Causas Perdidas?

Há batalhas e guerras que se travam porque se acredita em causas e não porque se tem a certeza ou uma alta probabilidade de se ficar do lado dos vencedores. Muitas vezes, é a quase certeza da derrota que move aqueles que não saem do campo apenas porque ele está inclinado, o árbitro completamente comprometido com a equipa adversária a quem deixam jogar com todas as variantes de doping. Metaforicamente, claro.

Causas

Gestão de Conflitos

O Alexandre pediu-me um texto acerca da dupla sondagem desta semana do ComRegras que teve por tema a existência de formação inicial ou de frequência de acções de formação contínua na matéria em epígrafe. É um tema que me diverte porque, mais do que ter tido essa formação, interessa saber se essa formação teve alguma… terei de usar a palavra… qualidade. Isto ainda não é o texto que vou enviar amanhã, mas gostava desde já de, para poupar linhas, deixar aqui uma memória que me ocorre sempre que se fala neste tipo de formações e que é a de uma sessão, por ocasião da minha própria profissionalização (em eserviço, ali mesmo ao findar do milénio), em que uma especialista do ME veio à ESE de Setúbal apresentar as imensas vantagens do RAAG (quem não sabe o que é, é googlar) então em implementação. E exemplificava com o seu carácter democrático e participativo. Ao que eu coloquei o dedinho no ar – era suposto aquilo ser uma espécie de aula para as turmas de profes em profissionalização e não uma conferência e, quando autorizado, formulei uma questão que, pelo cenho do especialista, não era a mais agradável. A resposta que se seguiu foi a de que estava a fazer uma exposição (de powerpoint em riste) e que só responderia a questões no final e eu que esperasse. Esclarecido sobre o carácter participativo e democrático da coisa, esperei uma meia hora e, como a criatura não se calava, fui-me embora almoçar. Porque isto de uma pessoa ir aprender coisas com quem as não sabe praticar tem o seu quê de desnecessário.

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