O Meu “Sentido Profundo De Dever Cívico”…

… impele-me a defender medidas que poupem a saúde e vidas aos portugueses, seja eles quais forem, independentemente de algum desconforto pessoal que isso me possa causar ou de alguma fricção com as minhas convicções de outro tipo mais f(r)accionário.

É quase que um imperativo ético.

calamidade

 

Pelo Educare

Educar para a adversidade

“Brucie dreams life’s a highway
Too many roads bypass my way
Or they never begin
Innocence comin’ to grief
At the hands of life’s stinkin’ car thief
That’s my concept of sin”
(Prefab Sprout, Cars and Girls, 1988)

(…)

Há um enfoque sistemático em educar de forma “positiva”, assumindo que a “felicidade” e o “sucesso” estão garantidos se fizermos tudo aquilo que nos dizem ser o certo. Mas a vida não é assim e o facto de se descurar a prevenção do que pode correr mal deixa muitos indivíduos vulneráveis, com níveis elevados de frustração, cada vez mais jovens. Porque não foram preparados para que as coisas corram mesmo mal. A uma escala que vai para além da “negativa” ou do ocasional “chumbo”. Há problemas muito mais graves do que esses.

Educar para a adversidade pode parecer um lema pouco apelativo.

Mas é indispensável que entendamos a sua extrema necessidade.

pg contradit

Dia 71 – Vamos Falar Disto Mesmo A Sério? – 4

(…)

Uma “comunidade de aprendizagem”, realmente adaptada ao século XXI, assenta na possibilidade de estabelecimento, a qualquer momento, de interacções entre o professor e os alunos e entre estes. Que podem acontecer num tempo e espaço que se multiplicaram e quebraram as barreiras da sincronia e da presença, mesmo se podem manter momentos de partilha presencial na realização de algumas tarefas, em especial no lançamento das sequências de aprendizagem. A redefinição, em especial numa perspectiva conectivista, implica que o tempo da aprendizagem é balizado pelo professor nos seus limites máximos, mas pode ser gerido pelos alunos de acordo com o seu ritmo; assim como permite que o espaço seja multiplicado de acordo com as possibilidades e condições dos alunos. As salas de aula físicas tornam-se pontos de referência, mas não de presença obrigatória de acordo com uma grelha rígida diária ou semanal.

(…)

diario

Mais Uns Materiais Sobre O Conectivismo

Atenção ao início… a Educação não se destina a criar melhores googlers ou melhores trabalhadores, etc, etc. (0’50”). É muito mais do que isso.

Gosto de alguém que não assume certezas.

As ideias já têm uns 15 anos… não são extraordinariamente recentes. Mas, pelo menos, são bem mais jovens do que as que andam por aí nas bocas dos cortesãos da tele-flexicoisa.

Connectivism: A Learning Theory for the Digital Age

Behaviorism, cognitivism, and constructivism are the three broad learning theories most often utilized in the creation of instructional environments. These theories, however, were developed in a time when learning was not impacted through technology. Over the last twenty years, technology has reorganized how we live, how we communicate, and how we learn. Learning needs and theories that describe learning principles and processes, should be reflective of underlying social environments.

Connectivism: Concepts and Principles for emerging Learning Networks

Connectivism: Teaching and Learning

Connect

Dia 68 – Vamos Falar Disto Mesmo A Sério? – 1

(esta semana vou ser muito construtivo… para não dizerem que não há proposta ou alternativas)

(…)

Há opções a tomar que têm implicações profundas no modo de conceber e praticar o ensino e promover as aprendizagens, não se limitando a discutir que plataforma é melhor para simular uma aula presencial à distância ou que ferramentas tem cada plataforma para apresentar um powerpoint aos alunos numa sessão síncrona ou partilhá-lo de forma assíncrona. Enquanto andamos por estas “águas”, nada de muito novo se passa, porque continuamos (por muito que se negue) no “velho paradigma”, seja ele behaviourista, cognitivista ou construtivista, Mas é o que tem acontecido, porque é neste caldo cultural que os decisores e conselheiros próximos se sentem confortáveis.

(…)

diario

Material Escrito Para Reflexão

Se é que queremos mesmo discutir métodos de ensino e aprendizagem ou uma Pedagogia para o século XXI que descole das teses do século XX. Há muito mais, mas hoje parece ser dia de lazer e praia, pelo que ficam aqui apenas umas pistas para futuras discussões. Entre nós, George Siemens é ainda um quase completo desconhecido.

Rapidamente: a favor, o facto de ser mesmo uma forma diferente de encarar a aprendizagem no século XXI; contra, a necessidade de termos uma sociedade com um nível de desigualdade baixo no acesso às “conexões”, se queremos mesmo o tal “novo paradigma”.

Special Issue – Connectivism: Design and Delivery of Social Networked Learning

Conectivismo: Uma teoria da aprendizagem para a era digital

Connectivism as a Digital Age Learning Theory

Conectivismo Pedagógico: novas formas de ensinar e aprender no século XXI

revolucao-digital-720x375

 

Material Gráfico Para Reflexão

O ministro Tiago andou a falar num próximo ano a funcionar numa modalidade que se designa por blended learning ou, se encarado por outra perspectiva, de flipped learning environment. Eu gostava mesmo que quem defende esta opção a entenda e não a esteja a promover apenas para remendar uma emergência (que é o que fazemos desde Março).

Se querem fazer algo de novo, e não apenas cosipar uns buracos na meia pedagógica, seria então bom que decidissem em que fase do modelo SAMR querem ficar. Ou se querem apenas anunciar “inovações” que não saem do nível “A” (Aumento/Amplificação) ou entram timidamente no “M” (Modificação). Porque recorrer ao Zoom apenas para substituir a presença física não passa do “S” (Substituição) e mesmo quem anda de Teams ao peito, raramente o usa para transformar verdadeiramente a metodologia do ensino, apenas usando ferramentas diferentes para aplicar modelos antigos.

Se queremos mesmo “redefinir” o processo de ensino/aprendizagem e adaptá-lo aos novos tempos, é preciso dar um salto que me parece imenso para quem parou nas teorias construtivistas e pensa que as ferramentas digitais não implicam toda uma nova conceptualização dos actos pedagógicos, mas tão só cosmetizar aquilo com que se está confortável.

SAMRdrawing

Opiniões – João Marques Silva

E-LEARNING EM SITUAÇÃO DE EMERGÊNCIA

Qualquer aluno com dois palmos de testa diria, se os senhores do ME lhe perguntassem, o que achava melhor sobre o que fazer neste tempo de Ensino Remoto Em Situação De Emergência. E com extrema pertinência, nas suas ideias, estou convencidissimo disso.

Se em vez de E-teaching trabalhássemos com o conceito de e-learning muitíssimo melhor nos ajustaríamos aos tempos de excepção que vivemos. Mas para isso muita coisa deveria estar pronta (organizada) no final desta semana para que o retomar do contacto com os alunos daqui a 15 dias (sim 15 não me enganei) o essencial estivesse preparado.

Três dias após a interrupção das aulas presenciais era pedido que os professores enviassem tarefas aos alunos. Nessas tarefas deveriam constar diversas especificações entre elas os seus objetivos e forma de avaliar. Nesse momento tal era um exercício exigentissimo porque feito pela primeira vez e sem rede.

Hoje é de novo pedido o mesmo para o pós Páscoa. Esperemos que até sexta feira desta semana em vez de tópicos integrados num roteiro o ME clarifique o que fornece coerência à ação dos professores e das escolas:

Que objetivos gerais devem ser essenciais para os próximos 2 meses e que avaliação se fará deles. E que seja muito claro quanto à realização ou não de exames e à transição para o ano seguinte. Só se lhes exige isso e que, rapidamente, antes de reiniciarmos meta um tablet na mão de cada aluno ou professor que dele necessitem e ceda banda larga gratuita e suficiente. O logo se vê que tem sido a política educativa tão a nu nestes tempos, a continuar assim, significa imcompetência e desorientação.

Sem lideranças (muito diferente do conceito de chefia ou posto comando) o essencial não poderá ser feito por professores e por alunos. Neste momento de excepção gostaria muito que nos concentrássemos (competentemente apoiados pelo ME) no conceito de E-LEARNING EM SITUAÇÃO DE EMERGÊNCIA e se retirassem todas as consequências desse conceito atuando com os médicos e acudindo primeiro aos que necessitam de cuidados intensivos.

Os outros podem muito bem permanecer em casa fazendo, o melhor possível, aquilo que lhes for aconselhado.

João Marques Silva

brainstorm