Por França (E Mais Além…)

Muito interessante. Porque revela o que é uma “elite anti-elites”. No EUA, temos casos, no peculiar movimento anti-vacinas, de médicos políticos como Ben Carlson ou Rand Paul, para não falar nos casos mais extremos, com formação superior em outras áreas, de Michelle Bachmann ou Sarah Palin. O que não significa que também não existam casos do outro lado do espectro político.

L’inquiétante galaxie des anti-masques

Ils refusent de porter cet « étouffoir » au nom de la défense de la liberté. Les plus radicaux doutent même de la réalité du Covid. Né aux Etats-Unis, le mouvement anti-masques recrute tous ceux qui rejettent le système. En France, il a conquis une bonne partie des « gilets jaunes », quelques intellectuels mais aussi des médecins.

Les anti-masques français, « une sphère étonnamment emplie de cadres et de CSP + »

Plus diplômé que la moyenne, âgé, féminin… Le profil surprenant des « anti-masques »

A Impossibilidade De Um Debate (A) Sério

A “polémica” em torno da disciplina de Cidadania e Desenvolvimento alastra, mas não melhora. A razão para isso, para além do atraso com que se faz e da hipocrisia reinante (ao ponto de enviar uma versão do post do outro dia para o Público), começa a deslocar-se para duas situações expectáveis, mas que nada contribuem para qualquer esclarecimento da opinião pública.

  1. A questão passou a ser apresentada como um conflito de “Direita/Esquerda”, com este ou aquele trânsfuga. O pessoal de “Esquerda” considera que a disciplina é imprescindível ao currículo da petizada, porque divulga os “valores da Democracia” (menos a verdadeira tolerância, pelo que se vai entendendo) e quem está contra ela, está contra os valores da sociedade do século XXI; da referida Democracia e é uma espécie de cripto-fascista, um beato clerical digno da Idade Média e, no fundo, uma besta. Embora estas classificações se apliquem a alguns defensores da posição em causa, parece-me “ligeiramente” excessivo”. De forma simétrica, os críticos da disciplina, apresentam-ma como se os temas estivesse na origem do declínio da sociedade ocidental, da instituição familiar e do sagrado binómio biológico que permite a reprodução da espécie e as boas maneiras no leito, considerando que quem admite que se leccionem temas como a “identidade de género” ou a “sexualidade” são um grupo de homo-lesbo-pansexuais com tendências para a bestialidade e uns “radicais” que querem transformar transformar as criancinhas numa espécie de ratinhos de laboratório de experiências socio-sexuais que as tornarão todas homossexuais ou, pior, hetero tolerantes ao conceito de “espectro” na definição das identidades e  atitudes sexuais/de género. Como no outro caso, lá haverá gente assim (que a há), mas não me parece que isso se aplique à generalidade dos docentes da disciplina. Já agora, as linhas orientadoras para a Educação para a Cidadania, que contempla a generalidade dos temas que agora levantam celeuma, são de 2012, revistas em 2013. Que, por exemplo, Passos Coelho, não saiba que foram aprovadas no seu governo, é apenas um detalhe que não admira acontecer a quem parece ter levado o cérebro lavado em rotações máximas.
  2. O debate começa a ser monopolizado por pessoal que alia a ignorância à arrogância, mas depois larga “postas de pescada” (de um lado ou outro) como se fossem pérolas ao povo que não passam de falsidades ou verdades pela metade da metade. Um caso, que vi por manifesta inépcia quando me sentei hoje no sofá em busca do final da etapa do Tour na televisão, foi o de um dos especialistas instantâneos em tudo e ainda o seu contrário que têm assento n’O Eixo do Mal, o programa mais bronco entre os que se levam a sério na análise da actualidade. O protagonista em causa era o inefável Pedro Marques Lopes, uma espécie de gajo de direita com gostos de esquerda (como o Pedro Mexia, mas em péssimo), que começou por afirmar que se tinha ido informar sobre os conteúdos da disciplina (tadinho, só agora se lembrou disso?), que achou por bem enumerar. Claro que os enumerou de forma errada e incompleta (esqueceu-se, por exemplo, talvez de modo cirúrgico, da “Literacia Financeira” na sua listagem) e daí partiu para uma “análise” que envergonharia qualquer pessoa com um mínimo de pudor e forma de ganhar a vida que não competisse com a Clara Ferreira Alves na ignorância presumida. Mas há quem possa achar que aquilo é mesmo assim e que, como ele disse, a História está repleta de temas obrigatórios de que se pode discordar como (pasme-se!!!) a leitura dos Esteiros. Que ele disse, de forma irónica, que poderia levantar reservas porque é do tempo do neo-realismo e que pode cheirar a “comuna” e tal. E só foi interrompido em tamanho disparate, pela colega CFA, não para lhe dizer que estava errado e que os Esteiros não são de leitura obrigatório, nem em Português, mas apenas para dizer que a obra em causa até é das melhores da corrente neo-realista.

Antes que devolvesse ao exterior o peixinho grelhado do almoço, desliguei e procurei não fazer a promessa de ir de joelhos a Fátima até n’O Eixo do Mal se deixar de confundir “opinião” ou “bocas giras” com o mais absoluto disparate, servido a gosto de um elenco de ignorantes armados de uma quase infinita pesporrência, garantinda por avença balsemânica.

Assim, é impossível qualquer debate vagamente racional sobre um tema já se si complicado. Mas como é na televisão que apresentou uma montagem mal amanhada da 1ª página do New York Times como se fosse real, já não espanta.

Estaremos Então Todos Em Casa Com Professor@s E Encarregad@s De Educação A Partilhar Conselhos Sobre Decoração De Interiores

E os putos a fazerem provas de aferição… ou talvez não. E a preparar as provas finais… ou talvez não. Mas certamente estaremos a monitorizar o cumprimento dos cronogramas e dos indicadores e níveis de (auto-satisfação) que provocam orgasmos múltiplos aos tecno-excitados do ME.

Já sei… estão a tentar pressionar o máximo até serem mesmo obrigados a “mitigar” o desvario e reconhecerem o óbvio, justificando o atraso das decisões com a necessidade de não sei quê.

Coronavírus: pico do surto em Portugal “nunca será antes do mês de Maio”

CasteloCartas

#ÓNossaSenhoraAosPulinhosNaOliveira!

E depois queixam-se que a petizada divulga muito da sua privacidade nas redes sociais. O bom senso está, claramente, em situação de défice acentuado. Sim, mesmo com reservas quanto a certos aspectos, esta ideia, que à primeira vista parece “gira” e toda youtuberIáDude! (belo recurso ao windoh, esse exemplo maior do estudante de sucesso tuga), levanta uma série de questões que nem vale a pena desenvolver.

#EstudoEmCasa – Ministério desafia alunos a partilhar fotos das suas novas “salas de aula”

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Entretanto, até reentrei ao fim de anos na minha conta só para ver as coisas. Não são catastróficas, mas continuo a pensar que falta bom senso… ainda para mais porque a miudagem parece estar a ser fotografada por adultos e tudo. Enfim… e depois não há tempo e tal…

 

(#idiotasdegabinete, #parolice institucional, #modernaçosda treta, #voucaçargambuzinos&paparucos)

Dispensa Do Quê?

Dispensa para Formação
Por Despacho (descarregar aqui) de Sua Excelência a Senhora Secretária de Estado Adjunta da Educação, foi concedida a dispensa para formaçãonos termos do artigo 9.º da Portaria n.º 345/2008, de 30 de abril, para os dias 24 e 25 de outubro, aos professores organizadores e participantes no VI Congresso Internacional da Pró-Inclusão 2019, desde que sejam asseguradas as atividades letivas dos alunos, nas respetivas escolas

Já agora… como me enviarão a medalha? Os CTT Expresso ainda não me entregaram o novo Astérix e devia chegar hoje.

Na Sessão de Abertura do Congresso Internacional da Pro-Inclusão em Santarém vão ser entregues 7 Medalhas de Mérito:

Maria do Céu Roldão
Isabel Amaral
Ariana Cosme
João Carlos Gomes Pedro
João Costa
Domingos Fernandes

Professores Portugueses 

Honra ao Mérito!

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Apagões E Outros Escaraminhões

Há coisas curiosas no Polígrafo e não é apenas o verificar muita gente menos certos articulistas de publicações parceiras. Serão “critérios editoriais”…

Uma curiosidade recente foi o aparecimento da seguinte questão:

PoliTBRSe seguirmos o link…

PoliTBR1

Porquê?

Justa ou injusta a acusação existiu e foi divulgada pela Sábado há 3 anos. E verdade se diga, o dinheiro foi devolvido.

Segundo Rui Carvalho, que ainda hoje é professor na Universidade de Coimbra, o então aluno Tiago Brandão Rodrigues terá ludibriado a Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) ao pedir uma bolsa para pagar propinas na Universidade do Texas (no prestigiado Southwestern Medical Center)  onde se deslocou em Setembro de 2001 para fazer um estágio no âmbito do seu projecto de doutoramento. Isto porque, sublinha Rui Carvalho, a Universidade do Texas não cobrava propinas aos alunos que lá estudavam no regime fixado para Tiago Brandão Rodrigues. Ou seja: não fazia sentido pedir uma bolsa para as pagar.

Rui Carvalho afirma que soube da alegada fraude quando contactou a FCT no sentido de se informar sobre os mecanismos formais que seria necessário cumprir no sentido de se desvincular da orientação do doutoramento de Tiago Brandão Rodrigues. “Assim que dei o nome do candidato à senhora do departamento de bolsas, nem precisei de lhe dar a referência da bolsa. A senhora disse-me: ‘Ó senhor doutor, é uma grande coincidência estar a ligar-me porque nos últimos seis meses andamos a tentar contactar esse aluno para lhe pedir o recibo do pagamento de propinas em Dallas e não conseguimos’.” 

Rui Carvalho terá  informado de imediato Tiago Brandão Rodrigues que tinha de devolver os cerca de 18 mil euros que recebera indevidamente, o que acabou por acontecer em Setembro de 2002 por iniciativa do actual ministro.

O que não se percebe é porque a questão surgiu agora e… logo desapareceu. Porque não suscitaram questões como “beltrano foi acusado de plágio na sua obra literária mais conhecida?”. Como neste caso, justa ou injusta, a acusação aconteceu.

O Polígrafo começou bem, ocupando um espaço vazio na nosso panorama mediático, mas parece andar com umas espécie de dores de crescimento.

 

Atrofia Democrática Ou Apenas Medo De Perder “Espaço”, Negócios, ETC?

Há uns meses que um grupo de professores dinamizado, entre outros, pelo Maurício Brito, tem o projecto de submeter os dados “vendidos” pelo Governo sobre o custo da recuperação integral do tempo de serviço docente a um exame especializado. O próprio Maurício fez os seus cálculos, que funcionam como uma boa base de trabalho (e foram entregues no Parlamento quando da audição da Comissão Representativa da ILC), mas é algo que merecia um aprofundamento maior, por quem tem mais conhecimento deste tipo de meandros.

E então começaram a fazer-se contactos a vários níveis, de empresas reconhecidas na área da auditoria a investigadores universitários na área da Educação, ficando claro que o estudo seria pago e não se estava a pedir uma “borla” fosse a quem fosse. De um modo que não posso dizer inesperado, houve contactos que ficaram sem qualquer resposta e outros que, por esta ou aquela razão, optaram por recusar de forma mais ou menos cortês realizar tal estudo. Claro que se continuará a insistir… até porque os sindicatos neste particular são tão rigorosos na forma de apresentar as contas como o ME (não chega apresentar um número final, sem especificar contas, critérios, metodologias), mas percebe-se que estamos neste momento bem pior do que nos tempos de Sócrates. Porque em 2009, por exemplo, percebia-se um aroma de fim de regime e o Governo de então era uma ilha cercada. Agora, em 2019, com a geringonça a blindar de um lado, um PSD inócuo e um CDS-não-me-comprometam a fazer de muro disfarçado do outro, a fortaleza é quase inatacável.

Mas ainda há gauleses irredutíveis…

 

Asterix-26

Uma Plataforma Mal Concebida

Tentem fazer a matrícula de um aluno chegado do estrangeiro e ainda sem número da Segurança Social ou nº de utente do SNS.

A plataforma informática para as matrículas dos alunos está com problemas, o que levou muitas escolas a optar por receber os processos em papel, que só posteriormente são introduzidos no portal.

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