Se O Professor Marcelo Disse…

… que não haverá aulas presenciais em Abril, não vale muito a pena insistir em provas de aferição em Maio.

Se amanhã acrescentar mais alguma coisinha, as decisões de dia 9 ficam quase esvaziadas e serão apenas a formalização da suspensão e/ou recalendarização das provas finais do Básico e dos exames do Secundário.

profmartelo (1)

O Meu Problema Com Os Dois Semestres…

… é se para os piores efeitos se transformam em 4 bimestres. As minhas reservas são a dois níveis: será que com os alunos mais novos esse não é um período de tempo demasiado extenso para se fazer um balanço? E mais ao nível da deturpação prática da coisa, será que depois não acabamos a fazer obrigatoriamente reuniões intercalares com toda a burocracia acrescida e transformamos 3 em 4 em vez de 2?

Pessoalmente, com registos “leves” online acessíveis aos ee, sem reuniões adicionais, concordo com a ideia. O problema é o resto, a monitorização e o escafandro todo.

batmannthink

A Tolerância de Ponto e a Semana Escolar de 4 Dias

Em França regressa-se à ideia. Alguns estudos (discutíveis, claro, quando o interesse é apenas justificar a redução de encargos) dão a entender que o rendimento seria maior. Por cá, ninguém fala muito no assunto, mesmo quando acham que os miúdos têm muitas horas de aulas, pois o interesse é mantê-los na escola o máximo de tempo. E como temos só um PM de cada vez, só é possível desenrascar um papá cronista de cada vez.

timer

As Razões Erradas

Via de passagem uma peça sobre o final do 2º período das aulas, na qual o principal lamento quanto à curta extensão do 3º período em relação aos anteriores se ligava ao “pouco tempo para levantar as notas”.

Esta é a forma errada de entrar numa discussão sobre o assunto importante e que passa pela necessidade de equilibrar melhor os três períodos lectivos ou de avançar mesmo para outro tipo de segmentação. Mas isso deve resultar da percepção de que períodos com 3 meses de aulas são excessivos para os alunos e que essa extensão é inimiga da manutenção de um bom rendimento. Não porque o 3º período fica curto para os milagres do sprint final da malta que levou a larga maioria do ano na descontracção.

Os períodos lectivos estão pensados de acordo com a lógica exógena dos feriados religiosos (e os horários à lógica do mercado laboral) e, por vezes, a tutela acha que ser “flexível” é dar um ou dois dias para começar mais cedo ou mais tarde ou para parar ocasionalmente num período. A lógica deveria ser pedagógica e isso aconselharia, em especial no Ensino Básico, a que os alunos nunca tivessem mais de 8-9 semanas de aulas sem pausas (e não se confundam pausas com este ou aquele feriado).

Mas esta é mais outra das áreas em que a “flexibilidade” daria trabalho, entraria em conflito com alguns interesses (ideológicos, sociais, políticos) instalados e não permitiria distribuir horas no currículo aos fiéis apoiantes. Seria mesmo no “interesse dos alunos” e não apenas alegadamente.

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