Eu Depois Coloco A Gravação

A conversa foi interessante, uma meia hora sem muita filtragem e a afinidade natural entre dois professores de História, da mesma geração. Passa pelas 23.20.

O ensino à distância é o tema do programa Da Capa à Contracapa desta semana com os professores Paulo Guinote e Fernando Egídio Reis.

Em tempo aulas digitais, olhamos para o livro “Quando as escolas fecharam”, de Paulo Guinote. O autor recorda o primeiro confinamento registando a vivência das primeiras semanas de aulas à distância, logo depois de 16 de março, por um casal de professores, a filha, aluna do 11.º ano, e a gata da casa, subitamente também perturbada pela alteração do quotidiano.

Desculpe Lá, Desculpe Lá

Dei-me ao trabalho de ver o que passa por ser um “debate” entre candidatos presidenciais, como se em 15 minutos para cada lado desse para dizer algo de relevante para o futuro, quando se gasta o tempo quase todo a discutir o passado recente. Marcelo começou quase conciliador, assim como Ventura, mas rapidamente a coisa evoluiu para a cacofonia, com a moderadora a fazer avisos inúteis. Cada um ganhou à sua maneira… Ventura mostrou-se aguerrido e agressivo contra a “bandidagem” e a excessiva colagem do actual presidente ao governo, Marcelo a querer ser conciliador, a tentar deonstrar que não tem sido uma muleta de Costa e a teorizar sobre uma “direita social” que por cá já foi o CDS, mas raramente o PSD. Tudo na mesma, como seria de esperar. Ninguém mudou o sentido de voto com isto e para os agnósticos como eu fica a ideia que, em tempo de pandemia, mais vale não correr riscos desnecessários no dia 24.

O ‘360’ De Ontem

Está aqui.

Houve algum tempo para falar, mas é impossível, em 10-15 minutos de tempo útil por participante falar de tudo de forma desenvolvida. Em especial, quando não se vai com cassete e se tenta falar/responder ao que é questionado em vez de despejar chavões. Do que ficou por “picar” só gostaria de destacar a parte em que Nuno Crato sublinha que entre 2006 e 2015 se terão desenvolvido políticas que levaram à melhoria dos resultados dos alunos portugueses (a tal obsessão pelo PISA). Duas notas:

  • Os progressos são anteriores a 2006 e os de 2009 já foram analisados, com bastante reserva, em estudos sobre a amostra usada.
  • Em 2007, 2009 ou mesmo 2011, Nuno Crato não se declarava adepto das políticas desenvolvidas pelos governos de então. Eu lembro-me.

O Arlindo Abre O Jogo

Pessoalmente sou um grande crítico das aulas de 100 minutos sem qualquer intervalo. Percebo a contingência, mas… ali fechados, em especial no 2º ciclo, mas também no 3º… é muito tempo e pouca uva.

É uma “base de trabalho”… as coisas não são fáceis, mas… curiosamente, prefiro um modelo mais “flexível”.

Base de trabalho para Implementar Um Plano de Contingência Para 2020/2021

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O Mini-Debate no “360” De Ontem

A partir das 21.20. O Filinto esteve acutilante e assertivo. Quanto ao Rodrigo Queiroz e Mello decidiu entrar por um terreno terminológico (“cartilha”, “demagogia”) que acabou por dar “molho”. Porque se eu defendo rankings, também defendo que todos facultem a informação completa, não apenas as escolas públicas.

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Pela Assembleia Da República

Sentei-me a ver o debate na Assembleia da República sobre o próximo ano lectivo. Eram coisa de 16.30, mais ou menos e apanhei com um deputado do PS que não conhecia (Tiago Estevão Martins) e, estranhamente, mesmo nos pontos em que discordava das suas posições, pareceu-me um pouco acima da média (humor low key com alguma propriedade e tudo)e fez-me ter esperança do deputado Silva, Porfírio de sua graça e nossa desgraça, ter sido enviado para as galés do silêncio parlamentar. E então comecei a puxar aquilo para trás e a ir vendo as restantes intervenções, em modo zapping (mesmo dessa forma, a intervenção da deputada do PAN pareceu-me a modos que… sei lá… a senhora deputada lá teve de fazer o frete e pronto). E não é que, ali mais para os começos me aparece o deputado Silva em pura desfilada de propaganda com uma lista imensa de coisas feitas, em feitura ou por fazer que me deu logo um nervoso no dedo e carreguei no off. E foi assim, não vi mais nada de interessante, tirando o aniversário partilhado entre as manas Mortágua e o liberal Cotrim de Figueiredo.

Resumindo… ninguém sabe verdadeiramente nada. Mas uns querem saber e os outros não querem dizer. Porque ninguém sabe verdadeiramente nada.

Speech