Será Que Andamos Mesmo A Fazer Mal As Coisas?

Canso-me de ler que os alunos estão fartos da escola “velha” e dos “professores do século XX” que pensam e agem de acordo com um “paradigma ultrapassado”. E que se desinteressam das aprendizagens e acabam por ficar “turbulentos” ou mesmo indisciplinados por causa disso. e depois, apesar de todas as coisas menos positivas destes meses e anos deparamos com alun@s a chorar porque vão ficar sem vir à escola e às aulas (sim, às aulas) durante 3 semanas e a pedir para lhes deixarmos mensagens de Natal no Classroom. Para não falar daquel@s que querem a garantia que vamos ter saudades das aulas (antiquadas, “dirigistas”, tradicionais, encaixotadas).

Não falo especialmente por mim, que já se sabe ser criatura particularmente desagradável ao trato, mas por todos aqueles professores que por este final de semana têm de lidar com múltiplas dimensões na sua relação com os alunos e, principalmente, conseguir gerir as emoções da petizada que, em tempos de incerteza, procuram algumas “âncoras” que lhes transmitam estabilidade e segurança. Não estou a dizer que não existem esses referenciais nas famílias, mas há quem ande muito enganado quando menoriza objectivamente o papel d@s professor@s ao torná-los meros “orientadores de aprendizagens” ou uma espécie de monitores de atl. Porque entre a petizada a atitude é muito diferente e ainda há muitos que encontram n@s professores um ponto de referência. Ou então eu (como muit@s outr@s colegas) tenho muita sorte, apesar da postura de arcaico ogre pedagógico, habituado a fazer-me ouvir alto e bom som quando acho que as coisas estão a descarrilar. O curioso é que parece que entre os pequenos, raramente isso é incompreendido. Os adultos é que são mais difíceis de compreensão. Em especial no caso dos adeptos dos arianismos flexíveis e rodriguismos inclusivos de uma delicodoce inconsequência retórica.

Curva De Aprendizagem

Não gosto muito de escrever aqui sobre futebol, tal como evito a religião, com excepção das críticas aos ciclolycristas e coisas umbuntas. Mas seria injusto, para um lagarto não quotizado, deixar passar em claro o exemplo evidente do que foi uma acelerada curva de aprendizagem do Rúben Amorim na Champions. Do 1-5 com o Ajax em casa ao apuramento a uma jornada do fim é obra. Temos mesmo treinador (e um grande Pote já agora).

Em Contrapartida, Acho Útil…

… o que o SPN apresenta no seu site para apoio a reclamações, até porque em muitas escolas e agrupamentos, a “informalidade” vai nestas matérias, em muitos casos, lado a lado com a ilegalidade.

Encontrando-se o processo de avaliação de desempenho, em muitas escolas, em fase de conclusão, muitos docentes pretenderão proceder à reclamação da sua avaliação. Este é um processo que se inicia com apresentação de:

  1. reclamação formal (minuta);
  2. pedido de alguns documentos, tais como:

— cópia da ficha de comunicação da avaliação global;

— cópia do registo de avaliação do desenvolvimento das atividades realizadas nas dimensões previstas no artigo 4.º do DR 26/2012 (onde constam os descritores / parâmetros aplicados em cada domínio e dimensão);

— n.º de docentes avaliados nesse ano, por universo;

— n.º de menções de mérito que o AE/ENA tem para atribuir, em cada universo definido no Despacho 12567/2012 e no total;

— classificação quantitativa atribuída ao último docente avaliado com cada menção de mérito (informação não nominativa) em cada universo;

— parecer do Avaliador(a) Externo/a sobre o(s) Relatório(s) de Autoavaliação do Desempenho;

— cópia dos Guiões / Grelhas de observação da dimensão científica e pedagógica, correspondentes aos dois momentos de observação de aulas, preenchidos pelo/a avaliador(a) externo(a), incluindo as classificações atribuídas;

— ata da reunião entre o avaliador(a) interno(a) e o avaliador(a) externo(a) para articulação do resultado final da avaliação da dimensão científica e pedagógica;

— ata da reunião da Secção de Avaliação do Desempenho Docente do Conselho Pedagógico (SADD) para, nos termos do n.º 4 do artigo 21.º do Despacho Normativo n.º 26/2012, analisar e harmonizar as propostas dos avaliadores e garantir a aplicação das percentagens de diferenciação dos desempenhos, previstas no artigo 20.º do mesmo diploma.

6º Feira

Mesmo em férias, é gratificante sabermos que uma situação muito complicada se resolveu, sem grandes alaridos (apesar de algumas interferências para “ajudar” que raramente o conseguem), com uma boa articulação entre um dt e uma técnica da CPCJ local. Foi bom saber que se eliminou uma situação de risco físico e emocional para uma criança, através de uma acção exemplar dos serviços da Segurança Social que, quando animados por gente que se empenha, fazem coisas extraordinárias em pouco tempo, funcionando em rede, localizando familiares, encontrando soluções para o que parecia muito, muito complicado.

Mesmo em férias, é bom que nos comuniquem que tudo ficou bem, mesmo se (talvez pela sua extrema competência) a pessoa com que se colaborou de modo virtual nos comunique que vai partir para outras funções, ao mesmo tempo que tem a extrema simpatia de agradecer um trabalho feito em conjunto, apenas na base de um par de telefonemas e meia dúzia de mails. Por vezes, mais do que a quantidade ou foguetório, interessa empenho, celeridade e eficácia: Neste caso, mesmo no verdadeiro interesse dos alunos e não de coreografias com outros intuitos.