Monogamia

Ana Avoila deixa sindicalismo após 34 anos de dedicação exclusiva

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O percurso sindical começou em 1982, quando foi eleita delegada sindical pelos seus pares, e quatro anos depois passou a ser dirigente do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública do Sul e Açores a tempo inteiro, integrando, nessa qualidade, a partir de 1993, a direção da Federação Nacional dos Sindicatos da Função Pública (FNSFP).

poligamia

Véspera De Natal

Os pedidos de prendas no sapatinho começam a esmorecer quando um dos principais – que os governantes façam uma pausa na estupidez natural que caracteriza a maioria – é torpedeado sem piedade pela criatura que passa por ministro do Ambiente. E não se pode mudá-lo de planeta? Ou, no mínimo, de hemisfério?

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(não deveríamos mudar Lisboa de local, atendendo ao elevado risco sísmico?)

Centeno Über Alles?

A primeira página do Expresso de hoje é uma resposta à primeira página do Público de há uns dias? Seja como for, há uma forma pouco subtil de culto da personalidade que começa a marcar as “aparições” mediáticas de Costa e Centeno. Ou isso ou as opções editoriais andam a ganham uma densidade político-semiótica pouco habitual.

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(se bem pensarem, Vítor Gaspar nunca se fez assim representar… e só tira uma foto destas quem se coloca para a pose… a olhar o horizonte e mais além…)

Sobre “Vergonhas”

Não tenho qualquer estima pelo André Ventura, pois não consigo apagar a “persona” mediática oportunista da CMTV (e nem todos os críticos de Sócrates são meus “amigos”), peão de interesses de que é apenas uma extensão, algo que me ensina que a sua colagem a polícias e professores não passa de caça ao voto. Pelo que não há qualquer proposta de “voto de condenação” que o redima do resto.

Mas também me escasseia o respeito pela actual segunda figura do Estado, que não passa de alguém a quem o PS devia pagar uma dívida grande pelo que o fez passar há 15 anos. E a forma inábil como se incomoda com termos como “vergonha” enquanto a mentira clara e despudorada de algumas intervenções parlamentares não lhe suscita qualquer reparo, pouco faz para que melhore a imagem que tenho dele, que é a de uma espécie de viscosidade do regime. Não sei, claro, se “viscosidade” é uma termo ofensivo, mas pensei que jabba the hutt seria pior.

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Demagogia Sonsa Em Três Frases

Afirma o SE Costa a abrir o boletim Noesis deste mês:

Um sistema de saúde deve ter como objetivo a prevenção de todas as doenças.
Um sistema de segurança deve ter como objetivo a erradicação de todos os crimes.
Será assim tão estranho que um sistema educativo tenha como objetivo a erradicação do insucesso?

Não, não é estranho, embora eu pensasse que o objectivo central seria a constante melhoria da aprendizagem dos alunos o que podemos definir como “sucesso”, mas não necessariamente como ausência de retenções.

Mas o que é mais demagógico é que:

  • No sistema de saúde não se culpam os enfermeiros e médicos se os doentes não curarem as doenças por não cumprirem as prescrições ou se voltarem a ficar doentes devido a comportamentos inadequados. E a maior parte dos doentes nas urgências são de condição socio-económica mais desfavorecida.
  • No sistema de segurança – embora exista momentos em que há quem entre nesse caminho – não se culpam os polícias pela reincidência de actos criminosos ou se os proíbe de prender quem os pratica (bem… aqui até há quem ache que…). E a maior parte dos criminosos presos são de condição socio-económica mais desfavorecida.
  • Já agora, no sistema de justiça acusam-se os juízes pela reincidência de réus condenados e aconselha-se que os crimes fiquem por punir (não falo, claro, daqueles que nasceram para serem arquivados), em especial os daqueles que são de condição socio-económica mais desfavorecida.

No caso da Educação, os primeiros suspeitos pelo insucesso são os professores, em especial os não-pipis ou aqueles que não amocham perante a cartilha da desresponsabilização da sociedade envolvente pelo combate às desigualdades ou dos alunos pelo seu desempenho ou da demagogia sonsa do SE Costa.

Porque é disso que se trata: de pura e sonsa demagogia que promete o mais fácil e populista, como se quem insiste em apontar falhas à prática fossem apenas pessoas sem princípios, sensibilidade ou sem o maior respeito pelos alunos que fazem o melhor que sabem e conseguem. Pelo contrário, é o respeito pelos alunos e por não os mistificar com um sucesso de pacotilha, fabricado em laboratório, que faz com que ainda há quem resista a estas investidas a transbordar de infernais boas intenções.

Que pena o SE Costa não aplicar toda a beleza dos seus princípios de justiça social e a sua subtileza retórica na crítica ao modelo de legislação laboral que afasta as famílias dos seus educandos, de um modelo de proto-desenvolvimento económico que mantém Portugal com um dos maiores níveis de pobreza e desigualdade social da UE ou da regra do trabalho precário com baixos salários como factor de “competitividade”.

Quanto anos de governo e a esse nível só desabafos assim como que se fossem em privado para centeno não ouvir. Não chega e revela falta de coragem política.

Porque a Escola e a Educação podem muito, mas não podem tudo. E é tudo o que lhes é pedido por alguns. Que, como uma certa antecessora, apostam tudo na conquista da “opinião pública”.

JCosta1

Silva, Porfírio Silva, Um Operacional Entre As Mulheres

RTP3, programa Parlamento. A discutir as retenções ou não retenções.

Sendo professora, esperava algo mais complexo na argumentação da deputada bloquista Alexandra Vieira. Do lado do PCP a renovação da guerra aos “exames”, compreensível em quem defende o igualitarismo indiferenciado. à direita, nada de especialmente novo porque, afinal, toda a gente está de acordo com os princípios e tal. Jã é mais curioso que alinhem com a esquerda na reclamação de “mais meios” quando até há directores a afirmar que deve poupar-se no recurso ao “dinheiro dos contribuintes”.

 

Sei que ele é muito necessário neste tipo de trabalho de sapador, mas começa a ser tempo de lhe darem um gabinete e um motorista na 5 de Outubro.