Por Enquanto Apenas No Podcast Do SIPE

Como (não) resolver a falta de professores

(…)

A solução para a situação actual não passa por formações em “via rápida” de docentes, pela reformulação das habilitações para aceder à docência ou pelo reforço dos poderes dos órgãos de gestão para proceder a uma espécie de “ajustes directos” sem consulta pública prévia (leia-se, concursos). Os concursos já andam a ser suficientemente desregulados há uma década e o país não é tão grande que, com os meios digitais disponíveis, seja aceitável estar sempre a sublinhar a sua “centralização”.

Pequena Nota Biográfica

|A partir da obra de Bernardim Ribeiro, Saudades. História de menina e moça| (séc. XVI)

“Menina e moça, me levaram de casa de meu pae para longes terras.”

Assim foi comigo. Aos 12 anos, vim para casa de meus tios para poder prosseguir os estudos. Na pequena aldeia onde nasci (Azinheira de Barros, concelho de Grândola) apenas existia escola primária. Na sede do concelho existia um colégio interno com mensalidades incomportáveis para a maior parte das famílias da aldeia. Assim, surgiu no meu horizonte Setúbal.

“Vivi ali |aqui| tanto tempo, quanto foi necessario
para não poder viver em outra parte.”

Da minha infância, recordo os tempos em que brincava às escolas, com outras meninas da minha idade. Guardava os cadernos usados e, mesmo quando não tinha companhia para a brincadeira, sentava as minhas bonecas nas cadeiras em volta da mesa, colocava-lhes os cadernos em frente e, claro, era eu a professora.

No final da 4a classe, realizei o exame de admissão ao Liceu e à Escola Comercial. Tive o privilégio de ter um pai que amava a Liberdade que apenas teoricamente conhecia, por múltiplas razões, mas que me deixou “escolher”. Afinal, o que eu queria mesmo era ser professora e o Liceu proporcionava-me a formação para poder concretizar o meu sonho.

E o sonho de menina concretizou-se anos mais tarde. No ano lectivo de 1986-87, iniciei o meu périplo por esta profissão tão essencial e tão digna, mas tão persistentemente maltratada. Em 1989-90, regressei à minha escola, ao Liceu Nacional de Setúbal, já então Escola Secundária du Bocage. Não como aluna, mas como professora. E foi gratificante encontrar ali muitos dos professores que me ajudaram a crescer. Jamais esquecerei o abraço carinhoso da minha querida professora de História do 3o ano (actual 7o), dra. Maria Helena Cabeçadas, que me recebeu na escadaria da entrada com um imenso sorriso. Como foi bom regressar à minha escola de menina e moça e adolescente.

Como era “provisória” (os eternos contratados da actualidade) apenas ali permaneci nesse ano lectivo, mas voltei em 2000-2001 e por aqui permaneci até que um problema de saúde me afastou da profissão, em Outubro de 2019.

Foram cerca de vinte anos a partilhar esperança e anseios com todos aqueles que aqui, neste espaço de memórias, se cruzaram comigo, principalmente os meus alunos e os meus colegas. Guardo comigo gratas recordações da profissão que exerci ao longo de quase 40 anos. Nunca me arrependi da minha opção, mas se fosse hoje, não sei o que decidiria.

“Muito contente fui eu n’aquela terra |nesta profissão/e
nesta escola|; mas…, em breve espaço se mudou tudo aquilo
que em longo tempo se buscou, e para longo tempo se buscava!
(…) Das tristezas não se pode contar nada ordenadamente,
porque desordenadamente acontecem élas.”

Sim, saio da minha profissão com algumas mágoas, fruto das injustiças que se cometeram contra esta profissão. O desrespeito permanente pelos professores, a desconfiança no seu trabalho, os entraves à progressão na carreira, os cerca de sete anos de serviço sonegados, a carga de trabalho burocrático ou a sobrecarga do trabalho não lectivo, os intermináveis contratos a termo, as longas viagens entre casa e escola, os baixos salários, etc. Tudo isto foi acompanhado pela desumanização da Escola em geral e da minha escola em particular.

Assim, aos que partiram, rendo a minha homenagem.
Aos que se aposentaram ou vão aposentar-se, deixo os meus desejos de muita saúde para desfrutarem em pleno desta nova fase das suas vidas.
Aos que continuam na profissão e a ela se dedicam quase incondicionalmente, deixo a minha solidariedade e uma palavra de Esperança.
A todos os que fizeram parte deste meu percurso, deixo o meu muito obrigada.

Maria de Fátima dos Santos Patranito
Professora do grupo 400, entre 12 de Novembro de 1986 e 01 de Abril de 2022

O Triunfo do Efémero

Lá seguiu o artigo para o JL/Educação de Setembro. Adivinho por aquelas páginas, loas e loas às novas medidas tomadas pelo grupo ideológico que governa e por lá escreve. Eu escrevi sobre o triunfo do efémero num currículo que cada vez se preocupa menos em transmitir às novas gerações o legado acumulado pela Humanidade em termos de Conhecimento e mais em divulgar modas transitórias e estilos de vida tidos como muito in e cosmopolitas. Dizem que é a modernidade e que a Educação se deve adaptar aos tempos, algo que ela, com bom senso, sempre demorou a fazer, para poder distinguir o trigo bom do simulacro plastificado, já para não dizer do joio.

Colaborações – Jorge Santos

Publico, a pedido do autor.

Carta Aberta aos 193 Estados-membros da ONU

Ambiente: diagnóstico e prognóstico

“Enquanto o homem continuar a ser o destruidor dos seres animados dos planos inferiores, não conhecerá a saúde nem a paz.” – Pitágoras (582 a.C-497 a.C.)

“Quando eu nasci, as frases que hão-de salvar a humanidade já estavam todas escritas, só faltava uma coisa – salvar a humanidade.” – Almada Negreiros

Sou um humilde e modesto professor de Cidadania e Desenvolvimento, que trabalhou nas suas aulas,  durante o ano letivo que agora está a findar, os vários dossiês, subordinado à temática em subtítulo, sobre a temática vital do Ambiente, vista de vários prismas, desde as alterações climáticas, subida das temperaturas, degelo, depressões, chuvas e calores atípicos, subida das águas dos oceanos, a preservação dos ecossistemas e da biodiversidade, quanto tempo demoram diversos matérias a decomporem-se na Natureza, reciclagem, energias renováveis, empregos verdes, etc.

As nossas convicções perante este tema abrangente do Homem e da sua relação com o Ambiente, acentuou-se ainda mais face os recentes e funestos acontecimentos de inundações na Alemanha, Bélgica, Ásia e incêndios na Grécia, Turquia, Califórnia, Itália, Macedónia, Portugal e outros países, somado aos degelos de glaciares, mais à poluição das águas, da terra e do ar. Tudo isto somado, vem ainda rasgar mais a vala profunda, em direção a um Apocalipse mais próximo e à 6.ª extinção em massa. Será este o caminho que os líderes mundiais (políticos, económicos, religiosos e outros) desejam? Creio bem que não!

Questão: Ainda vamos a tempo, de mudar o paradigma de hábitos consumistas?

Resposta: Sim! Lenta, mas com convicção, é preciso sensibilizar toda a população em geral, que a humanidade corre perigo de extinção, nos próximos 70 ou 80 anos, se nada de substancial, for alterado. Somos 7 mil milhões de consumidores, a caminhar para os 10 mil milhões. Temos de estar conscientes que muitos recursos que usamos são finitos e “Não existe Planeta B”! Os resultados estão à vista. Se quisermos viver num planeta mais ecossutentável e deixarmos anos uma boa herança ecológica e hídrica aos nossos filhos, netos e bisnetos.

Questão: Poderemos reciclar mais e melhor?

Resposta: Sim, criando mais empresas de reciclagem especializada, para recolher o lixo doméstico, dos terrenos, o industrial, o lixo dos rios, dos mares, dos oceanos, etc.

Questão: Podem os governos do mundo, reduzir significativamente as suas pegadas hídricas e ecológicas?

Resposta: Sim, desde que todos cumpram com o Acordo de Paris, ou, agendando uma nova cimeira climática mais ambiciosa, em que todos os países do mundo estejam presentes e comprometam-se por escrito, a assinar as várias etapas rumo a um planeta mais verde e azul-claro.

Questão: Como?

Resposta: Criando milhões de empregos verdes e mais tecnologia para despoluir, reciclar e proteger o ambiente. A isto, acrescenta-se o investimento de muitos mil milhões de Euros e dólares, fazendo uma boa distribuição global dessa verba, criando também uma Polícia Mundial Ambiental (Mundispol) e um Tribunal Internacional de Crimes contra o Ambiente, com sede, num destes países: no Luxemburgo, na Noruega (Oslo), ou na Suécia (Estocolmo), ou noutro país com excelentes práticas ambientais.

Questão: Portanto, tudo o que se disse, traria incomensuráveis vantagens?

Resposta: Certíssimo. Melhor ambiente terrestre, aquático e atmosférico. Já reparou que a poluição afeta vários órgãos do corpo humano? Quantas mortes poderiam ser evitadas, com uma maior despoluição, desplastificação e uma reflorestação cada vez maior, dos milhões de hectares ardidos por todo o mundo?

Como já disse, muitos milhões de postos de trabalhos seriam criados e muitos milhões de vidas poupadas, a nível planetário!

Nota final:

Todas as serras e montanhas do mundo deveriam ser consideradas “Templos” e “Sagradas” e a seguir, os rios internacionais, nacionais, etc. Quem atear fogo contra as mesma, seria “Declarado Crime contra a Humanidade e os Ecossistemas”. O mesmo aconteceria para os caçadores furtivos que entram nas reservas ambientais e abatem espécies protegidas, como elefantes, leões e rinocerontes, etc.

DISTINÇÕES:

Prémios simbólicos (Árvore da Vida) para os que lutaram ou ainda lutam por um Planeta mais ecossustentável, mais saudável e mais humano:

Jacques-Yves Costeau (a título póstumo) pelas viagens ao mundo silencioso das profundezas marítimas; 

– David Attenborough – um ícone vivo e um conhecedor do Planeta, como pouquíssimos, pelo seu trabalho de mais de seis décadas de investigação, divulgação e alertas à humanidade, para o perigo de extinção que esta corre, pela redução dos ecossistemas e dos habitats naturais que ameaçam múltiplas espécies, e naturalmente, a nossa!

-Greta Thumberg – Adolescente que alertou os jovens e não só, para as alterações climáticas. Causou incómodo em líderes negacionistas. “A Nossa Casa Está A Arder” e “Nunca somos demasiado pequenos para fazer grandes coisas”, são afirmações suas e muito impactantes!

-Catarina Canelas – jornalista da TVI, que produziu um excelente documentário, intitulado: Plástico, um novo continente. Ver e rever o Episódio 4: Plástico, O Novo Continente: Comemos plástico (com a duração 16:39);

https://tvi24.iol.pt/videos/sociedade/episodio-4-plastico-o-novo-continente-comemos-plastico/5f35a44a0cf2c42d260974f6

Campanhas da Greenpeace – Parar as alterações climáticas; proteger as florestas ancestrais; defender os nossos oceanos; defender a Agricultura sustentável; eliminar as substâncias químicas tóxicas do nosso ambiente, etc. Retirado do seu site –http://www.greenpeace.org/portugal/pt/

Associação ambientalista Zero – Promove ativamente a cidadania ambiental e muito mais!

Para os colecionadores de citações ambientais e humanistas:

Citações auríferas:

“A natureza nunca nos engana; somos sempre nós que nos enganamos.” – Rousseau

Pelas aves, podemos aferir a qualidade do ar, da terra e das águas.

“É triste pensar que a natureza fala e que o género humano não a ouve.” – Victor Hugo

“Trate bem a terra. Ela não lhe foi doada pelos seus pais. Ela foi-lhe emprestada pelos seus filhos.” – Provérbio antigo do Quénia

– “Se as abelhas desaparecerem da face da Terra, a humanidade terá apenas mais quatro anos de existência.” – Albert Einstein

“Os oceanos estão afogados em plástico.” – Paula Sobral

“Chega-se mais facilmente a Marte do que ao nosso próprio semelhante.” – José Saramago

“Cada dia a natureza produz o suficiente para nossa carência. Se cada um tomasse o que lhe fosse necessário, não havia pobreza.” – Mahatma Gandhi.

– O mundo não será destruído por quem faz o mal, mas por quem assiste sem agir.” — Albert Einstein

“Somente quando for cortada a última árvore, pescado o último peixe, poluído o último rio, que as pessoas vão perceber que não podem comer dinheiro.” (Provérbio Indígena)

     Autor: Jarbas J, “Desmatamento”, Diário de Pernambuco, 2007

Muita coisa faltou mencionar e descrever, por exemplo: sobre a pegada hídrica (quantos litros de água são precisos para produzir determinado produto ou alimento?), a pegada ecológica, as energias renováveis, a despoluição urgentíssima dos oceanos, mares, rios, a defesa das florestas e o combate à desertificação (criando muitos milhões de postos de trabalho em todo o mundo). Ficará para outra oportunidade. Contudo, pode enviar os seus comentários, partilhas e vídeos mais explicativos para: jorge.m.santos.008@gmail.com

Inbox

O contributo pessoal foi curto, mas permitiu descobrir melhor uma figura sobre a qual pouco ou quase nada conhecia (Chrystal Macmillan). E completei a trilogia das cores nesta colecção, pois fui coautor de um de capa azul, autor de um de capa verde e agora colaborador de um com capa vermelha.

Às muito atentas, rigorosas, diligentes coordenadoras, deixo aqui o meu agradecimento e elogio público.

Em Defesa da História e da Memória Histórica – Jorge Santos

…e outras opiniões pessoais!

Este modesto artigo, visa abrir debates em torno do seu título, em função do tempo disponível de cada um, das prioridades e do (in)cómodo para os pensadores que realmente queiram reequacionar certezas efémeras ou ver só a ponta do iceberg.

Tenho para mim a ideia clara que quando nascemos, não somos uma folha em branco. Transportarmos genes, grupos sanguíneos, cores de olhos, cabelos e padrões de comportamento… herdados dos nossos pais, avós, bisavós, etc. Como disse o Sr. Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa, “Não há portugueses puros” em termos étnicos.

Tenho também a ideia metafórica que a (nossa) História acompanha-nos sempre, tal como a nossa sombra, quer quando caminhamos em direção ao sol, ou quando caminhamos em sentido oposto. Nunca nos abandona!

Tem havido um certo alheamento, desvalorização e relativização da História e do saber científico que mentes brilhantes produziram, quando no seu labor exaustivo e hercúleo, folhearam milhares de páginas, investiram anos ou várias décadas de estudo, entrevistando centenas ou milhares de protagonistas e testemunhas oculares, cruzando declarações, afirmações, com fotografias, filmes e marcadas deixadas na pele, nos ossos, sangue e no cérebro. A imagem vale por mil palavras (nos tribunais é ouro e na medicina ajuda a diagnosticar e prognosticar males e terapêuticas). Podiam citar-se inúmeros exemplos e noutras ciências ou áreas do saber. Na História (des)monta e (des)constrói narrativas e opiniões mal fundamentadas ou enviesadas. Para o historiador rigoroso, objetivo, neutral, independente, ouve todos (da esquerda, do centro, da direita), apura tudo, consulta as fontes primárias, o tal “documento é monumento” como Jacques Le Golff dizia. Uma vez tocadas e lidas as “fontes”, o historiador submete-as ao crivo do método científico-histórico e publica o seu trabalho, com centenas ou milhares de documentos probatórios do que pretende defender e… contra factos e números, não há argumentos. Milhares de provas seriamente reunidas e corretamente identificadas e referenciadas, não podem ser levianamente questionadas! É essa a grande vantagem e contributo da História e do Saber Histórico, alavancada pelo enorme contributo da Escola dos Annales, quando indelevelmente apela a uma abordagem nova inter ou multidisciplinar da História. A Psicologia, a Sociologia, a Economia, a Antropologia, a Ciência Política, a Demografia, a Religião, a Neurociência, a Neuroimagem, as TIC, cada uma destas áreas, veio auxiliar e reforçar o valor da História.

Reparem ilustres leitoras e leitores, que desde a zona do Crescente Fértil, os berços da nossa civilização ocidental, com matrizes identitárias judaico-cristãs e greco-romanas (e levemente islâmicas), a essência do Homem, pouco mudou. Em termos de avanços tecnológicos, sabemos daqui a pouco mais de Marte e dos exoplanetas do que do nosso “próximo”. O sábio José Saramago, disse em 1998: “Chega-se mais facilmente a Marte do que ao nosso próprio semelhante”.

Muito antes deles, outros vultos maiores do pensamento mundial escreveram no papel e na pedra, o que passo a citar:

“A vida começa verdadeiramente com a memória”. (Milton Hatoum)

“Se queres prever o futuro, estuda o passado.” (Confúcio)

“A história é émula do tempo, repositório dos factos, testemunha do passado, exemplo do presente, advertência do futuro”. (Miguel Cervantes)

“Um povo que não conhece a sua história está condenado a repeti-la”.  (Edmund Burke)

“Eu conquistei a Europa pela espada, os que vierem depois de mim, conquistarão pelo espírito.” (Napoleão)

– “Nunca se mente tanto como antes das eleições, durante uma guerra e depois de uma caçada”. (Bismark)

“História é passado e presente; um e outro inseparáveis.” (Fernand Braudel)

“Se você não conhece a História, não conhece nada. Você é uma folha que não sabe que é parte de uma árvore.” (Michael Crichton)

Hoje, dia em que escrevo este modesto artigo, o Instituto Sueco V-Dem, na Universidade de Gotemburgo, denúncia que a “Democracia global retrocedeu para níveis de há 30 anos e denuncia uma aceleração das tendências autocráticas”. Deveras preocupante!

– No passado e no presente cometemos erros. Expulsamos os judeus! Não estabelecemos relações ainda mais estreitas, sólidas e verdadeiramente irmãs, com o Brasil, Cabo-Verde, Guiné-Bissau, Santo Tomé e Príncipe, Angola, Moçambique, Goa, Macau, Timor, etc. Muito já foi feito, mas ainda está muito por fazer!

Ainda não soubemos captar o contributo dos povos acima mencionados, assim como não soubemos estabelecer parcerias ou colaborações mais estreitas com a Rússia (já que alguns europeus não tem tratado bem os russos e descurados os grandes cientistas, escritores, matemáticos e artistas nascidos na Rússia, Ucrânia, e noutras repúblicas da ex-URSS). Nós queremos trabalhar com eles, em prol da ciência, da tecnologia e por um mundo mais “sustentável”! Queremos trabalhar com a Índia, o Iraque, o Irão, a Arábia, o Dubai, os Emirados Árabes Unidos, com a Austrália, com a Suíça, o Canadá, o Japão (fomos os primeiros europeus a chegar a esse país pelo qual nutrimos enorme estima), a China (ligações desde o século XVI) e manter as ligações umbilicais à União Europeia e à Inglaterra. A propósito, fiquei muito triste com a saída do Reino Unido da União Europeia. Espero que um dia, regresse novamente à União Europeia. Não concebo uma União Europeia sem o Reino Unido!

Com os Estados Unidos, a nossa ligação é fidagal, coronária e cerebral, pois fomos o 1º país do mundo a reconhecer a Independência dos EUA.

É meu desejo deixar uma certa distopia em que vivemos e direcionamo-nos para uma utopia tipo norueguesa!

Distinções simbólicas:

– Diamante azul: para o Papa Francisco, pela viagem ao Iraque, pelas palavras e pelas ações praticadas;

– Rubi vermelho: pela ação marcante do Engenheiro António Guterres, enquanto Secretário-Geral da ONU, num mandato cheio de espinhos e entraves. Revelou uma coragem inexcedível. Orgulho-me de si!

– Esmeralda: para a jornalista da TVI24, Catarina Canelas pelo seu Excelente e Maravilhoso Documentário: “Plástico: o Novo Continente”, entronca na perfeição nas afirmações de Pitágoras (570 a.C. – 490 a.C.) quando disse: “Enquanto o homem continuar a ser destruidor impiedoso dos seres animados dos planos inferiores, não conhecerá a saúde nem a paz. Enquanto os homens massacrarem os animais, eles se matarão uns aos outros. Aquele que semeia a morte e o sofrimento não pode colher a alegria e o amor.” Ainda alguém duvida da importância da História?

Jorge Santos

P.S. Espero que nos novos manuais de História venham um suplemento, com 5 ou 6 páginas, dedicados às epidemias e pandemias que assolam a Humanidade há mais de 2 500 anos. E já agora, mais outras tantas páginas, dedicadas à História da Vacinação, aos entraves, obstáculos naturais, aos Inventores e as pessoas negacionistas. Este é um filme que  já tem séculos. Não basta explicar ou retratar a crise do século XIV e a chegada da Peste Negra à Europa. Nós, os professores de História, queremos ligar e articular melhor o presente ao passado e vice-versa, para tornar a História o mais realista possível. Afinal, os médicos, os investigadores, cientistas e inventores, passam pelas nossas aulas na adolescência e talvez comecem a acreditar mais no valor incomensurável da História.

 Desculpem a não referência a países, a quem muito devemos (ex: França, Alemanha, Luxemburgo e tantos outros)! Ficará para outra oportunidade. O meu país quer contribuir com toda a gente que luta pela valorização do conhecimento, fonte de luz, do progresso, em direção a mundo mais justo, humano, solidário e mais sustentável (ecológico). A nossa “espécie” do homo sapiens sapiens, ou homo digitalis, não pode querer caminhar para a 6ª extinção em massa, ou quer?

Jorge Santos

Colaborações

Texto enviado por colega que optou pelo anonimato.

Pregar no Deserto em Busca de um Oásis

– A Senhora Ministra da Saúde, afirmou há tempos, que a ordem é “testar, testar e testar”. Então qual a razão que nos levou a cair há poucos dias para o 16 ou 17º país no ranking dos países europeus, no que concerne aos testes à Covid-19, sendo Portugal um país com mais casos na Europa há 4 ou 5 semanas? Para maquilhar as estatísticas ou algumas falhas?

– Palavra de Ministro, não é palavra honrada? É verdade que os computadores só foram encomendados no final de dezembro de 2020?

– Se voltarmos à Escola Presencial em março, o cenário do aumento de contágios de reinfecções, está de todo afastado, certo?

– Para além dos doentes infetados e acamados com covid-19, mais os médicos, enfermeiros, bombeiros, porteiros, auxiliares de limpeza, alguém tem a noção exata do que é estar infetado?

– Quais as razões porque o Estado não assinou acordos com as operadoras de telecomunicações para reforçar a potência e a velocidade da internet em setembro ou outubro?

– Porque não se instalaram em tempo útil mais antenas das operadoras de telecomunicações pelo País?

– Será que dos 400 milhões ou 500 milhões de Euros prontos para nova injeção no Novo Banco, não poderiam ser canalizados para a aquisição das tais antenas e reforço da velocidade da net?

– Porque têm os professores de investirem 800 a 1200 Euros do seu bolso para assegurar as aulas à distância, mais a eletricidade da sua própria carteira?

– Quais as razões que sustentam que os Diretores e as Direções dos Agrupamentos podem eternizarem-se nos seus cargos, quais dinossauros? 

Se os Presidentes da República (2 mandatos seguidos) e os Presidentes de Câmara têm os seus mandatos limitados em termos temporais, porque não se passa o mesmo com as Direções e com os Diretores dos Agrupamentos? 

– Se na política pública e na Constituição, existe independência dos três poderes, qual a razão para que um(a) Diretora) presida à Direção (lógico), presida ao Conselho Pedagógico (mais ou menos lógico) e também presida à SADD (Seção de Avaliação de Desempenho Docente)? Ou esteja presente, de modo a poder influenciar (em abstrato) as classificações? Não é demasiado poder numa só pessoa? Não há amigos[as) das Direções? Sim, aqueles que andaram com folhas a angariar assinaturas paras listas? E há também os Bufos (Reais) que querem ainda ser mais bonitos do que já são?  Quem duvida disto, consulte os sábios conselhos dos psicólogos, psiquiatras, neurocientistas, sociólogos, antropólogos, advogados? O trabalho multidisciplinar é muito importante!

– Porque razão, todos os docentes, todos os Encarregados de Educação, todos os assistentes operacionais e todos os alunos com mais de 14 anos (já têm idade para tirarem a carta de motociclo) não podem votar para escolher os seus Diretores de Escola/Agrupamento?

– Só agora com o Ensino à Distância, é que Vossas Excelências despertaram para as centenas ou milhares de jovens em risco, provenientes de famílias disfuncionais, desestruturadas ou muito carentes em termos socioeconómicos?

– Qual a razão que leva a que apenas 250 psicólogos (dos 24 000 existentes no País) exerçam no Sistema Nacional de Saúde?

 – Talvez alguém tenha razões reais, objetivas e solidamente fundamentadas!  

– Como disse John le Carré, ver o mundo atrás de uma secretária, pode ser muito perigoso!

– O conhecimento, a transparência e uma boa comunicação, são fontes de credibilidade e de evolução a todos os níveis. O exemplo tem que vir de cima, porque o “peixe apodrece pela cabeça”;

– Houve Agrupamento(s) que retiraram 45 minutos à História no 8º Ano (com um programa muito extenso) e abdicaram de ter como opção no 12º Ano, a Disciplina optativa de História , Culturas e Democracia…E depois, admiram-se do crescimento dos extremismos, de atos violentos e do crescimento eleitoral de partidos que querem dividir portugueses, em vez de “unir” para que as mentes muito brilhantes que existem no País, brilhem no Mundo, como o CR7 brilha no desporto-rei!

– Viva a democracia, qual planta, que todos os dias tem de ser alimentada e é preciso muito cuidado com as ervas daninhas que possam crescer ao seu redor e também com os parasitas que podem infiltrar-se nela, apodrecendo-a!

– Uma última nota: por que razão a maioria dos pais, quer muito bons e excelentes professores para os seus filhos, mas não querem que os seus filhos sejam professores?

Um País que não aposta na Educação, é um País eternamente adiado! Todos os doutores, constitucionalistas, engenheiros, arquitetos, médicos, enfermeiros, comerciantes, jornalistas, carteiros, padeiros, motoristas, cozinheiros, jardineiros, funcionários dos super e hipermercados, etc. Tiveram que ter na sua formação professores para lhes ensinar as letras, os números, a geometria e a desenvolverem o cálculo, o raciocínio e…a inteligência!

Quase a finalizar recorro as algumas afirmações, quais pilares educativos e formativos, que arrancam do subsolo, atingem os céus (e toda esta galáxia):

“Educai as crianças, para que não seja necessário punir os adultos. “- Pitágoras.

 “Numa época de mentiras universais, dizer a verdade é um ato revolucionário.” – G. Orwell

A Cegueira da Governação

Príncipes, Reis, Imperadores, Monarcas do Mundo: vedes a ruína dos vossos Reinos, vedes as aflições e misérias dos vossos vassalos, vedes as violências, vedes as opressões, vedes os tributos, vedes as pobrezas, vedes as fomes, vedes as guerras, vedes as mortes, vedes os cativeiros, vedes a assolação de tudo? Ou o vedes ou o não vedes. Se o vedes como o não remediais? E se o não remediais, como o vedes? Estais cegos. Príncipes, Eclesiásticos, grandes, maiores, supremos, e vós, ó Prelados, que estais em seu lugar: vedes as calamidades universais e particulares da Igreja, vedes os destroços da Fé, vedes o descaimento da Religião, vedes o desprezo das Leis Divinas, vedes o abuso do costumes, vedes os pecados públicos, vedes os escândalos, vedes as simonias, vedes os sacrilégios, vedes a falta da doutrina sã, vedes a condenação e perda de tantas almas, dentro e fora da Cristandade? Ou o vedes ou não o vedes. Se o vedes, como não o remediais, e se o não remediais, como o vedes? Estais cegos. Ministros da República, da Justiça, da Guerra, do Estado, do Mar, da Terra: vedes as obrigações que se descarregam sobre vosso cuidado, vedes o peso que carrega sobre vossas consciências, vedes as desatenções do governo, vedes as injustiças, vedes os roubos, vedes os descaminhos, vedes os enredos, vedes as dilações, vedes os subornos, vedes as potências dos grandes e as vexações dos pequenos, vedes as lágrimas dos pobres, os clamores e gemidos de todos? Ou o vedes ou o não vedes. Se o vedes, como o não remediais? E se o não remediais, como o vedes? Estais cegos.

Padre António Vieira, in “Sermões”

…Continuo a acreditar (racional e emotivamente) na Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948), na Declaração Universal dos Direitos da Criança (1959) e na Constituição da República Portuguesa!

J.

P.S. Estas perguntas e as opiniões subjacentes às mesmas, não visam criar unanimidade!

Opiniões – Ricardo Silva

Uma (outra) visão do Ensino à Distância (E@D)

A partir do  próximo dia 8 de fevereiro, professores e alunos, deste país, entrarão numa nova fase de Ensino à Distância (E@D), sem fim à vista, sem estarem garantidas as condições necessárias para assegurar a qualidade e a eficácia do processo, a equidade no acesso ao mesmo por parte dos alunos, tudo isso perante a suprema desfaçatez do governo que pretende, um vez mais, e sem pedir licença, fazer dos professores autênticos financiadores do sistema educativo, não lhes proporcionando quaisquer compensações por serem eles a disponibilizar os recursos, materiais e tecnológicos, necessários ao funcionamento do Ensino à Distância. Deixando de lado este aspeto que já foi tratado, e bem, por outros colegas (https://guinote.wordpress.com/2021/01/29/a-lei-do-teletrabalho-aplica-se-aos-professores/) passarei então a analisar, sob outro prisma, algumas das entropias que enforma este novo modelo de E@D em fase de lançamento.

Como comecei por escrever, a partir do  próximo dia 8 de fevereiro, professores e alunos irão entrar numa nova fase de Ensino à Distância e, a partir desse dia, A SALA DE AULA PASSARÁ A SER A NOSSA CASA (as maiúsculas entender-se-ão melhor mais à frente)! E nesse contexto, nessa realidade, nesse quase “novo normal” educativo, há um grave problema que se levanta, sobretudo para os professores que, tal como nós, têm filhos em idade pré-escolar (no nosso caso, uma filha com 3 anos de idade). Ao contrário do que aconteceu na 1ª fase do E@D, entre março e junho do ano transato, em que os horários de professores e alunos puderam ser alterados e adaptados, e em que cada escola se organizou de acordo com os seus Planos de Trabalho Semanais (que contemplavam apenas alguns momentos síncronos, sendo a grande maioria assíncronos), desta vez, ao que tudo indica, e pelo que já sei e posso testemunhar, as direções escolares estão a preparar o arranque do E@D (resta ainda saber se de motu proprio, se por indicação ministerial) com base no princípio de que os docentes terão de cumprir integralmente a componente letiva (ou uma larga percentagem da mesma), com aulas síncronas e, adicionalmente, facto relevantíssimo, os horários dos alunos não poderão ser alterados, ou seja, devem ter as aulas tal como estão distribuídas e marcadas no seu horário semanal. Assim sendo, os professores terão de respeitar integralmente os horários dos alunos, sem modificações, mesmo que uns tempos possam ser síncronos (a maioria) e outros assíncronos. Teoricamente, tudo isto até poderia estar correto, e pode até fazer sentido para os pais, de um ponto de vista de organização familiar, manutenção de rotinas e hábitos de trabalho.

No entanto, ninguém se lembrou que esta solução/opção “organizativa”, de querer transpor para o Ensino à Distância os horários integrais (ou quase) de professores e alunos, como se se pudesse replicar em casa o que se faz na escola é, para além de uma imbecilidade e uma impossibilidade pedagógica, um fator de enorme perturbação para os professores, sobretudo para os que têm filhos em idade pré-escolar, pois, quando tiverem de dar aulas síncronas, e em simultâneo, se forem casais de professores (o que acontecerá em muitos momentos, bastando que ambos tenham aulas no turno da manhã, ou da tarde, ou mesmo misto, mas com horas coincidentes), simplesmente não só não poderão fazê-lo com um mínimo de condições, pois estarão sempre a ser interrompidos pelos seus filhos (dadas as suas naturais solicitações, brincadeiras, birras, intromissões e necessidades, ficando perturbado, de forma irremediável, o normal decorrer das aulas síncronas e a sua qualidade), como não poderão garantir-lhes os cuidados de acompanhamento e proteção que obviamente necessitam, merecem, e constitucionalmente lhes são garantidos, quer seja nos cuidados básicos, quer seja para o seu bem estar emocional, ou mesmo para o seu correto e equilibrado desenvolvimento educacional, já sem falar no direito que têm a ver salvaguardada a sua privacidade e intimidade, pois, como já sublinhei atrás, a sala de aula passará agora a ser a nossa casa, e não se podem (não se devem!) trancar os filhos na despensa, enquanto os progenitores estão agarrados a um computador, a dar aulas síncronas, horas a fio! E se, no ensino presencial, numa sala de aula tradicional, ninguém admitiria, ou compreenderia, que o professor estivesse acompanhado do(s) seu(s) filho(s), durante as aulas, ainda para mais sendo crianças, por que motivo já ninguém se espanta, ou incomoda, quando estes estiverem presentes na sala de aula que será, muito em breve, a sua própria casa? Alguém no governo ou no Parlamento já viu a questão por este prisma? Eu não só já vi, como parece que terei de trabalhar nessas condições! Eu, a minha mulher, e muitos outros colegas! E só não são mais, porque cada vez menos há professores com filhos crianças! Até isso, só isso, já deveria preocupar quem nos governa, pois o envelhecimento da classe docente é outro grave problema, que se arrasta, sem solução à vista!

Ao invés de outros profissionais (cuja função não se coaduna com o teletrabalho), que poderão ficar em casa, sem trabalhar (embora com alguma perda salarial), para acompanhamento dos seus filhos menores de 12 anos ou que têm condições especiais para apoio aos mesmos (por exemplo, os profissionais de saúde), os professores, simplesmente, não podem fazê-lo porque, quer pertençam à Segurança Social ou à CGA (e cá em casa coexistem as duas situações – outro escândalo, que deveria merecer atenção sindical mais firme), estão em teletrabalho! Ora, o teletrabalho pressupõe (ou deveria pressupor) alguma flexibilidade de horário, situação que, tal como acabei de demonstrar, não vai acontecer nesta 2ª fase de E@D, pelo menos, tal como está a ser pensada e organizada. Alguém no governo, no Parlamento, nos sindicatos, ou nas escolas, pensou nisto, sequer por um segundo???? Não me parece! Afinal, e como me disse hoje uma colega, muito incomodada, durante uma reunião de avaliação: “tens de te organizar, isso é um problema que vocês têm de resolver, quando o meu filho era pequeno, e eu tinha reuniões na escola que acabavam tarde, deixava-os com a vizinha!” Ora, se tal é dito por uma colega, comparando situações incomparáveis, isto já sem referir que no atual contexto de pandemia, por razões óbvias, a “casa da vizinha” nunca poderia ser a “casa da Joana” (a minha filha chama-se Joana), o que dirão então  aqueles que não irão dar aulas à distância, sejam eles diretores escolares, sejam eles governantes? Enfim… perante isto, valerá a pena dizer algo mais? Creio que sim, talvez valha ainda a pena colocar algumas perguntas finais.

E eu? Faço o quê? Sacrifico a minha filha, as suas necessidades, o seu bem estar e o seu equilíbrio emocional? Mais uma vez? E que raio de aulas vou dar, com ela sempre a chamar-me, e a querer-me ao seu lado, sem ter idade e maturidade suficientes para entender que não posso (mesmo que queira), e isso uma e outra vez, durante horas a fio, dia após dia? A mãe num computador, o pai no outro (ou então a disputarem o único disponível) e ela ali, com os pais tão perto, mas ao mesmo tempo tão longe, transformados por força da lei, nuns pais de “pedra”, “surdos e mudos”, inacessíveis para ela, mas completamente dedicados aos seus alunos e à nobre missão de ensinar! A sério que ninguém pensou nisto? E agora que eu expliquei, alguém vai fazer alguma coisa?

Ricardo Silva

Opiniões – Jorge Santos

Confidências

Sou um dos vários milhares de professores do ensino público e estou em regime de teletrabalho, com obrigações de participar em reuniões à distância e de responder a inúmeros emails institucionais. Acontece que na zona onde moro, a ligação à internet sofre interrupções constantes, perdendo a ligação com os meus colegas ou os meus alunos.

Com o retorno do ensino à distância (já sabemos que será no dia 8 de fevereiro), vou ter aulas e reuniões em que ou não consigo entrar ou vou estar poucos minutos. Telefonei há minutos para a minha operadora e expus a situação. Perguntei ao funcionário Sr. X, se a operadora passa um comprovativo em como a minha zona está sinalizada como uma área com fraca qualidade na ligação à internet, de modo a poder justificar porque cheguei atrasado 20 ou 25 minutos à reunião, ou não ter conseguido dar a(s) aula(s) síncrona(s)?

De facto, essas ocorrências já se verificarem muitas vezes, tal como constatei em março, abril, maio, junho de 2019 ou na semana passada (janeiro de 2020).

Respondeu-me o dito funcionário Sr. X:

– Que a empresa não passa esse comprovativo!

Se eu, eventualmente, esquecer-me de pagar a internet na data estipulada, passado 6 ou 7 dias (o que ainda não aconteceu), fico com a ligação cortada, mas a operadora de telecomunicações em causa, não se responsabiliza por emitir um documento a comprovar que na minha zona a ligação à internet está sinalizada como fraca ou, que existem horas em que se verifica excesso de tráfego digital!

Entretanto, enquanto não há um reforço da potência da rede (nove meses é suficiente para corrigir o que esteve menos bem durante o primeiro confinamento), pus os meus neurónios a funcionar e para mitigar os problemas pensei em três soluções:

1º- Subir ao telhado e comunicar por sinais de fumo!

2º – Fazer um contrato com a Associação Columbófila local, e contratar durante um mês, os serviços de 90 pombos-correio, uns para a localidade sede (os mais novos), outros (os mais maduros e resistentes) para as aldeias!

3º -Deixar as tarefas a desenvolver durante a semana, na minha disciplina, numa placa dentro dos supermercados!

Aceito outras sugestões!

O colega (des)animado,

J. Santos