto De Linhas Orientadoras…

… para a questão da recuperação das aprendizagens, outra 50 páginas de “Orientações” ao pormenor (Orientacoes_2020). Eu sei que agora ninguém quer arriscar e ficar mal na foto junto do poder, mas parece-me uma espécie de atestado de incompetência aos órgãos de gestão das escolas e aos próprios professores.  Não é que não exista quem mereça que lhe levem a colher de sopa à boca, mas… se isto é “autonomia”…

Com A Champions E O Jesus A Arrasarem, Fica Tudo Bêêêêêm

Não estraguem o cenário ao costismo-marcelismo. Coloquem lençóis com arco-íris nas varandas e façam muita meditação que verão que tudo isto não passa de um sonho mau que, numa perspectiva cósmico-holística é um mero blip no radar da Criação.

Covid-19: perspectivas para o Outono

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(e quem morrer já nem se queixa…)

A Razão É A Mesma

Há uns anos praticamente parei de publicar fotos com repastos, iguarias e petiscos diversos do meu trajecto gastronómico. Porque, depois de variadas críticas iniciais (umas benignas e bem dispostas, outras nem tanto), reparei que grande parte das pessoas começara a fazer algo parecido, aderindo intensamente ao food porn, desaguando nas recentes e raramente agradáveis fotos de coisas que passam por ser pães (e derivados) de produção artesanal, que um mínimo de bom gosto deveria desaconselhar publicitação.

Agora, é aquela coisa de se dizer que o E@D falhou e que não se pode repetir tal como aconteceu nos últimos meses. Como desde a segunda quinzena de Março que fui escrevendo sobre as limitações de um “modelo” que não era mais do que um desenrascanço que deixava muita gente de fora, sinto-me agora mal acompanhado por algumas das pessoas que então me criticaram, embora nem sempre com a coragem da frontalidade (falo, claro e a título exemplificativo da flexibilidade vertebral, do doutor saudável, sem vinagre). E também noto que algumas críticas não são propriamente benignas, no sentido de se criarem bases sólidas para uma futura situação de crise (mantenha-se a actual ou surja nova), mas sim de evitarem passar pelo “inferno” de ser professores com 1, 2, 3 ou mesmo 4-5 crianças (são opções parentais, que parecem só se assumir até certo ponto) em casa.

O E@D foi uma espécie de coisa que aconteceu e de que muitos dos promotores andam agora a dizer coisas que outros escreveram meses antes, por perceberem em que terreno andamos e não aderirem à teoria das nuvens alvas em céus límpidos. Por isso, acho que vou deixar de dizer tão mal do ensino remoto porque (basta ver boa parte das ligações que o Livresco me envia sobre o tema) ainda posso ser confundido com alguns vira-casacões.

CatAlice

Podemos Encarar Isto Como Um Teste À Prática Da Autonomia E Flexibilidade

Vamos ser claros… ninguém está verdadeiramente preocupado com o que venha a passar no Básico, que agora é apenas via rápida para o 9º ano. Por isso, não me pareceria nada mal que este ano “apagassem” as provas de aferição do calendário. O problema é o Secundário. Não é só a questão dos exames, mas o acesso à Universidade que até querem mudar, mas que ficaria numa espécie de limbo caótico, a menos que a solução para o profissional (todos ao molho e ganha quem tiver mais vintes por assinar a folha de presença) se generalize.

Quanto aos conteúdos que fiquem por abordar se as aulas encerrarem, há muitas maneiras de ultrapassar isso, mas não pensem que em todo o país é possível resolver tudo online. Só se pensam que a cobertura da banda larga é mesmo a sério em todo o território e que a petizada tem toda equipamentos a preceito para o efeito. Sim, andam todos agarrados aos zingarelhos, mas em matérias de outras “competências digitais” a coisa é claramente deficitária.

Mas eu acredito que as luminárias pensantes da “autonomia e flexibilidade” encontrarão facilmente soluções, ou não fossem el@s versados em matérias diversas e contorcionismos diversos.

Ou fazem o costume… atiram para cima das “escolas” as responsabilidades e o que correr mal é porque os professores desentenderam as indicações superiores.

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Uma Espécie De Selecção Nacional…

… mas aparentemente sem o Ronaldo do pafismo educacional.

Inclusão e Flexibilidade na Escola reúne especialistas nacionais em Portimão

(…)

Serão oradores David Rodrigues, presidente e fundador da Pró-Inclusão/Associação Nacional de Docentes de Educação Especial, Adelino Calado, ex-diretor do Agrupamento de Escolas de Carcavelos, Dulce Gonçalves, doutorada em Psicologia da Educação, Ariana Cosme, doutorada em Ciências da Educação, Rui Correia, professor de História e vencedor do Global Teacher Prize Portugal 2019, Edson Natario, escritor e trainer, conhecido como “cientista da comunicação”, e ainda Carlos Neto, professor catedrático na Faculdade de Motricidade Humana da Universidade de Lisboa e autor de vários livros.

(…)

A Câmara de Portimão adianta também que «é esperada a presença do ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, na sessão de encerramento do seminário, agendada para as 18h15, na qual também participarão a presidente da Câmara Municipal de Portimão, Isilda Gomes, e o presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais, Jorge Ascenção».

A menos que apareça em vez/nome de…

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