RR1

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 1.ª Reserva de Recrutamento 2021/2022.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de quinta-feira, dia 2 de setembro, até às 23:59 horas de sexta-feira, dia 3 de setembro de 2021 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

SIGRHE – Aceitação da colocação pelo candidato 

Nota informativa – Reserva de recrutamento n.º 1 

Listas – Reserva de recrutamento n.º 1 

Concursos

Não são anos, mas décadas que passei a ouvir falar na necessidade de “estabilizar” o corpo docente das escolas. A cada alteração nos concursos, a justificação mais comum é essa, mesmo quando o que é legislado tem exactamente o sentido contrário. A “fixação” dos docentes é uma prioridade nunca concretizada. Parece que agora vem aí nova vaga reformista, no sentido da “fixação dos quadros” (leia-se, eliminação das hipóteses de “mobilidade”, algo já ensaiado por David Justino há quase 20 anos e que tão mal correu), para que fiquem de vez onde ficarem colocados. Como criatura rara que nunca concorreu a qualquer mobilidade (andando mais de um lado para o outro, em seu tempo, conforme os concursos, sem direito a “jeitinhos”), colocado quando calhava em tempos de contratado e professor na escola onde fiquei pela primeira vez no quadro, sou todo favorável a que se eliminem atalhos e coisas assim mais para o manhoso, lado a lado com outras que são gritantes injustiças.

Por isso, receio muito a simultaneidade desta preocupação do ME e o recrudescimento do apelo dos directores para terem um papel mais activo na escolha dos professores a colocar nas suas coutadas. Já várias vezes referi que não selecciono alunos e devo trabalhar com todos os que me surgem porta dentro, pelo que não percebo porque certas lideranças sentem tanta necessidade de escolher os professores que lhes entram pelos portões. Se um bom professor deve saber mobilizar todos os alunos para o sucesso, independentemente das suas características, acho que um bom director deve saber mobilizar to, os os professores para um bom desempenho.

Mas, ia eu dizendo, receio muito os “mecanismos” que possam vir a ser usados para garantir certas “fixações”, pois se há coisa que já observo é que quem tem as costas mais aquecidas, já consegue “fixar” quem bem entende, ano após ano. O que nem sempre tem sido possível é abrir vaga com retrato à medida. Até porque há quem já esteja há tanto tempo na fila que, mesmo com as ultrapassagens “extraordinárias” que se conhecem, nem sempre é possível meter a agulha no buraco do camelo. Ou algo assim.

É que, com as tais décadas de experiência em ouvir boas intenções “plasmarem-se” em péssimas práticas, nada me garante que não se esteja para aí a preparar um cozinhado meio esquisito. Em que se retribua o favor de aplicar com eficácia e arreganho certas medidas, com uma acréscimo de “autonomia” da acção dos senhores directores, em matéria de concursos “localizados”. E depois não digam que não avisei a tempo. Mesmo sabendo que há quem goste de dar a entender que, qual Cassandra, as minhas profecias não são de fiar, mesmo quando acertam no alvo.

Não Sei Porquê, Mas Sinto No Ar Um Aroma A Frete

Não quero estar a fazer futurologia com fundamento em palpites (mesmo que com algumas pistas), mas cheira-me a cozinhado feiro em sede de geringonça coxa, mas que não envergonharia a malta do outro lado da barricada.

DECRETO N.º 158/XIV
Revisão do regime de recrutamento e mobilidade do pessoal docente dos ensinos básico e secundário

(…) Artigo 1.º
Objeto
A presente lei determina a abertura de um processo negocial com as estruturas sindicais

para a revisão do regime de recrutamento e mobilidade do pessoal docente dos ensinos
básico e secundário estabelecido pelo Decreto-Lei n.º 132/2012, de 27 de junho

Quero Ver Isso…

… mas é melhor encomendar um cadeirão confortável.

Como colegas contratados com 40-45 anos e mais, apesar da falta de professores em alguns grupos, tenho sérias dúvidas se isto é para levar a sério ou se será mais uma daquelas medidas feitas “à medida” de alguns.

A secretária de Estado da Educação Inês Ramires revela em entrevista as ideias do Governo para mudar a forma de colocação dos professores e os estágios. Quanto à contratação directa pelas escolas, só avançará em situações muito específicas.

Hoje Houve Reunião?

  • Resultados do Concurso Interno: primeira quinzena de julho
  • Concurso de 2021/2022 disponibilização só de horários completos (concurso de mobilidade interna)
  • Abertura de processo negocial sobre revisão do diploma dos concursos: outubro de 2021

(os horários de 18 e 20 horas vão continuar a ficar no bolso?)

2ª Feira

É, no mínimo, caricato que governantes afirmem que os cursos de formação de professores lançam cá para fora candidatos à carreira, com profissionalização e tudo, cuja competência deve ser aferida por alguém que nem sequer dá aulas e, não raro, já mal se lembra da sua própria formação, apenas estando habituado a ouvir as prédicas de um qualquer director-geral ou secretário de Estado em visita ou webinar de doutrinação.

Domingo

Um velho campo de batalha é o do concurso de recrutamento de professores, que gente com poder ao longo dos anos no campo da decisão política e da comunicação mediática tem apresentado como inadequado por ser desadequado, não responder às necessidades específicas das escolas e necessitar de ser “flexibilizado”. 

(…) Parece uma evidência de bom senso, até chegarmos à parte em que seja necessário definir uma métrica para avaliar tal “vocação”. Ou, em alternativa, a determinar quem define quem alguém tem essa “vocação” e quem não a tem. Vivendo em Portugal há 56 anos e conhecendo a realidade do “factor c” (de “conexão”, “contacto”, “conhecimento”), resta-me piscar o olho, como num velho sketch dos Monty Python e acrescentar “say no more, say no more”.