Umas das Melhores Formas de “Matar” um Assunto

É fazer uma “geral” de convocatórias para investigá-lo. Convocar mais de 100 pessoas para debater as rendas excessivas no sector da energia (quem as nega nos dias pares é quem se gaba dos lucros conseguidos nos dias ímpares) só serve para prolongar no tempo as audições e baralhar tudo, distribuindo culpas de forma tão generalizada, que ninguém acaba por ser culpado.

A estratégia do “chuveirinho” é isto mesmo.

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Menino Joãozinho, Faça Uma Composição Sobre o Futuro Incerto Mas Radioso

Por outro lado, a sociedade enfrenta atualmente novos desafios, decorrentes de uma globalização  desenvolvimento tecnológico em aceleração, tendo a escola de preparar os alunos, que serão jovens e adultos em 2030, para empregos ainda não criados, para tecnologias ainda não inventadas, para a resolução de problemas que ainda se desconhecem.

(…)

Nesta incerteza quanto ao futuro, onde se vislumbra uma miríade de novas oportunidades para o desenvolvimento humano, é necessário desenvolver nos alunos competências que lhes permitam questionar os saberes estabelecidos, integrar conhecimentos emergentes, comunicar eficientemente e resolver problemas complexos.

(…)

Para efeitos do presente decreto -lei, entende -se por:
a) «Abordagem multinível», a opção metodológica que permite o acesso ao currículo ajustada às potencialidades e dificuldades dos alunos, com recurso a diferentes níveis de intervenção, através de: medidas universais, que constituem respostas educativas a mobilizar para todos os alunos; medidas seletivas, que visam colmatar as necessidades de suporte à aprendizagem não supridas pela aplicação de medidas universais; e medidas adicionais, que visam colmatar dificuldades acentuadas e persistentes ao nível da comunicação, interação, cognição ou aprendizagem,
exigindo recursos especializados de apoio à aprendizagem e à inclusão;

(…)

e) «Domínios de autonomia curricular» (DAC), áreas de confluência de trabalho interdisciplinar e ou de articulação curricular, desenvolvidas a partir da matriz curricular -base de uma oferta educativa e formativa, tendo por referência
os documentos curriculares, em resultado do exercício de autonomia e flexibilidade, sendo, para o efeito, convocados, total ou parcialmente, os tempos destinados a componentes de currículo, áreas disciplinares e disciplinas;

(do fabuloso preâmbulo e algum articulado do decreto-lei 55/2018 de 6 de Julho)

Sinceramente, há coisas – da mesma geração em termos de pensamento – muito mais interessantes de ler.

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Treta

No Jornal de Letras de hoje o presidente da APH aparece a justificar as “aprendizagens essenciais” de que será co-autor.

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Ora bem, eu sei bem que as “AE” não são um novo programa, nem alguma vez vi isso escrito nos “meios de comunicação social”. O meu problema, em particular, é mesmo com a selecção que foi feita entre o que se considera “essencial” e o que se acha acessório, quando na escolha se tritura a Antiguidade, do Egipto a Roma. Tudo em nome da “flexibilidade” e acredito que da salamização semestral da disciplina. Com a colaboração da APH, para parecer “bem”. Ou que se é “moderno”. Ou “século XXI.

Caro João Miguel, Acreditas em Grufalões e Bizarrocos?

É que essa história de “progressões automáticas” só por causa do tempo de serviço – não sei se és dos tempos das diuturnidades, mas eu ainda me lembro – não existem na carreira docente. Já sei… vais dizer que os relatórios que fazemos e que são avaliados todos os anos são uma treta (é capaz de isso ser verdade), que as acções de formação não servem para nada (depende, eu só faço as estritamente necessárias, mas que me sirvam para aprender alguma coisa e há algumas assim que escapam à formatação do ME para flexibilidadces e inclusões) e que as quotas para a progressão em três escalões são uma mentira (olha que não, olha que não… este ano as do 2º e 4º escalão foram mais magras que uma criança subnutrida do sudão do sul, passe-se a comparação politicamente incorrecta).

Já sei que te informaste – afinal, não és o mst que tudo escreve nada sabendo, até porque se fosses nem escrevia isto e levava a caravana sem parar – mas acredita que te informaste pela metade, junto do pessoal do costume e aproveitaste para repetir o velho estribilho da “progressão sem mérito”. Mas… se os resultados dos alunos portugueses melhoraram de forma consistente nos testes internacionais na última década, quem achas que teve o “mérito” de os ensinar? O Crato, o Tiago, a MLR?

Vá lá… dá um passo em frente e ousa ir além das tertúlias do costume e pergunta quanto é que um tipo ganha em anos de carreira por fazer um doutoramento (numa universidade decente) enquanto dá aulas ou quantos anos temos estado parados no mesmo escalão, com ou sem mérito.

Todos conhecemos maus professores. Até eu que dizem que os defendo de tudo e mais alguma coisa. Mas fazer disso argumento de vida como se fosse a regra é capaz de ser um bocadito exagerado.

Um gajo tem de escrever todos os dias, mas não precisa riscar o vinil (mesmo estando de novo na moda).

Muit’agradecido.

Beaker-Bunsen

Como Chegam Aos 600 Milhões É Parecido Com a Forma Como os Mortos Votavam no Américo Thomaz

As listas elaboradas pelo IGeFE para cabimentação das progressões dos docentes permitem que aposentados, falecidos, já progredidos, subam outra vez…

Eu estou cansado de dizer que se for 250 milhões até é capaz de ser muito… e posso explicar porquê. Porque se fosse verdade cada professor em situação de progredir ganharia mais 500 a 600 euros por mês… que, como sabemos, é o que passamos a ganhar mais com a subida de um par de escalões… é só multiplicar os 9,5 euros que passei a receber mais com a subida ao 6º escalão.

Mentira