Amadorismo Legislativo Ou Simples Incompetência?

Os processos de mudança de género e nome, para existirem oficialmente, devem seguir uma tramitação que pode ser consultada aqui. Desde logo se percebe que dificilmente estarão em causa “crianças”, mas sim adolescentes, a menos que comecemos a tratar estas questões de modo informal.

Assim sendo, é possível ao Estado saber quantos são os casos, qual a idade das pessoas em causa e onde residem, sem que isso vá contra a privacidade seja de quem for. Pelo menos, da forma como o despacho recente do SE Costa acaba por ir. Mas o que está mesmo em causa é que é inadmissível que se declare que “quer pelo contacto com as associações e encarregados de educação, quer também por algumas queixas que nos têm chegado de situações de discriminação ou de falta de resposta do sistema estaremos no universo do país a falar de cerca de 200. Mesmo quando se legisla em tempos de férias há um trabalho preparatório. Se os jornais conseguem ter acesso a esses números como é possível que a secretaria de Estado da Educação não os tenha?

Preguiça?

Incompetência?

Amadorismo?

Displicência?

Inclusão a fingir?

E o que dizer do limbo jurídico sobre as escolas privadas?

O assunto é efectivamente demasiado sério para ser tratado por gente a carecer, de forma óbvia, de (in)formação mínima. E a mim não interessam os tuítes do rio como “cortina de fumo” ou as abencerragens argumentativas de certas personalidades mais chocadas com o fenómeno transgénero como justificação para governantes de saída quererem continuar a parecer os “bonzinhos da fita”.

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O Ministro A Quem Custava A Deferência A Que Outros Poderiam Chamar Apenas Boa Educação

Temei mais aqueles que acham que sabem do assunto, porque conhecem alguém que. Ou acham que sabem muito ou trazem ressentimentos. Ou as duas coisas.

Entrar naquela escola implicou fortes e duros sacrifícios, que pareciam montanhas difíceis de transpor: manter-me sentado na sala de aula, falar maioritariamente quando me diziam que podia falar, e tratar as professoras por professora, quando eram para mim, com apenas 6 anos e desde sempre, as colegas e amigas da minha mãe. Agora tinha que dizer: a dona Milú, a dona Maria da Luz, a dona Ester, a dona Fernanda, a dona Guida e a dona Gracinda. A minha prima Gracinda, que depois ainda foi minha professora do 4.º ano, e a quem também me dirigia, estranhamente, com toda aquela deferência.

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Façam Como Ele Faz

José Miguel Júdice, umas das eminências pardas mais visíveis do regime, clama que “Só trabalha para o Estado quem não consegue trabalhar para quem pague melhor.” E acreditem que ele sabe do que fala, porque nos últimos anos a empresa que ajudou a fundar, de acordo só com o que está (e olhem que muito do mais importante está fora) na base.gov.pt, fez 129 contratos com o Estado que renderam  5.237.416,48€.

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Eu Acho Que As Jarras do Regime Deveriam Ser Indexadas à Evolução das Vendas do Mercado da Praça de Espanha (Sim, Aquele Que Já Lá Não Está)

Silva Peneda sugere indexação da contagem do tempo de serviço dos professores à economia

O mais interessante nestes avançados mentais é que nunca se lembram do que disseram e não assim há tanto tempo.

Porém, Silva Peneda alerta para o impacto desse tipo de medidas quando são tomadas de forma isolada, sem serem compensadas. “As medidas de política económica não se podem realizar de forma isolada, tem que ser no seu contexto mais geral. Visto numa forma isolada isso significaria provavelmente maior recessão, porque iria reduzir o rendimento disponível das famílias, [iria levar a um] menor consumo e maior recessão”, argumenta.

Jarra

 

(este é mais um daqueles – como Catroga, Ferreira do Amaral, Cadilhe, Valente de Oliveira. Miga Amagal – cuja passagem pelo cavaquismo deu uma espécie de bilhete vitalício para as prateleiras do regime… como há outros – tipo António Vitorino, Augusto Mateus, Daniel Bessa, Jorge Coelho – que o conseguiram a partir do guterrismo, formando todos uma espécie de selecção das paralíticas assimétricas)