Dispensa Do Quê?

Dispensa para Formação
Por Despacho (descarregar aqui) de Sua Excelência a Senhora Secretária de Estado Adjunta da Educação, foi concedida a dispensa para formaçãonos termos do artigo 9.º da Portaria n.º 345/2008, de 30 de abril, para os dias 24 e 25 de outubro, aos professores organizadores e participantes no VI Congresso Internacional da Pró-Inclusão 2019, desde que sejam asseguradas as atividades letivas dos alunos, nas respetivas escolas

Já agora… como me enviarão a medalha? Os CTT Expresso ainda não me entregaram o novo Astérix e devia chegar hoje.

Na Sessão de Abertura do Congresso Internacional da Pro-Inclusão em Santarém vão ser entregues 7 Medalhas de Mérito:

Maria do Céu Roldão
Isabel Amaral
Ariana Cosme
João Carlos Gomes Pedro
João Costa
Domingos Fernandes

Professores Portugueses 

Honra ao Mérito!

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Uma Circular – Finalmente – Com Algum Sentido

A mais de um nível. Embora seja o mesmo ministério que não equipa as escolas e agrupamentos com o pessoal não docente indispensável.

No agrupamento de escolas de Benavente, os alunos deixaram de poder sair da escola para ter aulas de educação física no pavilhão municipal. A decisão do diretor surge no seguimento de uma circular da DGEstE (Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares) enviada a todas as escolas do país e a que o Observador teve acesso.

“Considerando a necessidade, em alguns AE/ENA [agrupamentos de escolas/escolas não agrupadas], de os alunos se deslocarem para outros locais fora das instalações da escola onde decorrem algumas atividades letivas, designadamente, aulas de educação física, devem os senhores diretores obter a autorização dos respetivos encarregados de educação para o efeito, e garantir que os alunos são sempre acompanhados por, pelo menos, um trabalhador do AE/ENA durante todo o percurso das deslocações”, lê-se no documento.

Claro que não me admira que, na mesma peça, surja quem se preocupa mais em defender o seu domínio sobre o currículo do que em reivindicar condições físicas adequadas nas escolas para a prática da disciplina, discorde da medida. Porque fazer Educação Física em áreas sem quaisquer condições como sótãos, pavilhões ainda com amianto ou com o revestimento a dar as últimas ou fazer a miudagem do 5º ano sair em 10 minutos da escola para pavilhões a centenas de metros de distância e voltarem no intervalo não é problema que considerem relevante.

ginastica

(já agora… era tão bonito que existisse coragem para se falar em certas práticas de avaliação no Secundário, agora que conta para a média e é preciso provar que há alunos que beneficiam disso… sendo naturalmente mais fácil que isso aconteça com os que pouco pescam do resto…)

 

A Partir De Agora Só Greves Entediantes, Programadas E, Claro, Que Tragam Sacrifício Material Apenas Aos Grevistas E Poupanças Ao Estado

Vou agora esperar pela resposta indignada da “esquerda radical” a uma medida que se fosse de um “governo da Direita” seria razão para cuspirem todo o fogo dos Infernos.

CADEIRADEBALANÇO

(se calhar, até poderão refilar, mas estão a rejubilar por dentro por terem sido devidamente amestrados os heterodoxos e surpreendentes enfermeiros)

A Parcela Da Verdade A Que Temos Direito?

Chega a ser comovente ler e ouvir tanta gente que agora parece saber tanta coisa sobre os desmandos da nossa banca (e empresas que só serviram para desviar muitos milhões) depois de terem acontecido e quando apenas o armando vai dentro por causa de robalos. O sistema está todo contaminado, não é qualquer teoria da conspiração. E o que vamos sabendo é o que é considerado indispensável para dar uma aparência de “regular funcionamento das instituições”. Talvez não sejamos um país com um sistema político-económico-mediático ao corrupto nível de uma república das bananas, mas é porque as da madeira são das pequeninas e no continente mal crescem. Mas não é por falta de regarem o terreno. Por momentos, dá-se assim uma amnésia geral como se muita desta gente não tivesse sido medalhada e condecorada nos 10 de junhos e em outros eventos do regime ou de associações de prestígio. E ainda surja em prime-time a dizer como se devia fazer. O que querem? Que um tipo fique feliz por ver em letra impressa ou virtual o que se ouvia, mas quem o dizia não tinha a coragem de o publicar sem autorização superior, não fossem os patrocínios e publicidades desaparecerem?

Avestruz

Já Leram o Título da “Declaração de Compromisso” no Site do Governo?

Declaração de compromisso para a discussão de formas de mitigar o congelamento das carreiras dos docentes

Só por diversão (calma, eu conheço a palavra), fui consultar para exibir definição:

mi·ti·gar – Conjugar
(latim mitigo-are)

verbo transitivo e pronominal

Tornar ou ficar mais suave ou menos intensogeralmente o que é mau de sofrer. = ABRANDARATENUAR,
“mitigar”, in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://www.priberam.pt/dlpo/mitigar [consultado em 09-12-2017].

Nos sinónimos não está eliminar ou acabar com.

Há quem diga que vai estar atento? À discusssão sobre a mitigação?

mitigado

Precisamos de uma Escola para o Século XXI Como Lá Fora!

Número de alunos com maus resultados está a descer em Portugal. Na UE a situação está a piorar

 

Comissão Europeia alerta que a UE se está a afastar do que foi estabelecido como meta para 2020 no que toca à redução dos fracos desempenhos na literacia em leitura, matemática e ciências.

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(e os profes portugueses são do pior, claro, mesmo que os resultados melhorem… porque é tudo responsabilidade das equipas do ME desde o tempo dos afonsinos)

Há Aqui Algo Muito Estranho

O Mário Nogueira e o César Israel Paulo podem congratular-se com a correcção dos “erros” pelo ME (se fosse em outros tempos haveria berraria sem fim… mas as coisas mudam muito), mas há algo que permanece: existiram 363 casos de invalidação de contagens de tempo de serviço feitas pelas escolas, seguindo-se 171 casos de invalidação da invalidação. Pelo meio mais de 3700 denúncias, mas o que está em causa é mesmo o que pode levar a que o ME invalide contagens de tempo de serviço pelas escolas e, ao mesmo tempo, queira descentralizar cada vez mais a gestão de tudo e mais alguma coisa. E está em causa também que (pelo menos) 171 invalidações estivessem incorrectas fazendo com que ess@s professor@s tivessem de ficar com vagas que sobraram das ocupadas por outr@s que, em diversos casos, estavam atrás nas listas graduadas.

Eu sei que os tempos são de Grande Paz e Compreensão pelos inconseguimentos (vamos chamar-lhes assim…) na Educação, sejam quais forem. A margem de tolerância sindical e para-sindical parece-me das maiores, se não mesmo a maior, que alguma vez observei em 30 anos em relação ao poder político. A ausência de crispação é notória por parte de muitos dos mais “aguerridos” nestas matérias e que ainda há poucos anos acusavam de colaboracionismo outras organizações em relação a outra equipa ministerial. Fomos do 80 ao 8 num piscar de mandatos.

Mas há coisas que me parecem dificilmente admissíveis, como um concurso ter decorrido enquanto estavam em apreciação mais de 360 recursos, dos quais 171 já tiveram provimento (e estando mais por ter resposta a 24 de Agosto). Quase tudo nestas vinculações “extraordinárias” me parece errado, desde o princípio de não vincular todos aqueles que cumprem os requisitos para uma vinculação regular aos procedimentos “extraordinários” na pior das acepções que possamos ter.

Mas, desde que os “representantes” dos docentes e, em especial, dos contratados e candidatos à vinculação se mostrem muito satisfeitos com tudo isto (incluindo um mecanismo de vinculação criado por um ministro que criticaram por isso mesmo), é inútil alguém dizer o contrário e realçar o quão errado tudo isto está. Esteve errado com Crato, está errado com Tiago.

A teoria do mal menor continua de vento em popa.

Frade

O Regresso dos Tesourinhos Deprimentes

É bem verdade que estas coisas nunca desapareceram, que em todas as escolas é preciso enroupar documentos com palavreado para fazer o boi dormir, mas este documento com data de 17 de julho é um manancial imenso. As partes destacadas já me chegaram assim por quem me enviou. E estas nem são as melhores.

Só espero que isto não se generalize como incêndio em eucaliptal. Mas as esperanças são poucas porque anda a verdascar forte e tem a legitimação da católica lá de cima.

E lá voltam(os) aos PCT…

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E o que dizer das práticas pedagógicas “inovadoras” de que se espanejaram as teias de aranha?

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E agora a parte melhor, a da avaliação do “projecto” que até mete a OCDE e tudo, porque isto é em grande e o schleicher virá cá confirmar (ou o santiago, caso ele não possa).

Espanta-me a falta da variação “auto”.

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