E Subitamente…

… há uma enorme “coragem” em alguma comunicação nacional e em certos “analistas” na abordagem à questão Isabel dos Santos/Sonangol/Etc. Já repararam como, tipo cogumelos, agora toda a gente se mostra entre o surpreso e o indignado. Gente que escreveu livros sobre como se deveria governar Portugal ou a explicar como se devem fazer negócios de sucesso. Porque antes nunca deram por grande coisa, mesmo quando existiam denúncias claras. A outro nível, por exemplo, o imaculado Teixeira dos Santos não deu por nada, apesar da sua sapiência imensa e do seu cargo no Eurobic. Os nossos “reguladores” andaram a assobiar como se o que se divulgava na imprensa internacional fossem fantasias.

Mas, por outro lado, nota-se em algumas pessoas um enorme cuidado na forma como “descrevem” o que se está a passar, não se envolvendo em “acusações”. Pois… como em outros casos, se alguém abre a boca… lá desabam certos castelos de areia em matéria de “credibilidade”.

Monty-PythonQuotes

(mas se até o tipo que deu o honoris causa ao salgado já foi recuperado e aparece a explicar-nos como funciona a economia…)

Coadjuvar?

“Vamos avançar com uma iniciativa nacional para a melhoria da internet nas escolas, dando ainda prioridade absoluta ao apetrechamento tecnológico e ao aumento e à melhoria dos equipamentos de computação”, anunciou.

Tiago Brandão Rodrigues disse ainda que será desenvolvido um novo programa de formação específica destinado aos professores para que possam coadjuvar os alunos.

Pode parecer que não, que é um detalhe, uma forma de falar, mas é todo um “pensamento” algo patarata que está por trás deste tipo de terminologia.

E o que dizer das declarações acerca da “Educação a tempo inteiro” resultar de “recomendações internacionais”?

Trapos

Afinal, Existe E Produz “Prosa”…

… mas é ao nível do desdobrável de campanha. Quando se coloca “sinergias” e “potenciar” na mesma frase só com uma copulativa a separá-los ou se consegue produzir um final de  parágrafo em que surgem, em catadupa, “autonomia”, “flexibilidade curricular” e “princípio da subsidiariedade” podemos não ter grande secretária de Estado da Educação, mas temos uma admirável Directora-Geral da Municipalização.

JN 9Jan20

Jornal de Notícias, 9 de Janeiro de 2020

6ª Feira

Ando a embirrar solenemente com o termo “sustentabilidade”. Não é estado d’alma novo, mas agravou-se desde que os spin doctors do actual PM decidiram que era muito “esperto” associar “sustentabilidade orçamental” e “sustentabilidade ambiental” para justificar a não redução da carga fiscal sobre os combustíveis a água e o gás, como se o pessoal passasse a fazer menor refeições a tomar menos banhos e a ir para a cama com as galinhas (salvo seja) por causa disso e assim salvássemos o planeta, quando os grandes consumidores têm os benefícios negados aos pequenos. Pior… se é verdade que cada vez mais electricidade é produzida por meios “sustentáveis” (energia solar ou eólica, por exemplo), o argumento ainda se torna mais hipócrita.

Parole

Mas A Posição Social E A Riqueza Valem Muito Mais, Infelizmente…

… e o senhor secretário de Estado certamente sabe disso, mas gosta de dar a entender o contrário. Por exemplo, acha ele que os bem conhecidos “Malaquias” aqui da zona tiveram as mesmas oportunidades que outros filhos d’algo? O que falhou? Nem os escuteiros lhes conseguiram valer?

Em Educação, a pobreza não é uma fatalidade

Não é uma fatalidade, concordo. Mas desajuda bastante, por muito que a escola possa esconder isso, com sorte, até aos 18 anos.

picareta