Eu Entendo, Nós Entendemos, A Maioria Dos Portugueses Entende, Mas Há Uma “Bolha” De Notáveis Que Desentende

Abrir as escolas com um Rt de 0,98 “ é mais do que imprudência, é quase procurar problemas sérios”

E é bom que se perceba que o “faseamento” ou desconfinamento “por concelhos” deve ter em atenção fenómenos de proximidade e mobilidade intermunicipal. Porque aqui em casa ninguém trabalha no concelho de residência.

Entretanto… Na “Bolha” Do País Real

Não sei se tens conhecimento mas reporto-te o que se está a passar no meu agrupamento e, com certeza, em muitos outros deste país. O Ministério tem promovido a realização de testes COVID semanais nas escolas de acolhimento. Estes testes, na minha zona, têm sido realizados pela Cruz Vermelha Portuguesa (CVP).

Até aqui tudo bem. O que não se percebe é que a CVP só possa testar as pessoas (PD e PND) que constaram da primeira listagem enviada, ou seja, os que foram testados na primeira “sessão”. Com o início do E@D e o acolhimento nas escola de alunos da antiga Educação Especial, de alunos encaminhados pelas CPCJ’s e de alunos oriundos de progenitores das chamadas profissões fundamentais, a escola passou a contar com a colaboração de vários docentes e não docentes, para apoio direto aos miúdos, que não constaram da primeira listagem.

Quando se tentou que esses elementos fossem testados, em posteriores sessões de testagem, a CVP disse que as ordens eram claras e que estes novos elementos não podiam ser testados. Que sentido faz isto? Não seria muito mais importante despistar situações de COVID em todas as pessoas que estão em contacto com os miúdos do que, por exemplo, estar a chamar para ser testado um assistente técnico que até está em teletrabalho há umas duas semanas, só porque foi testado na primeira sessão de testagens? Há quem diga que isto tem a ver com algum estudo que estará a ser feito pelo Ministério, para provar não sei o quê, mas o que é certo é que ninguém foi informado acerca disso nem deu a sua autorização para tal.

Que isto cheira a esturro, não há dúvida que cheira. Que, apesar de nunca ser demais testar tudo e todos, é um desperdício não aproveitar a presença destas equipas da CVP para despistar qualquer situação de COVID que possa existir no pessoal que está a trabalhar diretamente com os miúdos, parece-me coisa tipicamente portuguesa e que passa ao lado do que podia ser uma mais eficaz prevenção de casos de COVID nas escolas.

A situação acontece numa escola situada [entreo Tejo e o Mondego]

Números Finalmente A Baixar

O que menos fará agora falta é dar a entender que está quase tudo resolvido. Até porque à 2ª feira, os números são sempre mais baixos. A quantidade de vacinas que tem chegado é ínfima para as necessidades de vacinar 70% ou mais da população, não adianta dar a entender outra coisa.

Como Seria De Esperar

Apesar das pessoas muito inteligentes falarem no “contágio zero”, ignorando que o problema mais grave não era dos portões para dentro.

O Fecho das Escolas Teve o Efeito Brutal na Queda da Curva dos Novos Contágios

Encerramento das escolas, que levou a menor mobilidade, e as medidas mais restritivas impostas pelo Governo ajudaram a uma queda mais rápida da taxa de transmissibilidade, mostram estimativas do projecto Covid19 Insights.

Evidências

Notícia de 20 de Janeiro na Visão:

Infeção de Covid-19 nas crianças dos 6 aos 12 anos disparou na última semana

E hoje, no DN:

“O aumento de novos casos tem sido maior dos 6 aos 12 anos”

Janeiro foi o mês mais mortífero em todos os aspetos. A perspetiva é que se atinja o pico das infeções a nível nacional na próxima semana, para a espiral começar a descer. Epidemiologista Manuel Carmo Gomes diz que, atualmente, subida dos novos casos diários é maior entre crianças do 1.º ciclo.

Casos – 22 a 24

Caros colegas,
Venho dar-vos a conhecer o ponto de situação do Agrupamento [digamos que é aqui a uns quilómetros]: Estão 12 turmas em isolamento profilático, espalhadas pelas Escolas do Agrupamento. Do pessoal docente e não docente testaram  positivo 3  adultos. Aguardam por uma resposta dos serviços outros 3. Por contactos de contactos temos  assistentes operacionais a faltar e por essa razão,  o funcionamento normal de algumas escolas é afetado. 
Simultaneamente, e porque o país atravessa uma grave situação, gostaria que relembrassem as medidas de prevenção (etiqueta respiratória, distanciamento social e o uso da máscara). Apelo também, para o facto de evitarem estar em conjunto, no mesmo espaço, durante o período das refeições.
Desejos de boa saúde!

Como todos bem sabemos os números nacionais de casos aumentou substancialmente e no nosso concelho [norte da Grande Lisboa] sucedeu o mesmo.
Turmas: No agrupamento temos alunos em isolamento profilático, devido a contactos com positivos que, até ao momento, ou ainda não foram testados ou não foram avaliados como sendo de risco de contágio;
Temos nos diferentes estabelecimentos 13 turmas em isolamento, tendo 8 turmas sido testadas na semana passada;
Docentes: Que seja do conhecimento da direção temos 8 docentes ao todo em isolamento, neste momento; 
Pessoal não docente: Que seja do conhecimento da direção, temos, neste momento, 4 colaboradores em isolamento.
No que diz respeito à resposta da USP local, esta tem sido mais demorada em relação ao que aconteceu no primeiro período, mas tem sido dada resposta a todas as nossas solicitações, mesmo com todas as dificuldades inerentes ao aumento de casos no concelho.
Relembro que TODOS os casos POSITIVOS que chegam ao nosso conhecimento são imediatamente comunicados aos serviços de saúde e são estes que avaliam se e quem vai para isolamento.
Também gostaria de lembrar que, após a realização dos testes e envio dos resultados para a direção, estes são, de imediato, comunicados aos respetivos docentes titulares ou diretores de turma. 
Não posso deixar de agradecer aos docentes titulares, coordenadoras de estabelecimento e diretores de turma toda a disponibilidade manifestada no processo de identificação dos casos dos alunos e comunicação com os encarregados de educação.
Cumprimentos, 

Serve a presente mensagem para reportar dois casos de alunos da turma da minha filha, na Escola Básica [uma de Lisboa]. Tivemos conhecimento oficiosamente na passada quinta-feira e na sexta, depois de confrontada, a professora esclareceu que já tinha sido na passada sexta-feira e que a DGS não mandara ninguém para casa nem fazer testes. Estamos a falar de uma turma do segundo ano – sem máscaras. Curiosamente, havia poucos dias, uma educadora do JI do mesmo estabelecimento também testara positivo e esse grupo foi para casa 15 dias. (…)