Mobilidade Por Doença

Mobilidade de docentes por motivo de doença – 2022/2023

Aplicação eletrónica disponível entre o dia 22 de junho e as 18:00 horas de 28 de junho de 2022 (hora de Portugal continental) para efetuar o preenchimento e a extração do Relatório Médico.

O Amiguismo Não Deve Ser Impedimento Da Celeridade

O Ricardo Santos notou um detalhe curioso da entrevista do ministro João Costa ao Expresso, que é – sempre em nome do “alunos, primeiro!”, claro – a forma como ele prioriza as coisas. desde que seja célere, não pelo facto de se escolherem amigos que as coisas devem ser criticadas. O curioso é que admite que o modelo existente até é célere e transparente, mas parece que é muito “centralizado”, pelo que é preciso “experiências mais localizadas”. Leia-se “desreguladas”.

João Costa, Expresso, 20 de Maio de 2022

Porque – lá está! – mais vale um@ amig@ do que ninguém! O problema é que há casos em que, sinceramente, mais vale ninguém do que aparecer quem, pior do que não ensinar, sói vai ocupar o tempo a desorientar os alunos. Se precisar de exemplos concretos, posso dar. Até como encarregado de educação e, curiosamente, numa disciplina “nuclear” onde foi colocada à pressa uma pessoa que nem estaria em condições legais para dar aulas. E que estragou mais do que ajudou. E os alunos teriam ganho muito mais em dormir uma ou duas horas adicionais (nos primeiros tempos da manhã) ou em ir para casa estudar qualquer outra matéria (aos últimos tempos).

Quanto à “margem na selecção” nas escolas “amigas”, com directores “amigos”, talvez seja melhor não escavar muito, que ainda damos com um viveiro e minhocas opacas.

Preparem-se!

Os directores com linha directa passarão a poder escolher em primeiro lugar. Admito que ainda poderá haver saudades do ministro nulo porque, ao menos, este não tomava as rédeas de tudo de forma clara. Vem aí uma investida no sentido da desregulação, em nome da “proximidade”.

Que se entenda que a mim isto já não afecta, mas detesto ver o triunfo da sonsice armada ao pingarelho. Muita conversa de “esquerda”, mas muita sedução pelo “mercado”. Nada como beatos para saberem como pecar.

A razão da falta de professores não é o “concurso”, tal como ele existiu muito tempo. O problema foi quando começaram a enxertá-lo com coisas “extraordinárias” ou evidentes atropelos da equidade. O que este ministro quer é ir mais longe do que foi a “direita” e quero ver os porfírios e derivados a dizer que é tudo no “interesse dos alunos”.

Ministro da Educação: “O atual modelo de concurso de professores não serve” 

Empate?

Uma situação de doença pode dar “empate”?

Mobilidade por doença permite que professores com patologias graves possam ser colocados em escolas perto de sua casa. Revisão deste regime está a ser negociado com os sindicatos. Professores com mais tempo de serviço terão prioridade na colocação em caso de empate.

Com tanta coisa por resolver, parece que a MpD é uma espécie de “causa” para alguns puristas e sempre serve para distrair de outros problemas bem mais complicados. Por exemplo, como restituir alguma equidade às colocações dos colegas contratados em substituições.

2ª Feira

Nas listas provisórias do concurso externo de educadores e professores surgem cerca de 55.000 candidaturas. O que significa que há bastante gente habilitada para a docência. Muita dela com bastante experiência, a avaliar pela idade e tempo de serviço em contratos. Não há é gente disponível para horários precários, contados à hora, a distâncias enormes de casa, sem estabilidade ou garantia de colocação superior a 30 ou 60 dias. Por isso é que as RR ficam desertas em vários grupos a partir da dado momento. Ou as pessoas recusam as colocações. Que o anúncio gongórico do actual ministro, de “recuperar” 5000 docentes não colocados por terem recusado os horários, tenha dado em quase nada, não é de admirar. Porque as pessoas seguem outras vias para a sua vida. Mas voltam, anualmente, a tentar um lugar “no quadro” (pouco mais de 3000 vagas), apesar da proletarização e falta de horizontes da carreira. Porque seria uma colocação com alguma estabilidade. O que significa que o maior problema que existe não é o da “formação de professores” (que faz alguns grupos académicos esfregar as mãos), mas da “fixação” daqueles que já são/foram professores, com a devida certificação. Se esses, devidamente qualificados, não aceitam a precarização da contratação, quem é que andará disponível para a aceitar?

Concursos

Concurso Externo 2022/2023 – Listas Provisórias

Estão disponíveis para consulta as  Listas Provisórias de Ordenação e de Exclusão do Concurso Externo para o ano escolar 2022/2023.

Consulte a nota informativa.

Nota Informativa – Publicitação das Listas Provisórias do Concurso Externo 2022/23

Listas Provisórias do Concurso Externo 2022/23

E Travar A Fuga Dos Que Estão?

A alteração das regras de recrutamento pode ser um alçapão, para não dizer coisas piores, em especial se passar pela “localização” das colocações a gosto. A legitimação da batota, para não fazer rodeios.

Novo Governo vai tentar mitigar a falta de professores nas escalas alterando as regras de recrutamento. Recuperar aprendizagens continua a ser o mote para os alunos.