Afinal Sempre Há Um Plano!

Comparar com o que o SE Costa disse ontem aos 3′ do programa Antena Aberta. Cá para mim, pensando que ia para outros ares, o homem deixou-se por uma vez ultrapassar pelo ministro que já tinha, na véspera, apresentado o plano inexistente. Que, claro, se dirá agora que é outro.

O programa ‘Includ-Ed’, que recorre a práticas pedagógicas inovadoras que envolvem a comunidade, foi elogiado pelo ministro da Educação: “É uma grande oportunidade para Portugal”

O programa ‘Includ-Ed’, para combate ao abandono e insucesso escolares através de práticas pedagógicas inovadoras que envolvem a comunidade, chega este ano a 50 agrupamentos de escolas do país, foi anunciado esta quarta-feira no Bombarral.

A inspiração foi colhida em Barcelona e a DGE tem até bastantes outros materiais online, traduzidos dos originais, porque parece que não há nada de novo por cá. Até aquilo das tertúlias que o ministro Tiago sugeriu não passa de uma cópia das Tertúlias Literárias Dialógicas dos anos 80 do século XX.

Não é a invenção da pólvora seca em pacotinhos, mas é do tempo áureo do Pisang Ambom com laranja.

sleepy

Como Está A Correr A ADD Em Tempos De Faseamento À Última Da Hora?

Porque a verdade é que pouca gente estaria preparada para recuperar os 9 anos e nem o governo percebeu. Com o faseamento (e a recuperação mitigada), a verdade é que se percebe que em muitos agrupamentos andava tudo a pensar em provas de aferição e que há anos as listas de antiguidade foram começando a ser esquecidas e com todas as coisas “extraordinárias” e reposicionamentos as listas que vão aparecendo têm vagas semelhanças com o que deveriam ser. Entretanto, e quase que subitamente, há uma enorme falta de créditos, de observação de aulas, de avaliação, interna e externa e etc. deixando tudo à beira de um ataque de nervos, excepto quando há certezas indubitáveis. Como é que se passa pelos vossos lados?

Correria? Estoiro da boiada?

Stampede

Uma Circular – Finalmente – Com Algum Sentido

A mais de um nível. Embora seja o mesmo ministério que não equipa as escolas e agrupamentos com o pessoal não docente indispensável.

No agrupamento de escolas de Benavente, os alunos deixaram de poder sair da escola para ter aulas de educação física no pavilhão municipal. A decisão do diretor surge no seguimento de uma circular da DGEstE (Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares) enviada a todas as escolas do país e a que o Observador teve acesso.

“Considerando a necessidade, em alguns AE/ENA [agrupamentos de escolas/escolas não agrupadas], de os alunos se deslocarem para outros locais fora das instalações da escola onde decorrem algumas atividades letivas, designadamente, aulas de educação física, devem os senhores diretores obter a autorização dos respetivos encarregados de educação para o efeito, e garantir que os alunos são sempre acompanhados por, pelo menos, um trabalhador do AE/ENA durante todo o percurso das deslocações”, lê-se no documento.

Claro que não me admira que, na mesma peça, surja quem se preocupa mais em defender o seu domínio sobre o currículo do que em reivindicar condições físicas adequadas nas escolas para a prática da disciplina, discorde da medida. Porque fazer Educação Física em áreas sem quaisquer condições como sótãos, pavilhões ainda com amianto ou com o revestimento a dar as últimas ou fazer a miudagem do 5º ano sair em 10 minutos da escola para pavilhões a centenas de metros de distância e voltarem no intervalo não é problema que considerem relevante.

ginastica

(já agora… era tão bonito que existisse coragem para se falar em certas práticas de avaliação no Secundário, agora que conta para a média e é preciso provar que há alunos que beneficiam disso… sendo naturalmente mais fácil que isso aconteça com os que pouco pescam do resto…)

 

E O Verbo Fez-se Veto

De acordo com o que acho certo e justo, mas contra as minhas expectativas… perante tanto spin colocado em movimento nas últimas semanas. E com uma fundamentação que acho meramente formal e inócua que é ultrapassável pelo governo.

Marcelo veta diploma do Governo sobre o tempo de serviço dos professores

Presidente da República diz que executivo está obrigado a voltar à mesa das negociações porque é isso que está consignado no Orçamento do Estado para 2019. Este é o 11.º veto de Marcelo e o terceiro a ser dirigido a um diploma do Governo. O gabinete de António Costa já lamentou a decisão.

Haveria uma solução… aproveitando que a ILC abriu novo “processo legislativo sobre o assunto, os partidos assumirem por inteiro as suas meias-acções, pois existe mais do que folga orçamental…

Claro que isto pode dar em nada… mas ao menos vai irritar costas, porfírios, césares, trigos e tantos outros.

Artificio

Direito Ao Esquecimento Digital?

De aquando em vez recebo pedidos de gente que quer ver apagados os seus comentários no Umbigo por questões de “direito à privacidade” e ao “esquecimento digital”. Este tipo de coisa complica-me um pouco com os “nervos”. Sim, acabo por aceder em parte aos pedidos, retirando a identificação, mas mantendo o texto que foi escrito, em especial quando se trata de alguém em diálogo com outros comentadores. Hoje recebi mais um pedido, para comentários de 2009 que nada tinham de especialmente complicado. Alguém defendia uma personalidade, em diálogo com outras pessoas. Mas, pronto, lá mudei a identificação d@ comentador@.

Por outro lado, começo a perceber certos “desaparecimentos” (nem falo do Ramiro que apagou tudo o que escreveu nessa altura) de afirmações e textos que em tempos li e tinha linkado. Evaporaram-se. Direito ao “esquecimento digital”? Quando as pessoas acharam por bem assumir posições públicas em nome pessoal, maiores de idade? Arrependimentos a posteriori? Reconheço o direito formal, mas escapa-me a parte moral.

memoria

Mais Uma Porcaria

Pelo menos é o que se depreende da análise do Arlindo quanto ao projecto de portaria relativa ao reposicionamento na carreira dos docentes integrados nas vinculações “extraordinárias”.

Não é novidade que acho, desde sempre, que o processo “extraordinário” está errado e só pode criar situações anómalas. Porque integrou quem estava fora da carreira por causa, por exemplo, da qualificação que (não) tinha para determinados grupos de recrutamento, ultrapassando quem já estava em qzp e tinha essa qualificação, mas também porque cria um emaranhado sem sentido de contabilizações de tempo de serviço em períodos de alteração da duração dos escalões da carreira. As distorções são inevitáveis quando se opta por este tipo de desregulação do processo de vinculação e pelo desrespeito da lei geral do trabalho em relação aos professores contratados. Tudo deveria ter sido feito de outra maneira e não me parece que possam existir inocentes em tudo isto, da parte do ME, nos últimos 15 a 20 anos.

Todo o processo está errado, desde a origem, pelo que dificilmente se conseguiria enxertar aqui qualquer coisa de consistente.

E o pior é que quem vai controlar tudo isto será a dgae que, como temos percebido nos últimos tempos, tem carta branca da SE Leitão para proceder a actos “discricionários”.

Reposiciona