Um Número Como Outro Qualquer

A redução do número de alunos por turma para os valores existentes antes da aplicação do programa de austeridade vai custar 83 milhões de euros por ano. O montante foi anunciado nesta quarta-feira pelo ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, durante uma audição parlamentar. A ideia é reduzir, em média, dois alunos por turma

O acréscimo orçamental anual de 83 milhões será atingido quando a redução do número de alunos por turma estiver totalmente implementada, abrangendo todos os anos de escolaridade e todas as escolas. O ministro não avançou quando será atingido esse patamar. O objectivo inicial do Governo era que a reversão da medida negociada com a troika fosse concretizada no ano lectivo 2020/21.

E quem fez o estudo inicial? O amigo Capucha da nossa velha amiga Maria de Lurdes. Custou 60.000 euritos (sem contar o IVA).

O número agora anunciado é muito semelhante àquele que tinha sido apresentado, há cerca de um ano e meio, como conclusão de um estudo, encomendado pelo Ministério da Educação ao Centro de Investigação e Estudos de Sociologia do ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa, com o objectivo de avaliar os impactos financeiros e pedagógicos da generalização da redução do número de alunos por turma para os níveis em vigor antes do programa de austeridade. Apontava-se então para um acréscimo orçamental de 84 milhões de euros.

Surprise

Quem?

Ex-chefe de gabinete de António Costa é a nova presidente da FLAD

Primeiro-ministro designou esta sexta-feira os nomes do novo Conselho de Administração da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento. Rita Faden sucede ao social-democrata Vasco Rato na presidência.

tacho

(é a recta final para as nomeações, mesmo acreditando que ganham… as muletas da geringonça calam-se, pois sempre lhes pode calhar qualquer coisa)

Nos Últimos Meses Do Mandato Acertam-se Contas E Fazem-se As Colocações Estratégicas

E o SE Costa entrou em claro modo de controlo total do “território”.

Inspectores da educação de novo em colisão com o ministério

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O Sindicato dos Inspectores da Educação e do Ensino acusou nesta terça-feira o ministério tutelado por Tiago Brandão Rodrigues de estar a cortar o “cordão umbilical” destes profissionais com as escolas, o que considera ser “muito grave”. Numa nota divulgada na sequência das declarações na semana passada do secretário de Estado da Educação, João Costa, a propósito do novo ciclo de avaliação externa das escolas, o sindicato afirma que estas contradizem a prática recente do ministério no que respeita ao recrutamento de novos inspectores.

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“Enfraquecer a IGEC”

“O SIEE sempre defendeu e continua a defender, que a carreira de inspector da educação tem de ser uma segunda carreira, pois só faz sentido que o inspector de educação seja alguém com experiência docente, seja alguém que conheça a escola”, defende-se na nota. Onde se acrescenta o seguinte: “No fundo, é isso que o secretário de Estado João Costa vem reconhecer. Ou seja, afastam-se os docentes do ingresso na IGEC, mas depois diz-se que eles são necessários para integrar as equipas.”

“Em que ficamos sr. Secretário de Estado?”, questiona o sindicato.

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Mais Do Que A Não Recondução, Interessa-me Que Operacional Será Escolhid@ Para O Cargo

Ministério rejeita reconduzir diretor do instituto responsável pelos exames nacionais

São necessários “novos atores e conhecimentos”, justifica secretário de Estado da Educação. Presidente do IAVE diz-se surpreendido e estranha os argumentos apresentados.

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O secretário de Estado explicou ser necessário “imprimir ao instituto uma nova abordagem e dinâmica das suas atribuições” face às “alterações legislativas introduzidas no sistema educativo”. E é por isto, escreveu João Costa na sua justificação, que não foi proposta a renovação de Hélder Sousa no cargo de presidente do conselho diretivo do IAVE, que ocupava há cinco anos e cujo mandato terminou no final de dezembro.

Assim se vê a “autonomia” do IAVÉ. Tenho aqui umas suspeitas razoavelmente fundadas acerca do “perfil” do substitut@ de Hélder de Sousa (e tenho a certeza que não será um “novo actor” e que só será surpresa quando se perceber que não traz “novos conhecimentos” nenhuns) que deveria ter percebido que já devia ter saído pelo seu pé. Apesar de se ter revelado bastante “flexível” às inovações do SE Costa e às inenarráveis provas do 2º ano, era sua obrigação ter percebido que o seu tempo tinha passado e que quem não é completamente pelo SE Costa é contra ele e que até final do mandato a sua missão é deixar tudo armadilhado no ME com mos seus operacionais colocados em todas as posições-chave.

defenestrar

 

Entretanto, Fazem-se Outros Entendimentos

O PCP concorda com a gratuitidade dos manuais para todos os alunos, independentemente dos rendimentos? Será uma medida “justa e equitativa”?

OE2019. Manuais escolares passam a ser gratuitos até ao 12º ano

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O líder parlamentar comunista, João Oliveira, congratulou-se com o acordo alcançado, embora “esteja ainda por operacionalizar a forma como a medida vai ser implementada no terreno”, a partir do ano letivo de 2019/20, ou seja, até setembro do próximo ano.

Até agora, os livros gratuitos abrangiam somente os 1.º e 2.º ciclos, ou seja, o ensino básico, alargando-se agora aos 7.º, 8.º, 9.º, 10.º, 11.º e 12.º anos de escolaridade. Segundo estimativas dos comunistas, os custos da medida anunciada ascendem a “pouco mais de 100 milhões de euros”.

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