Há Quem Anseie Por 300 Realidades

Contagem do tempo congelado: três realidades no país

Governo da Madeira decidiu contar os nove anos, quatro meses e dois dias do tempo congelado à classe docente. FENPROF refere que esta decisão coloca por terra toda a argumentação do Governo do Continente sobre a matéria.

twilightzone

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A Aposta De Alguns Operacionais Revisionistas Da Carreira

É apostar na divisão e seduzir alguns com uma proposta de revisão que os beneficie (como aquele que anda aqui pelos comentários a clamar contra a carreira única), para depois aplicar uma revisão que introduza ainda mais mecanismos de estrangulamento na progressão e reduza o número de escalões, aumentando o período de cada um. É uma proposta com anos, que acolhe apoios em mais “quadrantes do que parece”. Do tipo 6 escalões com 7 anos, havendo limites à passagem do 3º para o 4º e do 5º para o 6º.

Ora… isso mantém uma (espécie) de carreira única, apenas torna a sua escalada praticamente impossível, excepto para quem tiver regimes de avaliação “especiais”. Agora há dois desses regimes que são óbvios.

A estratégia é mesmo apostar em ressentimentos para obter apoios à revisão e depois lixar a todos com força. Um pouco como se tem passado em quase tudo o que se relaciona com os professores que estão na carreira há 15-25 ou mais anos.

Há anos que defendo uma carreira plural, mas com diferenciação funcional, com uma progressão paralela – sem quotas artificiais – para quem opte por especializações em gestão escolar, bibliotecas, apoios educativos (num modelo diferente do actual) ou mesmo em apoio jurídico. Ah… mas sempre com a obrigação de dar aulas nem que seja a uma turma.

piramide

Por Inglaterra

Teachers’ salaries

When you choose to become a teacher, you’ll be joining a profession that offers a competitive starting salary with plenty of opportunity for career progression. This means you’ll not only be making a difference, but you’ll be rewarded for your contributions with excellent opportunities to climb the career ladder and receive pay rises.

95% of newly qualified teachers (NQTs) are employed in a teaching role within six months of completing their training. As an NQT, you’ll begin on a salary of at least £22,917, or £28,660 [32,637.52 EUR] in inner London. As you rise up the pay ranges, you could earn as much as £116,738 as a headteacher, in inner London.

Schools now have more freedom to develop their own pay policies to attract and retain the teachers that have the greatest impact on their pupils’ learning. So what you’re paid will be linked to performance and not length of service – meaning you can increase your salary faster than ever before.

The pay ranges shown in the table below are for 2017/2018, and are revised annually.

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O Regresso A 2008, A Maria de Lurdes Rodrigues e ao “Estudo” de João Freire, Só Faltando Mesmo O Retorno dos Titulares

E tudo isto tem a benção, ao que consta, da ala “moderada” à ala “esquerda” (o que quer que isso signifique) do PS. A que se juntarão o PSD e CDS, não tenho qualquer dúvida.

A convicção de que não vai ser possível sair do impasse sobre a contagem do tempo de carreiras dos professores sem lançar uma discussão sobre a necessidade de alterar as regras das progressões na carreira docente está a ganhar cada vez mais força no Governo socialista. Na ala mais moderada, mas também entre a chamada ala mais à esquerda do PS, é já amplamente reconhecido o argumento de que uma progressão em apenas quatro anos é “insustentável” do ponto de vista orçamental, na expressão ouvida esta semana pelo PÚBLICO de uma fonte do núcleo mais político dos socialistas.

Aliás, basta ver como o delfim surfista de Maria de Lurdes Rodrigues explicita a ameaça de um modo claro e que não deixa qualquer margem para dúvidas (só falta aparecer o livre Rui Tavares em 2º plano a acenar que sim, que “não há recursos”):

Neste sábado, no Expresso, o ex-dirigente socialista e comentador, Pedro Adão e Silva, deixava porém um alerta para dentro do partido: “O PS, seja por estar traumatizado pela relação com os professores na anterior passagem pelo poder, seja por não querer espantar o eleitorado num contexto pós-troika, (…) partiu para esta legislatura sem uma posição clara sobre o que fazer com o sempiterno tema das carreiras dos professores. A timidez nas propostas está a sair cara. (…) As carreiras dos professores têm de ser revalorizadas, mas é também imperioso reformular uma carreira que suscita questões de equidade no contexto dos trabalhadores do Estado e que onera como nenhuma outra o erário publico. (…) [A continuar assim, como hoje] mais cedo do que tarde chegaria o momento de um novo congelamento”.

Qual é a aposta? É que os professores sejam assustados – com a colaboração até ao momento da Fenprof  – com o papão do regresso da “Direita” ao poder.

Claro que ao director do Público não ocorre sequer contestar o valor dos 600 milhões que andam por aí a papaguear e alguns adoptam como sendo sua e, por certo, “fidedigna” verdade.

É esta uma situação de “cerco” aos professores de carreira, deixando-os praticamente sem qualquer esperança de solução? Com a perspectiva de 70 anos de carreira, em nome da “equidade” com outras carreiras? Mas então as carreiras são intermutáveis? Exigem o mesmo tipo de habilitação? Têm o mesmo nível de desgaste?

Ou então levam com um novo congelamento em cima que é para se domesticarem à força?

Quase… com a agravante de isto ser barro atirado a paredes propícias a que ele fique agarrado, através da multiplicação de informação manipulada.

Se o PS está traumatizado, não parece. Apenas se nota uma razoável cobardia do “núcleo político”. Ou seja, nada melhor do que renovar-lhe a dose certa do “trauma”, antes que tenham tempo para se vingarem, como parece ser o plano desde sempre. Porque tiveram o cuidado de deixar qualquer compromisso assinado nesta matéria e o PCP e o Bloco quando decidiram entrar na geringonça sacrificaram os professores, porque têm outro tipo de causas prioritárias. Afinal, os professores fazem “trabalho intelectual” e os que estão na carreira nem são “precários”.

A “Direita” não é melhor. Neste momento, tanto se me faz. Realmente, só falta que nos apontem a porta da rua para que possam recrutar um agradecido lumpen bolonhizado e dócil.

Repito: é importante que antecipemos uma clarificação deste tema e que, de uma vez por todas a ILC chegue às 20.000 assinaturas, forçando o debate parlamentar antes da campanha eleitoral. Faltam pouco mais de 3000, tomemos nas mãos pelo menos parte do nosso destino profissional. Porque já percebemos que os do costume foram “granadeirados”.

ILC 16700

 

Exemplo Maior de Fonte “Fidedigna e Oficial” Em Educação Não Pode Existir

(mas eventualmente pouco fiável e certamente inconsequente)

Ministro da Educação promete “lutar radicalmente” pelos professores

O que queria dizer isto há uns meses? Que apoiava as reivindicações dos professores? Que era para ir à manifestação mas estava com joanetes? Que vai fazer greve, não indo a reuniões nesses dias?

Que vai assinar a ILC para chegar aos calcanhares de coerência do Ministro da Ciência que há dias assinou um manifesto contra políticas do Governo que  “originam grande incerteza, desgaste e frustração”?

O problema – digo eu – é que ou bem que se tem ou bem que não.

Tomates

Sinto-me Solidário…

Polícias e militares iniciaram na quarta-feira uma vigília por tempo indeterminado junto à Presidência da República, em Lisboa, para exigir o desbloqueamento das carreiras e a contagem do tempo em que estiveram congeladas, entre 2011 e 2017, tal como está previsto no Orçamento do Estado deste ano. Um protesto que não vai ser cancelado, pelo menos por enquanto, afiança Paulo Rodrigues, presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia: “Vamos continuar lá, em solidariedade com os militares e a GNR, que tanto quanto sabemos ainda não viram o seu problema resolvido”. 

(…)

A tutela relembra também que homologou, no passado dia 27 de Abril, o parecer do Conselho Consultivo da Procuradoria-Geral da República sobre o posicionamento remuneratório dos subcomissários e agentes de polícia findo o período experimental, situação que se mantinha indefinida desde a entrada em vigor do novo Estatuto da PSP em 2015. A decisão abrange 239 subcomissários e 2245 agentes, que assim progridem de forma automática para a segunda posição remuneratória da respectiva carreira.

Alguém sabe forma de os contactar para assinarem a nossa ILC?

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