Gosto Muito Do Amadora BD

Podia ter transcrito toda a peça do Amadora Cidade (página do fbook). Reconheço que esta “nova geração” de directores me diverte pela forma como se expressa em valências de intervenção e disparidades de naturalidades. E que sabe reconhecer “um espaço de construção muito grande” quando o vê.

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Quanto ao futuro da Amadora, como cidade “tem um espaço de construção muito grande. Tem um potencial humano vastíssimo, muito forte”, reiterou.
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Por isso, o grande “desafio” está em “trabalharmos para nós próprios”, fazer valorizar e crescer essa imagem de “fazer parte do município da Amadora, no sentido de que é uma marca de identidade”, explicou defendendo a ideia.
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O fato de ser uma cidade onde a “disparidade de naturalidades é muito grande”, isso enriquece o território.Não temos uma costa maravilhosa, mas nós temos uma estrutura de município que está a querer crescer com o seu capital e valor humano. Tenho esperança e crença de que este investimento quer das escolas, principalmente da autarquia, comparativamente a outros municípios do qual tenho proximidade, irá representar no amanhã, um reconhecimento do que serão as pessoas, com marca do município da Amadora. Que irão ocupar posições, que irão estar em momentos decisivos e, em que o município poderá retirar o contributo que fez, no aspeto educativo para as pessoas que o envolvem”, concluiu.
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O Diretor partilhou uma visão muito própria sobre o futuro da cidade: vê a Amadora a tornar-se uma “cidade transformada, uma cidade reconquistada, uma cidade revitalizada“. Está ciente que ainda há muito trabalho a desenvolver, até mesmo na “componente social”, mas nas “conquistas” diárias tem na sua ideia, ver a cidade a tornar-se “cada vez mais jovem e pluridimensional e pluricultural, no sentido do reconhecimento do que é o seu trabalho, o seu esforço e que é a mais-valia das pessoas que estão com ela”.
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É por causa das pessoas, da proximidade e pelo fato de ser um território pequeno onde se desloca facilmente de um ponto para outro ponto da cidade, que Bruno Santos demonstrou que está atraído pela Amadora: atrai-me cá estar. É diferente do município de Lisboa que é megalómano com múltiplas valências de intervenção”.
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(alguém me explica o que quer dizer que foi “nomeado para integrar a Presidência do consórcio do Agrupamento de Escolas Azevedo Neves e homologado como Diretor em julho de 2018″?)
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Ao Fim De Uns Anos Nisto, Um Tipo Acerta na Baliza Por Instinto

É absolutamente impensável que uma instituição supra-nacional produza recomendações com base numa conversa feita em visita turística, sem direito a qualquer outro tipo de informação.

É verdadeiramente vergonhoso que se façam críticas ao que se desconhece, só porque algum amigo de uma ONG (ou o presidente fofinho da APH) acha qualquer coisa.

É completamente ridículo que andemos a ouvir, dias a fio, este tema, quando quem escreveu o tal do relatório nem abriu um dos manuais que critica.

O “parece-me” nas minhas declarações era caridoso. Afinal, o que parecia, é mesmo.

O “espantoso” é que esta malta produz este tipo de barbaridades, mas ninguém os responsabiliza pela falta de rigor e pela imensas carências do ponto de vista da ética na forma de “trabalho”.

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Sábado, 11/Out/2018 (a página seguinte tem declarações do João Pedro Marques, especialista em escravatura, em sentido próximo das minhas, nomeadamente quanto à necessidade de se equilibrarem as coisas, referindo que a escravização de outros povos existia em África antes de os portugueses lá chegarem)

Só 125%?

Chamaram-me a atenção para um grupo fechado do fbook onde se partilham experiências sobre o pafismo educacional (já agora, o ministro Tiago sempre vai a Alcanena amanhã?). NAda a obstar, até ver a imagem do mural que é uma espécie de declaração do tipo “nós esforçamo-nos mais do que vocês”.

125PAF

Quero desde já esclarecer que acho o seguinte, paradoxalmente, ao mesmo tempo:

  • Por um lado (o direito) 125% Escola é pouco numa perspectiva de leilão comunicacional. Lá por isso, eu anuncio já que deveria ser criado um grupo a garantir 143% de dedicação à Escola em nome da inclusão ou qualquer coisa assim na moda.
  • Por outro lado (o esquerdo), 125% Escola parece-me uma violência para as crianças na imagem e julgo mesmo que quando há quem se queixe que os pais passam pouco tempo com os filhos, este conceito de “Escola a Tempo Inteiro e Mais Além” é claramente uma violência.

Em seguida, gostaria que quem defende a clareza da escrita e das ideias nas “regras dos administradores para o grupo”, deveria escrever melhor. Sim, sei que parece embirração, mas é mesmo assim. Nada como servir de exemplo:

125PAFb(será que um dos administradores é o albino I?)

Inconseguimento Verbolejante

Devia ser como no cinema, a língua inglesa fica sempre bem.

Lutar radicalmente – e essa palavra é forte, mas eu quis utilizá-la de forma enfática – foi uma forma de mostrar o nosso compromisso com a valorização da condição docente sem nenhuma hesitação. Temos que nos lembrar de onde vimos. Na governação anterior, o Ministério da Educação [ME] e o Governo entendiam sempre que os representantes dos trabalhadores estavam do outro lado da barricada e não havia concertação social nem diálogo.

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Por não chegarmos ao mesmo ponto de chegada, isso não significa que não haja diálogo.

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As reivindicações sindicais inscrevem-se numa normalidade do processo democrático. O programa eleitoral do PS e o programa do Governo assentavam na ideia de devolver rendimentos às famílias. Isso criou também novas reivindicações. As organizações sindicais e os trabalhadores identificam neste um Governo com quem se pode dialogar, a quem vale a pena reivindicar.

(…)

Era o que diziam as sucessivas leis do OE que foram leis sobre as quais se levantaram muitas questões sobre a sua constitucionalidade. Curiosamente, estas questões em concreto nunca levantaram nenhuma questão relativamente à sua constitucionalidade. No corpo de docentes, 46 mil professores já vão ter uma progressão remuneratória em 2018, 30 mil até ao final de Agosto. Todo este trabalho foi feito pelo Governo e liderado pelo Ministério das Finanças através da secretaria de Estado da Administração e Emprego Público. A negociação sectorial tem estado centrada no ME, mas tendo o Governo como interlocutor. O Governo foi sensível, a concertação ocorreu e houve a assinatura de uma declaração de compromisso que punha em cima da mesa três variáveis: o calendário, o modo e também o tempo. Foi isso que o Governo sempre disse, foi sempre isso que se disse nas mesas negociais. O Governo não enganou os docentes e não enganou os seus representantes através das organizações sindicais. Além disso, demos um passo quando apresentámos a proposta de contabilização dos dois anos, nove meses e 18 dias, que são 70% dos quatro anos que é o impulso de carreira dos professores. Desde aí, os sindicatos foram absolutamente inflexíveis.

E agora o par de cerejas em cima da massa do bolo:

Quando é que estes anos são contabilizados e quando é que eles têm, de facto, efeitos sobre a carreira e os vencimentos dos docentes?
Havendo a possibilidade de haver negociação, essa possibilidade e essa situação tem que ser negociada também com os sindicatos.

Não há razão para os receios dos professores de que só poderão recolher efeitos desta medida em 2022 ou 2023?
Os professores não viam contabilizado nada. A partir do momento em que vêem contabilizado algo, que é mais do que nada – e significativamente mais do que nada –, penso que não poderá haver de todo lugar à palavra receio.