Mas Aquele Senhor Árbitro, Ou Juiz, Não Nomeado Pela Fenprof Mas Pelas Organizações de Trabalhadores Não Concordou Com Os Serviços Mínimos Agora Considerados Desproporcionados?

Estas coisas chegam a ser deprimentes.

Como é possível que alguém que tem a função de defender a posição dos “trabalhadores” alinha com o “patronato” para se verem todos desautorizados por um Tribunal a sério?

O que poderão fazer certos aparelhistas da ortodoxia sindical que andaram por aqui e nas “redes sociais” a defender a atitude do “juiz”? Não há buraco fundo onde se possam meter?

Tribunal diz que imposição de serviços mínimos sobre a greve dos professores “não foi razoável”

Em causa as greves convocadas às reuniões de avaliação do 9º, 11º e 12. Sindicatos recorreram e o Tribunal da Relação de Lisboa deu-lhes razão: houve “violação do princípio da proporcionalidade”. A decisão do colégio arbitral é assim revogada.

Alcatrao2

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Agora Achei Graça!

Podia explicar porquê, mas tenho fraca vocação para fazer desenhos humorísticos.

Se o Ministério da Educação não corrigir os horários e não contar o tempo de serviço aos professores esta greve que vai até 31 de dezembro vai prolongar-se até ao final do ano letivo, até 31 de agosto de 2019“, afirmou Mário Nogueira numa conferência de imprensa no Porto convocada para anunciar as propostas da Federação Nacional de Professores para o Orçamento do Estado (OE) de 2019.

Para o ano já se podem fazer greves em Agosto? E o descanso?

Há uns tempos, o MN afirmou que os sindicatos só têm a força que os sindicalizados (ou, para este efeito, os professores em geral) que estão por trás deles lhes derem. Já estão a ver o desenho, certo? Quem é que foi apanhado, em todo este processo, desde final de 2015, assim como que pela recta da guarda.

Antigamente havia um dito do género “com as calças do meu pai sou um grande homem”.

Trás

 

 

 

A Emissão Segue Dentro de Momentos

Do site da Fenprof:

Face à situação criada, as organizações sindicais de docentes decidem:

– Participar criminalmente contra o responsável do Ministério da Educação que emitiu esta nota, convidando que esse a assuma, assinando-a. Se tal não acontecer, e sendo tal nota é proveniente do gabinete do ministro da Educação, a participação será feita contra Tiago Brandão Rodrigues;

Suspender a greve que se deveria iniciar na próxima segunda-feira, não por haver qualquer ilegalidade no pré-aviso, mas porque ao não ser assumida a autoria desta NOTA, as ações a apresentar em tribunal contra eventuais atos ilegais, teriam de ser interpostas contra os diretores das escolas e agrupamentos, sobre quem, cobardemente, o Ministério da Educação coloca a responsabilidade de agir neste quadro de ilegalidade;

– Na próxima segunda-feira, entregar no Ministério da Educação e enviar para as restantes entidades competentes novos pré-avisos de greve que obedecerão a todos os requisitos estabelecidos na NOTA emitida, sob anonimato, pelo Ministério da Educação. Este pré-aviso, uma vez mais, será apresentado pelas organizações sindicais de professores, ASPL, FENPROF, FNE, PRÓ-ORDEM, SEPLEU, SINAPE, SINDEP, SIPE, SIPPEB e SPLIU;

Que a greve a convocar na próxima segunda-feira, cujo pré-aviso será entregue no Ministério da Educação, em mão, às 17 horas, continuará a incidir sobre todo o serviço abrangido pelo anterior pré-aviso e iniciar-se-á em 29 de outubro de 2018, prolongando-se até ao final do ano letivo 2018-2019.

Mas nota chegou como? Não tem remetente? Eu sei que tem. Foi do gabinete do ministro Tiago, certo? Estou errado?

Há demasiadas coisas a não bater certo.

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E Ainda Há Quem Tenha Cara de Gozar Com Quem Andou A Recolher Mais de 20.000 Assinaturas?

Só precisam de 4000 assinaturas, levam quase um ano, e deixam o essencial de fora? Não lhes “passava pela cabeça”? A sério? Não foram mais do que avisados?

Este tipo de resposta só pode significar uma de duas coisas (e nenhuma é boa):

  • Foram enganados a valer.
  • Andaram a enganar-nos a valer.

Não há tempo de serviço na petição da Fenprof que vai ser debatida hoje no Parlamento

Dirigente da Federação Nacional de Professores diz que quando a petição foi lançada, há um ano, não lhes “passava pela cabeça que o tempo de serviço não ia ser contado”.

Pizza

(já se percebe porque a ILC lhes faz tanta comichão e causa azia…)

Que M€erd@ Se Entende Por “Acertos”?

Professores: negociações terminaram sem acordo, mas diploma sobre tempo de serviço ainda poderá sofrer “acertos”Professores: negociações terminaram sem acordo, mas diploma sobre tempo de serviço ainda poderá sofrer “acertos”

Chegou ao fim, nesta sexta-feira, o processo negocial iniciado a a 15 de Dezembro passado sobre a recuperação do tempo de serviço prestado pelos professores durante o período de congelameno das carreiras. Nada mudou: o Governo só vai recuperar dois anos, nove meses e 18 dias dos mais de nove anos exigidos pelos sindicatos de professores.

Vamos lá comentar a coisa com poucos filtros.

Quem negoceia isto é a SE Leitão, aliada à equipa das Finanças e Orçamento, que foi promovida dentro do PS para o combate político pré-eleitotal. O SE Costa continua em tournée nacional com o objectivo de ganhar o prémio Mister Simpatia junto da corte de platinadas rendidas à flexibilidade, O ministro cumprirá o mandato a caminho do olvido, mas parece que lhe chegam as viagens.

Isto é triste, para não dizer deprimente.

Os únicos profissionais em tudo isto, são os líderes sindicais em formato vitalício que nos indicam o caminho da “luta”. Eles, claro, nunca serão responsáveis por nada que corra mal. O “insucesso” será apenas nosso e nisso lembram-me os ministros.

A carne para canhão são os professores, ou docentes ou educadores ou o raio que nos parta no papel de figurantes numa peça de péssima qualidade dramática.

Turd

(e quem me acusar de “anti-sindicalismo” que se veja ao espelho e diga o que fez de concreto, sem ser no rebanho, em defesa da “classe”)

Recomendo Vivamente

Logo que esteja disponível online, o vídeo do debate de ontem no Expresso da Meia Noite (SIC) sobre o arranque do ano lectivo no qual se percebeu que existem apenas dois problemas no sistema educativo nacional e que são as pessoas que nele trabalham todos os dias.

  • O pessoal não docente, porque é pouco, embora exista alguma felicidade entre @s director@s porque receberam recentemente 200 auxiliares para 811 agrupamentos.
  • O pessoal docente, por causa dos concursos serem “anuais” (problema da SE Leitão) e de não existir “autonomia” para reconduzir ou contratar directamente os professores (problema dos directores).

Quanto ao mais, parece estar tudo excelente e todos os “actores” estão alinhados com a flexibilidade e a inclusão, que são políticas excepcionais. A “tensão laboral” foi escassa e ficou-se quase só pela lapela do Mário Nogueira, ali bem contida, sem afloramentos mais do que esporádicos.

Embora eu seja contra conversas muito azedas ou empolgamentos adjectivais excessivos, também me desgosta muito quando aparecem quatro personagens que parecem seguir um guião previamente distribuído e em que o desalinhamento é mais formal do que substantivo. E em que o plano da vida interna das escolas e dos problemas concretos do seu quotidiano se limitam às questões da “gestão”. Sobre os atropelos que vão acontecer com os reposicionamentos nem uma palavra.

A novidade foi o sindicalista Mário Nogueira distribuir uma generosa quantidade de “colegas” à directora e ao director que estavam presentes na sala. Ficámos todos foi sem saber se eram colegas de programa, de geringonça alargada ou mais do que isso. Mas foi interessante como inflexão discursiva do “radicalismo”.

Pode ter-me escapado qualquer coisa importante, porque ia passando para um canal com música a sério, daquela em que a harmonia não parece uma encenação para dar a entender que todos se entendem maravilhosamente e só há umas criaturas chatas – os professores – que atrapalham que decide, quem gere e quem negoceia.

Violino