Um Ministro Para Todas As Festividades

O mesmo ministro que andou pelo estádio da Luz a ver a final da Champions com o PM não foi capaz de fazer chegar às escolas um manual de instruções quanto aos procedimentos a ter neste início de ano lectivo. Chega dia 7. Chega a tempo, dirão os do costume. Será que era preciso autorização do secretário de Estado?

Desculpem-me A Dúvida, Mas…

… este senhor ainda tem algum educando no sistema de ensino não-superior? A questão resulta mesmo de ignorância e quem pergunta por não saber é porque quer aprender. Nem tem a ver com a natureza das declarações, algumas medianamente sensatas, mas apenas para saber se ele ainda tem contacto directo com aquilo de que tanto fala.

Jorge Ascenção, da Confap, defendeu esta quinta-feira, em declarações ao Porto Canal, “o ensino que esperam que seja presencial, pelo menos até ao 2º ciclo” e indica que para a Confap “as escolas devem fazer tudo para que o ensino possa ser até ao final do ano presencial”, para isso “a comunicação das autoridades de saúde tem de ser mais clara e inequívoca, porque o distanciamento nas condições e espaços que temos não é possível”. Confrontado com a possibilidade de serem estabelecidos turnos nos horários dos alunos, Jorge Ascenção esclarece que “turno da manhã e da tarde para o 1º ciclo não faz sentido”.

Duvida

A “Normalidade”

“Ó Paulo, mas é ilegal? Já não andarás aí com um complexo de perseguição ao homem?”

Ó meuze amigozezeze (como diria o Diácono Remédios), é claro que não é ilegal um governante em exercício ver um livro seu inscrito no PNL, mesmo tendo sido escrito quando em exercício para justificar opções políticas e medidas tomadas.

Mas parece-me… desconfortável, mesmo se pelo meio da lista da categoria “Cultura e Sociedade” também aparece um livro de um ex-ministro (David Justino). Só que esse é sobre História do século XIX e não sobre o seu desempenho como governante, que deixou de ser há mais de 15 anos.

“Ó Paulo, mas o homem não tem qualquer poder sobre a definição dos livros na lista… não é competência dele:”

Sim, acredito, como acredito em tanta outra coisa que acontece sem que alguém pareceça ter influência sobre seja o que for. Foi um zelota do regime, mais zeloso que o próprio zelo? Menos prudente do que um mínimo de bom senso aconselharia? Sim, acredito, mas não deixa de ser algo indecoroso que este tipo de coisa aconteça.

“Ó Paulo, mas não podes deixar de chatear o homem? Já sabes que ele diz que é perseguido por mentiras e difamações!”

À segunda pergunta, respondo que sei que sim, o SE Costa é pessoa que gosta muito de se vitimizar, mesmo se faz, desculpem, há quem faça por ele trabalhos piores nessa matéria, em ofe do recorde. À primeira direi que não posso, porque é um imperativo que devolva, mesmo que em moeda de menor valor, o que contra mim, como professor, tem sido feito, com a sua sonsa complacência de quem gosta sempre de culpar outros pelas malfeitorias que é impossível negar. Em boa verdade, ele nunca é responsável seja pelo que for, excepto pelo nascer do sol, pelo aroma das flores e o oxigénio na atmosfera.

Por fim… mandaria o decoro que o SE Costa tomasse uma atitude em relação a isto, em vez de fingir que nada aconteceu ou que tudo foi decidido de forma “autónoma”, sem qualquer responsabilidade sua, como é seu hábito.

É verdade que as listas do PNL se tornaram uma espécie de albergue espanhol, onde o mais importante é o selo que as editoras colocam nos livros. Mas há limites (haverá?) para o que se pode considerar aceitável ou “normal”.

Avestruz

(para terem uma ideia, por comparação, o prefaciador de tão ditosa obra, António Sampaio da Nóvoa, não tem qualquer livro recomendado pelo PNL…)

Logo Agora Que Se Conhece A Acusação Do Caso BES Em Detalhe…

… é que o grande cronista do reino se vai de férias e nos deixa sem a sua análise perspicaz na sua espessa página em que tanto gosta de zurzir em quem não cavou um buraco superior a 10 mil milhões de euros?

Ao menos a eminência júdica tem mais coragem, e defende sem embaraço a mão que embalou tanto berço.

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(já sei, por motivos “ético-familiares” nenhum  familiar dos dalton pode falar sobre os aparentados, excepti o impoluto ricciardinho)

Tanto Esperneou Que Lá Lhe Deram Uma Chucha

Tenho mesmo um enorme desdém por estes “rebeldes” em busca de poiso.

PS propõe Francisco Assis para presidente do Conselho Económico e Social

Chorar

(e depois ainda há ainda quem me diga que o homem até foi professor de Filosofia… certamente na altura de tantas outras “personalidades” que se ufanam de ter dado aulas e por isso terem crédito para desancar nos professores…)

 

Por Favor, Dêem Uma 1ª Página A Este Defensor Da Unicidade Parental

Depois de ler uns comentários sobre a sessão de hoje da 8ª Comissão Parlamentar (a da Educação e etc), fui à ARTV e puxei aquilo até ver, de forma apressada, algumas das intervenções, das quais destaco as do representante da Confap. Na primeira, desferiu um ataque frontal e cavalgado a toda e qualquer tentativa de qualquer concorrência na área, numa espécie de defesa da unicidade que não existe em mais nenhum sector da Educação. Até os directores (que são pouco mais de 800) têm duas associações. Sindicatos de professores e pessoal não docente são aos molhos, mas no caso dos pais e encarregados de educação temos de nos ficar com a organização que o ex-ministro Marçal Grilo já explicou como começou e com que objectivos. Este senhor, que deve ter prole extensa e sucessiva (ainda me lembro dele como mini-me do pai Albino), poderia guardar um tempinho para estudar, ao menos, a origem top down da sua amada confederação. Era só não ficar dias inteiros no Zoom em “reuniões informais”.

Depois do ataque à desfilada contra a CNIPE, na 2ª intervenção o senhor representante decidiu disparar mais umas canhoadas em redor, sobre o “ruído” de quem “procura problemas para as soluções”, revelando que leu o guião certo distribuído ainda em Março para estas situações. Até falou que a Comissão de Educação tem a legitimidade de ouvir quem quer, bastando para isso alguém ter um blogue. Phosga-se, ainda bem que não vou lá há uma década, pelo que felizmente deveria estar a biliar contra outro alguém. Em suma, uma exibição ao nível a que nos habituou este “representante” que nunca mais consegue ser o nº 1 da Confap, apesar de andar por lá há quase 20 anos.

Quem o meteu lá que o ature. Há mais como ele, “por todo o país”. Só sabem falar em tom de berraria de claque e ensaiar perseguições meio tresloucadas. Queixam-se de não lhes darem o espaço mediático que sentem merecer, embora só consigam completar frases sem desconformidades se tiverem escritas num papel ali diante dos olhos. Até conheço um ou outro clone que evito com cuidado, em nome da minha higiene cívica.

 

Resumo Do Momento Político

O Centeno está farto disto e sabe que, em tempo de vacas magras, se perceberá que ele é mais troikista do que o Gaspar e a Maria Luís juntos. Basta ver a “reversão” que “repôs rendimentos”, rapidamente sacados por via fiscal.

O Costa, António não gosta de parecer que não é ele que manda mesmo, mesmo quando não manda mesmo em vastas áreas da governação. E quando tem de dar a cara por coisas lamentáveis como a alimentação a ouro líquido, da banca e afins.

O Marcelo gosta de aparecer como o grande conciliador, mas com um toque de severidade, que – como uma espécie de patriarca bíblico com um pé no Antigo testamento e outro no Novo – castiga as más práticas com palavra, mas recompensa o arrependimento com afectos.

O resto são figurantes, abaixo de actores secundários, da situação à anémica oposição, não esquecendo os geringonceiros órfãos, que se tentam posicionar o melhor possível para apanharem as migalhas de notoriedade pública que lhes possa garantir carreira futura quando os outros se reformarem ou forem à vida deles, além-fronteiras.

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Mas O Que Há Mais Por Aí São Idiotas Que Lhe Bebem Os Números Como Dogmas

Os 6,5% de redução do PIB por mês é mais uma daquelas patacoadas sem qualquer lógica (em menos de ano e meio teríamos economia “negativa”) que muita gente usa para justificar a “retoma” apressada, quase a mesma que acreditou nos números absolutamente ficcionais da reposição do tempo de serviço docente.

Bar aberto no Novo Banco

Centeno sobre Novo Banco: “Pode ter havido uma falha de comunicação mas não houve falha financeira”

Centeno King