O Debate Do Dia

Em trânsito, ouvi parte do debate de hoje. Costa, o António só deu uma de “animal feroz” com Rui Rio, até ao momento em que ouvi. Desfez-se em elogios para Ana Catarina Mendes e esteve bastante mavioso com Catarina Martins (cuja intervenção começou bastante bem, mas acabou um bocado chocha) e com o camarada Jerónimo (que disse o que se esperava, no tom que se esperava, com o efeito que se esperava). Garantiu que não se demitia como se fosse um acto de coragem equivalente a atacar sozinho uma trincheira na Grande Guerra. Por agora, online, ouvem-se uns salpicos provocatórios do Ventura, que talvez despertem aquela animosidade tão contida do actual PM com as “esquerdas”.

Afinal, Começa Logo…

Na primeira vez que tentei visionar, levei com 30 minutos de outras coisas, mas parece que já lá não estão.

Com vários intervenientes, sobrou pouco tempo para cada um. Eu abri as duas rondas, pelo que não deu para comentar algumas coisas, em especial na segunda volta. E pelo que percebi há quem já seja convidado habitual.

A Ler

Ainda há quem tente argumentar de forma racional sobre tudo isto, mas do “outro lado” não há quem queira sequer dialogar sem ser na base do argumento do “tenho uma ideia, posso decidir e mando fazer”, seja que palermice for.

Se já éramos um dos países da OCDE com mais dias lectivos, não tarda e seremos o espaço em que alunos e professores mais desesperam por férias com o desconfinamento possível.

Eu Depois Coloco A Gravação

A conversa foi interessante, uma meia hora sem muita filtragem e a afinidade natural entre dois professores de História, da mesma geração. Passa pelas 23.20.

O ensino à distância é o tema do programa Da Capa à Contracapa desta semana com os professores Paulo Guinote e Fernando Egídio Reis.

Em tempo aulas digitais, olhamos para o livro “Quando as escolas fecharam”, de Paulo Guinote. O autor recorda o primeiro confinamento registando a vivência das primeiras semanas de aulas à distância, logo depois de 16 de março, por um casal de professores, a filha, aluna do 11.º ano, e a gata da casa, subitamente também perturbada pela alteração do quotidiano.

Desculpe Lá, Desculpe Lá

Dei-me ao trabalho de ver o que passa por ser um “debate” entre candidatos presidenciais, como se em 15 minutos para cada lado desse para dizer algo de relevante para o futuro, quando se gasta o tempo quase todo a discutir o passado recente. Marcelo começou quase conciliador, assim como Ventura, mas rapidamente a coisa evoluiu para a cacofonia, com a moderadora a fazer avisos inúteis. Cada um ganhou à sua maneira… Ventura mostrou-se aguerrido e agressivo contra a “bandidagem” e a excessiva colagem do actual presidente ao governo, Marcelo a querer ser conciliador, a tentar deonstrar que não tem sido uma muleta de Costa e a teorizar sobre uma “direita social” que por cá já foi o CDS, mas raramente o PSD. Tudo na mesma, como seria de esperar. Ninguém mudou o sentido de voto com isto e para os agnósticos como eu fica a ideia que, em tempo de pandemia, mais vale não correr riscos desnecessários no dia 24.

O ‘360’ De Ontem

Está aqui.

Houve algum tempo para falar, mas é impossível, em 10-15 minutos de tempo útil por participante falar de tudo de forma desenvolvida. Em especial, quando não se vai com cassete e se tenta falar/responder ao que é questionado em vez de despejar chavões. Do que ficou por “picar” só gostaria de destacar a parte em que Nuno Crato sublinha que entre 2006 e 2015 se terão desenvolvido políticas que levaram à melhoria dos resultados dos alunos portugueses (a tal obsessão pelo PISA). Duas notas:

  • Os progressos são anteriores a 2006 e os de 2009 já foram analisados, com bastante reserva, em estudos sobre a amostra usada.
  • Em 2007, 2009 ou mesmo 2011, Nuno Crato não se declarava adepto das políticas desenvolvidas pelos governos de então. Eu lembro-me.